Henrique Granadeiro

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Henrique Manuel Fusco Granadeiro GCC (Borba, Rio de Moinhos, 2 de Dezembro de 1943) é um economista, empresário e gestor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

De uma família humilde, originária de Rio de Moinhos[1], concelho de Borba, Henrique Grandeiro cresceu no Alentejo. Na infância chegou a pastorear ovelhas, até que encontrou no Seminário de Évora a oportunidade para prosseguir os seus estudos. Aí obteve por seis vezes consecutivas o Prémio Escolar D. Dinis, patrocinado pela Sociedade Central de Cervejas, além de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.

Depois de renunciar ao sacerdócio, ingressou no antigo Instituto Superior Económico e Social de Évora, dos jesuítas, onde iniciou uma licenciatura em Economia e Gestão de Empresas. Era ainda estudante quando conseguiu os primeiros ganhos na bolsa, com o apoio de membros da família Espírito Santo Silva, que eram seus colegas de curso.

Concluída a licenciatura, em 1968, Granadeiro foi assistente daquele Instituto, após o que ingressou no Secretariado Técnico da Presidência do Conselho de Ministros. Em 1971 foi destacado para os gabinetes do Ministro de Estado e do Secretário de Estado do Planeamento e, em 1974, imediatamente após o 25 de abril, é nomeado diretor-geral da Ação Regional, um serviço integrado no Ministério da Administração Interna, onde permaneceu até 1976. No último desses anos é nomeado embaixador (representante permanente) de Portugal na OCDE, mas deixa esse cargo quando o general Ramalho Eanes, o escolhe para chefe da Casa Civil do Presidente da República. Fica nessa função até 1979. Voltaria à função pública quando o governo de Aníbal Cavaco Silva nomeou Henrique Granandeiro como presidente do IFADAP - Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas, cargo que desempenhou entre 1987 e 1990.

Ao longo da sua carreira no setor privado, passou por empresas operadoras diferentes áreas, designadamente a construção civil, a agricultura, imprensa e telecomunicações. Começou por ser administrador da Standart Eléctrica e da construtora MN-Tiago, até 1981, tornando-se em seguida administrador-delegado da Fundação Eugénio de Almeida, ligada à produção vitivinícola (vinhos da Cartuxa) e de azeite, com sede em Évora. Depois de ser administrador-delegado, de 1981 a 1987, foi presidente do Conselho de Administração, entre 1989 e 1992.

A sua ligação à ao setor da comunicação social começa com a passagem pelos conselhos de administração da Sojornal e Controljornal (Grupo Impresa), entre 1990 e 2001. Depois será presidente da Comissão Executiva da Lusomundo Media, entre 2002 e 2004, e da Portugal Telecom, de 2003 a 2008.

Em 2008 foi nomeado presidente do Conselho de Administração da PT e a 4 de junho de 2013 foi nomeado CEO acumulando as duas funções[2]. A 7 de agosto de 2014 anunciou em comunicado a sua renúncia a todos os seus cargos na Portugal Telecom[3].

É membro do Conselho Estratégico do Banco Finantia, desde 2001, e presidente do Conselho Geral da Universidade de Lisboa, desde 2009.

Em fevereiro de 2017, Henrique Granadeiro foi constituído arguido no âmbito da Operação Marquês suspeito da prática de factos suscetíveis de integrarem os crimes de fraude fiscal, corrupção passiva e branqueamento de capitais.[4] Se condenado a uma pena superior a três anos de prisão, perderá a sua condecoração.

Caso BES / PT[editar | editar código-fonte]

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Operação Marquês[editar | editar código-fonte]

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Condecorações[5][6][editar | editar código-fonte]

Família, casamentos e descendência[editar | editar código-fonte]

Henrique Granadeiro é filho de Manuel António Granadeiro e de sua mulher Ana Barroso Fusco; tem seis irmãs e um irmão, Cristina Frusco Granadeiro, Maria Vicência Fusco Granadeiro, Filipa Fusco Granadeiro, Auta Fusco Granadeiro, Carminda Fusco Granadeiro, Antónia Fusco Granadeiro e Anacleto Fusco Granadeiro[7].

Casou primeira vez com a jornalista Margarida Marante, já falecida, de quem teve um filho e duas filhas, Henrique Miguel, Catarina Maria e Joana Margarida Marante Granadeiro, e de quem se divorciou. Casou segunda vez com Maria da Graça Falcão Líbano Monteiro, com a qual continua casado até a presente data, sem geração.[8]

Referências

  1. "Tombo do Guarda-Mór", Guarda-Mór-Edição de Publicações Multimédia, Lda, Lisboa, 2000, Henrique Manuel Fusco Granadeiro
  2. «Henrique Granadeiro acumula cargos de PCA e PCE da PT» (PDF). CMVM. 4 de junho de 2013. Consultado em 26 de junho de 2013 
  3. «Granadeiro demite-se da PT». Jornal Expresso. expresso.sapo.pt. 07 de agosto 2014. Consultado em 7 de agosto 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. «Zeinal Bava e Henrique Granadeiro arguidos na Operação Marquês» 
  5. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Henrique Manuel Fusco Granadeiro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 14 de outubro de 2014 
  6. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Henrique Manuel Fusco Granadeiro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 14 de outubro de 2014 
  7. "Tombo do Guarda-Mór", Guarda-Mór-Edição de Publicações Multimédia, Lda, Lisboa, 2000, Henrique Manuel Fusco Granadeiro
  8. "Tombo do Guarda-Mór", Guarda-Mór-Edição de Publicações Multimédia, Lda, Lisboa, 2000, Henrique Manuel Fusco Granadeiro