Hino do Ceará

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Hino do Ceará

Hino do estado do  Ceará
Letra Thomaz Pompeu Ferreira Lopes
Composição Alberto Nepomuceno
Adotado 1903
Texto original (Wikisource)
Wikisource-logo.svg Hino do estado do Ceará

O Hino do estado do Ceará, instituído pelo decreto estadual nº 27 275 como um dos símbolos do estado, foi concebido por intelectuais cearenses em comemoração aos trezentos anos da fundação do Ceará, considerando a vinda dos primeiros portugueses ao território, tendo à frente Pero Coelho de Sousa, ocorrida em 31 de Julho de 1603. Tal data é considerada o marco cronológico mais antigo da história do Ceará.[1]

À ocasião, Barão de Studart foi o presidente da comissão organizadora dos festejos. Alberto Nepomuceno ficou encarregado de compor o Hino, cuja execução ocorreria no evento das comemorações. A letra é de Thomaz Pompeu Ferreira Lopes e a orquestração e regência é do maestro Zacarias Gondim.[1]

Nepomuceno, ao concluir a composição, publicou uma carta ao Barão de Studart na edição de 29 de julho de 1903 do jornal "A República",[1] na qual declarou:

O Hino do Ceará foi executado pela primeira vez no dia 31 de julho de 1903 pelo coro de alunas da centenária Escola Normal de Fortaleza (atualmente, Colégio Justiniano de Serpa) e acompanhado pela Banda do Batalhão de Segurança Pública do Ceará, em sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Ceará, conduzida pelo então presidente do estado, Dr. Pedro Augusto Borges.[1]

Em 2003, foi decretada lei estadual instituindo a obrigatoriedade da execução do Hino do Ceará em escolas da rede pública e em solenidades do estado.[2]

Letra[editar | editar código-fonte]

Terra do sol, do amor, terra da luz!

Soa o clarim que a tua glória conta!

Terra, o teu nome a fama aos céus remonta

Em clarão que seduz!

Nome que brilha - esplêndido luzeiro

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!


Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Chuvas de pratas rolem das estrelas

E despertando, deslumbrada ao vê-las

Ressoe a voz dos ninhos

Há de florar nas rosas e nos cravos

Rubros o sangue ardente dos escravos


Seja o teu verbo a voz do coração

Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!

Ruja teu peito em luta contra a morte

Acordando a amplidão

Peito que deu alívio a quem sofria

E foi o sol iluminando o dia!


Tua jangada afoita enfune o pano!

Vento feliz conduza a vela ousada

Que importa que teu barco seja um nada

Na vastidão do oceano

Se à proa vão heróis e marinheiros

E vão no peito corações guerreiros?


Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!

Porque esse chão que embebe a água dos rios

Há de florar em messes, nos estios

E bosques, pelas águas!

Selvas e rios, serras e florestas

Brotem do solo em rumorosas festas!


Abra-se ao vento o teu pendão natal

Sobre as revoltas águas dos teus mares!

E desfraldando diga aos céus e aos mares

A vitória imortal!

Que foi de sangue, em guerras leais e francas

E foi na paz, da cor das hóstias brancas!

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e «Histórico do Hino do Ceará». Governo do Estado do Ceará. 27 de dezembro de 2012. Consultado em 10 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2015 
  2. «Decreto dispondo sobre a obrigatoriedade de execução do Hino do Estado do Ceará nas escolas públicas e nas solenidades do Governo do Estado». Governo do Estado do Ceará. 27 de dezembro de 2012. Consultado em 02 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)