José Luís Peixoto

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José Luís Peixoto
José Luís Peixoto na Universidad Nacional Autónoma de México - UNAM
Nascimento 4 de setembro de 1974 (42 anos)
Galveias, Ponte de Sor
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Escritor, dramaturgo, poeta
Principais trabalhos Morreste-me; Nenhum Olhar; Cemitério de Pianos", Livro, Dentro do Segredo, Galveias, Em Teu Ventre
Prémios Prémio José Saramago (2001)
Prémio de Poesia Daniel Faria (2008)
Prémio Cálamo Outra Mirada (2007)
Prémio Libro d' Europa (2013)

Prémio Sociedade Portuguesa de Autores (2013)
Prémio Oceanos (2016)

Página oficial
joseluispeixoto.net

José Luís Marques Peixoto (Galveias, Ponte de Sor, 4 de setembro de 1974) é um narrador, poeta e dramaturgo português, cuja primeira obra foi publicada em 2000.

Biografia[editar | editar código-fonte]

José Luís Peixoto nasceu na aldeia de Galveias, no Alto Alentejo, onde viveu até aos 18 anos, idade em que foi estudar para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Após terminar a sua licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de estudos ingleses e alemães, foi professor em várias escolas portuguesas e na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Em 2001, dedicou-se profissionalmente à escrita.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Com apenas 27 anos, José Luís Peixoto foi o mais jovem vencedor de sempre do Prémio Literário José Saramago. Desde esse reconhecimento, a sua obra tem recebido amplo destaque nacional e internacional. Os seus livros estão traduzidos e publicados em 26 idiomas. O romance Galveias foi o primeiro livro de língua portuguesa a ser traduzido diretamente para o idioma georgiano, tendo acontecido o mesmo ao livro A Mãe que Chovia, que foi o primeiro a ser traduzido diretamente do português para o mongol.

Morreste-me foi escolhido como um dos 10 livros da primeira década do século XXI pela revista Visão. Nas mesmas condições, Nenhum Olhar foi escolhido como um dos livros da década pelo jornal Expresso.

O romance Uma Casa na Escuridão foi incluído na edição europeia de "1001 Livros para Ler Antes de Morrer - Um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos".

Nenhum Olhar foi incluído na lista do Financial Times dos melhores romances publicados em Inglaterra em 2007, tendo também sido incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias americanas Barnes & Noble.

A sua obra tem sido abundantemente adaptada para espetáculos e obras artísticas de diversos géneros.

Tem sido colunista de vários órgãos da imprensa portuguesa, como é o caso do Jornal de Letras ou das revistas Visão, GQ, Time Out, Notícias Magazine, UP, entre outras.

Acerca da Obra de José Luís Peixoto[editar | editar código-fonte]

A obra de José Luís Peixoto apresenta assinalável coesão formal e temática. Nenhum Olhar, Cal ou Galveias revelam uma nova abordagem aos temas alentejanos na literatura portuguesa. A ruralidade é retratada através de grande sofisticação formal, com uma inédita matriz pós-moderna. Podendo estabelecer relações com a história de Portugal — como em Cemitério de Pianos, Livro ou Em Teu Ventre —, é também comum que as obras de José Luís Peixoto tratem as relações pessoais e/ou familiares, com uma forte carga autobiográfica — como em Morreste-me, Abraço, todos os seus títulos poéticos ou, mesmo, Dentro do Segredo. A alegoria ocupa também um lugar importante na sua escrita, através dos títulos Uma Casa na Escuridão e Antídoto. Estas abordagens, no entanto, estão distribuídas um pouco por toda a sua obra, não sendo difícil assinalar livros que contenham vários destes temas principais em simultâneo, a saber: ruralidade, relações com a história, análise das relações pessoais e/ou familiares, modelos alegóricos.

Prémios[editar | editar código-fonte]

Recepção Crítica[editar | editar código-fonte]

"Uma das revelações mais surpreendentes da literatura portuguesa. É um homem que sabe escrever e que vai ser o continuador dos grande escritores."
José Saramago

"Peixoto tem uma extraordinária forma de interpretar o mundo, expressa pelas suas escolhas certeiras de linguagem e de imagens."
Times Literary Supplement

"Um valor seguro da literatura portuguesa, com grande sentido de linguagem poética e grande domínio da língua portuguesa."
Manuel Vásquez Montálban

"O fantástico é contado com a naturalidade do quotidiano. A crónica e a fábula sobrepõem-se, como as histórias que contam ou presenciam ou calam as personagens de William Faulkner ou de Juan Rulfo."
António Muñoz Molina

"Como Saramago, José Luís Peixoto é um escritor tocado pelo génio."
Urbano Tavares Rodrigues

"Um dos escritores mais dotados do seu país."
Le Monde

"Peixoto articula um interessante discurso sobre a identidade e a orfandade, e elabora em paralelo um maravilhoso retrato psicológico do mundo rural português."
El País

Os seus livros têm tido referências críticas em publicações internacionais de referência como: The Independent, The Guardian, Times Literary Suplement, Esquire, Monocle, Metro, Time Out New York, San Francisco Chronicle, El País, El Mundo, ABC, Le Figaro, Le Monde, La Reppublica, Corriere de la Sera, L'Unità, Folha de S.Paulo, Estado de São Paulo, etc.

Obras Publicadas[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • 2001 - A Criança em Ruínas
  • 2002 - A Casa, a Escuridão
  • 2008 - Gaveta de papéis

Literatura de Viagem[editar | editar código-fonte]

  • 2012 - Dentro do Segredo - Uma viagem na Coreia do Norte

Literatura Infanto-Juvenil[editar | editar código-fonte]

  • 2012 - A Mãe que Chovia
  • 2016 - Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]