Maria Schneider

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Maria Schneider
Maria Schneider no Créteil Films de Femmes Festival em Paris (2001)
Nascimento 27 de março de 1952
Paris
Nacionalidade França francesa
Morte 3 de fevereiro de 2011 (58 anos)
Paris
IMDb: (inglês)

Maria Schneider (Paris, 27 de março de 1952 — Paris, 3 de fevereiro de 2011) foi uma atriz francesa, conhecida pela sua personagem Jeanne, que ao lado de Marlon Brando, protagonizaram o filme O Último Tango em Paris de 1972.

Seu verdadeiro nome era Marie Christine Gélin e era filha da modelo romena Marie Christine Schneider e do ator francês Daniel Gélin. Casado com a atriz Danièle Delorme, Gélin só reconheceu a filha quando ela já era uma adolescente,[1] por essa razão, a atriz adotou o nome de sua mãe ao começar sua carreira no cinema.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista de rara franqueza ao jornal britânico “Telegraph”, a atriz francesa Maria Schneider – que ficou famosa pela cena de sexo anal com Marlon Brando e uma barra de manteiga em “O último tango em Paris” (1972) – revelou que já fez um pouco de tudo na vida: foi viciada em cocaína e heroína, dormiu com homens e mulheres, internou-se rapidamente em um asilo para doentes mentais de Roma.

Mas a única coisa de que ela se arrepende foi ter participado do filme de Bernardo Bertolucci quando tinha apenas 19 anos, em sua estréia como atriz. “Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito não. Teria feito meu trabalho gradualmente, discretamente. Eu teria sido uma atriz, mas de maneira mais tranquila”, ela diz na entrevista.

Schneider conta que se sentiu humilhada pela cena na qual ela foi estuprada de verdade (!) por Marlon Brando, pois uma cena que envolvia sexo não estava no roteiro e foi proposta por Brando. “Quando me falaram da cena, eu tive uma explosão de raiva. Eu joguei tudo que estava à minha volta. Ninguém pode forçar alguém a fazer algo que não está no script. Mas eu não sabia isso. Eu era muito jovem. Então, eu fiz a cena e chorei. Minhas lágrimas em cena eram verdadeiras.”

Mas as palavras mais duras da entrevista não foram dirigidas a Brando, mas sim a Bertolucci. “Ele manipulava a todos no set. O próprio Brando disse depois que se sentiu estuprado pelo cineasta. Ele tinha 48 anos. E era Marlon Brando!”, afirma.

Schneider dá a entender que não segurou a onda do sucesso repentino. Apesar dos problemas com drogas, ela fez 48 filmes depois de “Último Tango em Paris”. Mas só chamou atenção por seu trabalho em “O Passageiro – Profissão: Repórter” (1975), de Michelangelo Antonioni, em que contracenava com Jack Nicholson. Na faixa de comentário do DVD recém-lançado, Nicholson conta que teve que segurar Schneider em uma cena para que ela não caísse, dopada que estava por analgésicos.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Schneider declarou que se sentia realizada graças a uma relação estável de mais de 20 anos (ela não revela se se trata de um homem ou uma mulher). Mas o tempo deixou marcas evidentes no seu corpo.

“Aos 54 anos, ela tem o mesmo rosto de menina e brilhantes olhos negros, os mesmos lábios rosados e macios e mesmos os cachos de cabelo castanho. Mas Schneider tem as rugas e a pele de uma fumante inveterada. Sua camisa branca masculina está abotoada até o pescoço e as mangas longas cobrem seus pulsos. Eu não posso evitar o pensamento de que ela esconde as cicatrizes de seus anos como drogada”, escreve o jornalista do “Telegraph”.

Morte[editar | editar código-fonte]

Faleceu no dia 3 de fevereiro de 2011, de câncer e[2] seu corpo foi cremado no Cemitério do Père-Lachaise, enquanto suas cinzas foram espalhadas na Rocha da Virgem no mar em Biarritz na França, de acordo com seus últimos desejos.[3]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Maria Schneider, Actress in ‘Last Tango,’ Dies at 58, por William Grimes. The New York Times, 3 de fevereiro de 2011.
  2. Maria Schneider obituary. Por Ronald Bergan. The Guardian, 3 de fevereiro de 2011.
  3. Maria Schneider (em inglês) no Find a Grave

Ligações externas[editar | editar código-fonte]