Thomaz Pompeu Lopes Ferreira

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Thomaz Pompeu Lopes Ferreira
Nome nativo Thomaz Pompeu Lopes Ferreira
Nascimento 16 de novembro de 1879
Fortaleza
Morte 15 de julho de 1913 (33 anos)
Davos
Sepultamento Cemitério São João Batista
Cidadania Brasil
Progenitores Pai:João Lopes Ferreira Filho
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ocupação escritor, poeta, romancista, diplomata
Prêmios Academia Cearense de Letras
Empregador Ministério das Relações Exteriores
Magnum opus Hino do Ceará
Causa da morte tuberculose

Thomaz Pompeu Lopes Ferreira (Fortaleza, 16 de Novembro de 1879Davos, Suiça 15 de Julho de 1913), conhecido como Thomaz Lopes, foi um advogado, jornalista, poeta, escritor e diplomata brasileiro. Patrono da cadeira nº 37 da Academia Cearense de Letras, foi o autor da letra do Hino do Ceará, musicado por Alberto Nepomuceno.[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Thomaz Pompeu Lopes Ferreira nasceu em Fortaleza em 16 de Novembro de 1879. Era filho de João Lopes Ferreira Filho (presidente da Câmara dos Deputados do Brasil de agosto de 1892 a maio de 1894) e Maria de Sousa Lopes. Era irmão do poeta Oscar Lopes e de Abiah Lopes (que escrevia sob o pseudônimo Sylvia Patricia), jornalista e colunista social carioca.[3]

Thomaz cursou o 1° ano da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas abandonou para estudar direito na Faculdade Livre de Ciências Sociais e Jurídicas [4] (atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ) pela qual se diplomou em 1903.[5]

Casou-se em 30 de maio de 1905 com Jesuína Inglez de Souza, a primeira das filhas do escritor e jurista Inglez de Souza e tiveram um único filho, Herculano Thomaz Lopes[6] (Rio de Janeiro 1907-1986), que foi casado com a atriz brasileira Rosita Thomaz Lopes[7]

Carreira diplomática[editar | editar código-fonte]

Thomas Lopes iniciou sua carreira diplomática em Março de 1905 nomeado 2° Secretário da Legação Brasileira em Madrid (Espanha) para onde partiu em julho de 1905. Em março de 1907 foi chamado ao Rio de Janeiro para servir no gabinete do então Ministro do Exterior (Ministro das Relações Exteriores) Barão do Rio Branco[8] onde chegou em maio de 1907.

Em janeiro de 1908 foi nomeado secretário da Legação em Montevidéu (Uruguai)[9] cargo que ocupou até março de 1909.

Depois de alguns meses em posto no Rio de Janeiro, é nomeado secretário para a legação em Haya (Holanda) para onde parte em abril de 1910, sendo transferido em 1911 para Bruxelas (Bélgica) e em 1912 para Paris (França).[10]

Carreira jornalística[editar | editar código-fonte]

Em paralelo com a sua atividade de diplomata, Thomaz Lopes foi colunista nos jornais Gazeta de Notícias(RJ), O Paiz (RJ) e Correio da Manhã(RJ).[10]

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Diagnosticado com tuberculose em Paris, Thomas Lopes partiu para tratamento em Davos na Suiça onde veio à falecer em 15 de julho de 1913. Seu corpo, que foi embalsamado e transladado para o Brasil, chegou ao Rio de Janeiro em 11 de agosto de 1913 e foi sepultado no Cemitério São João Batista no mesmo dia.[11]

Principais obras literárias[editar | editar código-fonte]

  1. Sonho: 1899-1901, poemas, Rio de Janeiro (RJ): Laemmert, 1901.
  2. Livro do Espirito: 1901-1904, poemas, Rio de Janeiro (rJ): Typ. Papelaria Central de José Ayres & C., 1905.[12]
  3. Histórias da Vida e da Morte, contos, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier, 1907.
  4. Um Coração Sensível, contos, Lisboa (Portugal): José Bastos & Cia ( antiga Casa Bertrand), 1907.
  5. Corpo e alma de Paris, romance descriptivo, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier, 1909.
  6. Terras de França, viagens, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier, 1909.
  7. Paisagens de Espanha,[13] viagens, Porto (Portugal): Livraria Chardron, de Lello & Irmão, 1910.
  8. Caras e Corações, romance, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier, 1910.
  9. A Vida, romance, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier, 1911.
  10. Sete Soes, crônicas, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier, 1911.
  11. O Cisne branco[14], contos, Porto (Portugal): Livraria Chardron, de Lello & Irmão, 1913.

Outras publicações[editar | editar código-fonte]

Tradução brasileira de:

  • COMMELIN, Pierre, Nova mitologia grega e romana, Rio de Janeiro (RJ): H. Garnier.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LOPES, A. H. . Em busca de Tomás Lopes: memória, história e sensibilidade. Escritos (Fundação Casa de Rui Barbosa), v. 3, páginas 131-160, 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Elogio de Thomaz Lopes» (PDF). Revista da Academia Cearense de letras. Consultado em 26 de fevereiro de 2015 
  2. Tiago José Berg (2009). «Território, cultura e regionalismo: aspectos geográficos em símbolos estaduais brasileiros». UNESP. Consultado em 26 de fevereiro de 2015 
  3. A História da Câmara dos Deputados: João Lopes Ferreira Filho
  4. Portal da história do Ceará: Thomaz Pompeu Lopes Ferreira. Visitado em 12 de agosto de 2015.
  5. Jornal Correio da Manhã (RJ) de 24 de maio de 1903, página 3.
  6. Anúncio de falecimento de Jesuína Inglez de Souza Lopes Ferreira, publicado no jornal Correio da Manhã (RJ) de 4 de setembro de 1958, página 12.
  7. Anúncio de falecimento de Herculano Thomaz Lopes, publicado no jornal O Globo (RJ) de 27 de março de 1986, página 13.
  8. Jornal A República (RJ) de 4 de março de 1907, página 2.
  9. Jornal Correio da Manhã (RJ) de 16 de janeiro de 1908, página 1.
  10. a b Jornal Correio da Manhã (RJ) de 16 de julho de 1913, página 3.
  11. Jornal Diário da Tarde (MG) de 11 de agosto de 1913, página 5.
  12. Ferreira, Tomás Pompeu Lopes (1904). Livro do espirito: poema, 1901-1904. [S.l.]: J. Ayres 
  13. Na grafia original, Paisagens de Hespanha.
  14. Na grafia original, O Cysne Branco.
  15. Na grafia original, O Defuncto.