Igreja da Escócia

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Igreja da Escócia
Kirk o Scotland
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Logotipo da Igreja da Escócia
Classificação Protestante
Orientação Fé Reformada
Política Presbiteriana
Líder Lorna Hood
Associações Conselho Mundial de Igrejas[1] Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas[2] Comunhão de Igrejas Protestantes na Europa, Conferência das Igrejas Europeias
Área geográfica Escócia
Sede New Town, Edimburgo
Fundador John Knox
Origem 1560 (462 anos)
Absorvida a maior parte da Igreja Livre Unida da Escócia em 1929
Separações 1689: Igreja Presbiteriana Reformada da Escócia;

1733: Presbitério Associado (do qual se originou a Igreja da Secessão Unida); 1761: Igreja do Socorro (que em 1847 se união à Igreja da Secessão Unida para formar a Igreja Presbiteriana Unida (Escócia)); e

1843: Igreja Livre da Escócia (cuja maior parte se uniu à Igreja Presbiteriana Unida (Escócia) para formar a Igreja Livre Unida da Escócia

Membros 312.204 (2019)[3]
Site oficial www.churchofscotland.org.uk

A Igreja da Escócia (em inglês: Church of Scotland, em scots: The Scots Kirk; em gaélico escocês: Eaglais na h-Alba) é uma denominação protestante, de orientação reformada. É a igreja nacional da Escócia, afiliada ao Presbiterianismo. É a maior religião do país por autoindentificação. Em 2011, 1.717.871 pessoas (32% da população da Escócia) se identificaram como membros da denominação, número maior do que qualquer outro grupo religioso do país.[4]

Definição[editar | editar código-fonte]

Os escoceses chamam-lhe informalmente de The Kirk. A Igreja da Escócia é calvinista e presbiteriana, e não anglicana, pelo que não deve ser confundida com a Igreja da Inglaterra, a Igreja da Irlanda ou a menor Igreja Episcopal Escocesa, sendo que as duas primeiras pertencem à Comunhão Anglicana, e que a menor Igreja Episcopal Escocesa é cristã. Apenas a Igreja da Escócia é uma igreja da Reforma Protestante, sendo esta última uma irmã (e não uma filha) da Igreja da Inglaterra. Não se pode considerar uma "igreja estatal" uma vez que a Igreja da Escócia lutou durante séculos pela conservação da sua independência perante a política.

História[editar | editar código-fonte]

Antigo emblema da Igreja da Escócia

A Kirk foi fundada durante a Reforma Protestante por John Knox. Ele baseou as suas doutrinas e governo de acordo com os princípios presbiterianos de João Calvino, com os quais ele tinha tomado contato na sua estadia em Genebra, na Suíça, o centro do protestantismo.

Em 1560, o Parlamento Escocês adotou o protestantismo calvinista como a religião do Estado e montou a estrutura da Kirk para o implementar.[5]

No entanto, enquanto que o Parlamento escocês apoiava o presbiterianismo, o mesmo não podia dizer do Rei. Nos próximos 100 anos determinados bispos primazes foram impostos à Kirk de tempos a tempos pelo Rei. Em 1638 como protesto contra este tipo de imposições do Rei (de Inglaterra e da Escócia) foi assinado um tratado chamado National Covenant. Os presbiterianos foram perseguidos pelo poder central. Este conflito teria importância na Guerra Civil Inglesa.[5]

Em 1690, como resultado da Revolução Gloriosa, foi finalmente conseguido pôr fim às imposições religiosas e salvaguardar a natureza presbiteriana da Kirk. No entanto, a interferência com a Igreja não acabou definitivamente, principalmente quanto à nomeação de sacerdotes. Em 1747 houve uma secessão que pretendeu assegurar "o direito da congregação a selecionar os seus próprios sacerdotes". Em 1843, num evento semelhante, um terço da congregação decidiu sair da Igreja da Escócia para formar a Igreja Livre da Escócia, da qual acabou se dividindo a Igreja Unida Livre da Escócia. Muitas outras subdivisões formaram-se desde então.[5]

Símbolo[editar | editar código-fonte]

O símbolo da Igreja é a sarça ardente acompanhada por a bandeira da Escócia. O seu lema é Nec Tamen Consumebatur, latim por Não se consumia, uma referência de Êxodo 3.2.[5]

Doutrina[editar | editar código-fonte]

A denominação permite a ordenação de mulheres para todos os ofícios da igreja, incluindo como pastoras, presbíteras e diaconisas, desde 1968. A denominação também permite que suas igrejas e ministros celebrem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.[6]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ano Igrejas e congregações Membros
2013 1.389 398.389[7]
2014 1.379 380.163[7]
2015 1.364 363.597[7]
2016 1.373 351.934[7]
2017 1.363 336.831[7]
2018 1.353 325.695[7]
2019 1.314 312.204[3]

Desde 2000, a denominação sofre severo declínio em seu número de membros. No Censo de 2001, 2.146.251 pessoas (42,4% da população da Escócia) se declararam afiliadas à Igreja da Escócia.[8] Todavia, em 2011, apenas 1.717.871 pessoas (32% da população da Escócia) continuaram se identificando com a denominação.[4]

De acordo com os registros oficiais da denominação (que só levam em conta os membros oficialmente registrados), tinha 325.695 membros em 1.353 igrejas em 2019.[3]

Relações Intereclesiásticas[editar | editar código-fonte]

A denominação é membro do Conselho Mundial de Igrejas[1], Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas[2], Comunhão de Igrejas Protestantes na Europa e Conferência das Igrejas Europeias.


Membros famosos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Igreja da Escócia». Concílio Mundial das Igrejas. Consultado em 13 de dezembro de 2021 
  2. a b «Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas: Membros». Consultado em 14 de maio de 2018 
  3. a b c «Relatório da Assembleia Geral da Igreja da Escócia de 2021» (PDF). Consultado em 21 de dezembro de 2021 
  4. a b «Censo da Escócia em 2011». Consultado em 21 de dezembro de 2021 
  5. a b c d «O presbiterianismo na escócia». Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. Consultado em 21 de dezembro de 2021 
  6. «Igreja da Escócia se aproxima de permitir que ministros conduzam casamentos do mesmo sexo». O Escocês. Consultado em 21 de dezembro de 2021 
  7. a b c d e f «Relatório da Assembleia Geral da Igreja da Escócia de 2019» (PDF). Consultado em 21 de dezembro de 2021 
  8. «Censo da Escócia de 2001». Governo da Escócia. Consultado em 21 de dezembro de 2021. Cópia arquivada em 24 de dezembro de 2014