Islamismo e outras religiões

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As relações entre Islamismo e outras religiões abordam as diferentes posições tomadas por governantes e teólogos muçulmanos face às outras religiões. Ao longo dos séculos essas atitudes oscilaram entre a tolerância e a perseguição.[1]

Perspectiva islâmica de outras religiões[editar | editar código-fonte]

Judaísmo e cristianismo[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Islão, todas as nações receberam o seu mensageiro e instruções de Alá.

No entanto, na interpretação dos muçulmanos, os seguidores de Moisés ganharam a ira de Alá por terem adorado um bezerro de ouro, episódio relatado no Êxodo e mais tarde no livro de Esdras e rejeitarem Jesus Cristo como o Messias, e os cristãos seguiram por caminhos desviados por adorarem Jesus Cristo e elevá-lo à posição de Deus por meio da doutrina da Santíssima Trindade.

Muhammad foi enviado durante um tempo de escuridão espiritual para restabelecer o monoteísmo que existia desde o primeiro homem, mas que foi corrompido ou esquecido pelos seres humanos.

Algumas partes do Alcorão atribuem diferenças entre muçulmanos e não-muçulmanos à tahref-ma'any, uma "corrupção do significado" das palavras. Nesta perspectiva, a Torá e o Novo Testamento cristão são verdadeiros mas os judeus e os cristãos equivocam-se quanto ao significado das suas próprias Escrituras, e necessitam assim do Alcorão para entenderem claramente a vontade de Deus. No entanto, outras partes do Alcorão tornam claro que muitos judeus e cristãos usaram deliberadamente versões alteradas das suas escrituras, e tinham alterado a palavra de Deus. Esta crença foi desenvolvida durante a polémica medieval islâmica, e é hoje corrente quer no Islão Sunita quer no Islão Xiita. Esta doutrina é conhecida como tahref-lafzy, "a corrupção do texto". Atualmente o Hamas, grupo fundamentalista islâmico, é uma organização que apoia a coexistência entre muçulmanos, cristãos e judeus sob a égide do islã, desde que os não-muçulmanos aceitem o estatuto de dhimmi ("protegidos").[2]

Religiões não-monoteístas[editar | editar código-fonte]

Em contraste com a tolerância do islão pelo judaísmo e pelo cristianismo, em relação a outras religiões, como, por exemplo, o hinduísmo, o islão aparenta ser bem menos tolerante. Porém, em alguns períodos da história o islão conviveu pacificamente com outras religiões não-monoteístas. O imperador muçulmano Akbar, que viveu na Índia em meados do século XVI, promoveu uma instituição chamada "casa da religião" onde hindus, jainistas, zoroastrianos e padres jesuítas se deveriam reunir para falar de Deus e empregou muitos hindus como seus ministros.

Para alguns muçulmanos, o ateísmo, o politeísmo e outras visões holísticas são perspectivas a ser erradicadas.

Referências

  1. Bat Ye'or (2002). Islam and Dhimmitude. Where Civilizations Collide. Madison/Teaneck, NJ: Fairleigh Dickinson University Press/Associated University Presses. ISBN 0-8386-3943-7 
  2. THE CHARTER OF ALLAH: THE PLATFORM OF THE ISLAMIC RESISTANCE MOVEMENT (HAMAS)FAS, Y. Alexander e H. Foxman, The 1988-1989 Annual on Terrorism. Netherlands, Kluwer Academic Publishers, 1990
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