Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã

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Homo Deus (ההיסטוריה של המחר)
Autor(es) Yuval Noah Harari
Idioma Hebreu (original)
Assunto Civilização
Tecnologia
Seres humanos
Lançamento 2015
Páginas 448
Edição brasileira
Lançamento novembro de 2016
Cronologia
Sapiens: Uma Breve História da Humanidade
21 Lições para o Século 21

Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã (hebraico: ההיסטוריה של המחר) é um livro escrito pelo autor israelense Yuval Harari, professor da Universidade hebraica em Jerusalém. O livro foi publicado pela primeira vez em hebraico, em 2015, pela Dvir; a versão de idioma inglês foi publicado em setembro de 2016, no Reino Unido e em fevereiro de 2017, nos Estados Unidos.

Assim como seu antecessor, Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, Harari relata o curso da história ao descrever os eventos e a experiência humana individual, juntamente com as questões éticas em relação ao histórico de pesquisa do autor. Homo Deus, ao contrário do livro anterior, lida mais com as habilidades adquiridas pelos seres humanos (Homo sapiens) ao longo de sua existência e sua evolução como espécie dominante no mundo; o livro tenta pintar uma imagem do futuro. Muitas questões filosóficas são discutidas, tais como a experiência humana, o individualismo, emoções humanas e consciência. O livro descreve as habilidades atuais e conquistas da humanidade.

Tese central[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.
  • Organismos são algoritmos, e como tal, o homo sapiens pode não ser dominante em um universo onde o dataísmo torna-se o paradigma.
  • Desde a revolução da linguagem, cerca de 70.000 anos atrás, os seres humanos vivem dentro de uma "realidade intersubjetiva", tal como os países, fronteiras, a religião, o dinheiro e as empresas, todas criadas para permitir flexível cooperação em larga escala entre os diferentes seres humanos individuais. A humanidade está separada de animais pela capacidade humana de acreditar nessas construções intersubjetivas que só existem na mente humana e são dadas força através da crença coletiva.
  • A imensa capacidade da humanidade de dar significado às suas ações e pensamentos é o que tem permitido as suas muitas realizações.
  • Harari argumenta que o humanismo é uma forma de religião que adora a humanidade, em vez de um deus. Ele coloca a humanidade e seus desejos como uma prioridade no mundo em que os próprios humanos são enquadrados como seres dominante. Os humanistas acreditam que a ética e os valores são derivados internamente dentro de cada indivíduo, em vez de partir de uma fonte externa. Durante o século 21, Harari acredita que o humanismo pode levar os seres humanos a procura pela imortalidade, felicidade e poder.
  • A evolução tecnológica tem ameaçado a continuação da capacidade dos seres humanos para dar sentido às suas vidas; Harari sugere a possibilidade da substituição da humanidade por um super-homem, ou "Homo deus" (deus humano) dotado de habilidades, tais como a vida eterna.[1]

Índice[editar | editar código-fonte]

1. A nova agenda humana

PARTE I: O HOMO SAPIENS CONQUISTA O MUNDO

2. O Antropoceno

3. A epifania humana

PARTE II: O HOMO SAPIENS DÁ UM SIGNIFICADO AO MUNDO

4. Os contadores de histórias

5. O estranho casal

6. A aliança moderna

7. A revolução humanista

PARTE III: O HOMO SAPIENS PERDE O CONTROLE

8. A bomba-relógio no laboratório

9. O grande desacoplamento

10. O oceano da consciência

11. A religião dos dados

Recepção[editar | editar código-fonte]

Após sua publicação, Homo Deus recebeu significativa atenção da mídia. Artigos e críticas sobre o livro foram publicados pelo New York Times,[2][3] The Guardian,[4][5] The Economist,[6] A revista the New Yorker,[7] NPR,[8] Financial Times[9] e Times Higher Education.[10]

 revista Time listou Homo Deus como um dos dez melhores livros de não-ficção de 2017.[11]

Referências