Marketing educacional

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


Marketing
Composto
Marketing | Marketing mix | Produto | Preço | Promoção | Comunicação | Distribuição
Promoção
Propaganda (comunicação) | Publicidade | Campanha Publicitária | Criação (publicidade) | Relações públicas | Marketing direto | Buzz marketing | E-mail marketing | Marketing viral | Marketing de Relacionamento | Marketing de guerrilha | Marketing de utilidade | Marketing de massa | Marketing existencial | Trade Marketing
Mídias
Televisão | Rádio | Jornal | Revista | Internet
Produto
Produto | Design de produto | Metodologia de projeto | Estratégias de produto
Estratégia e conceitos
Estratégia | Estratégia competitiva | Estratégias competitivas genéricas | Estratégias de marketing | Planejamento estratégico | Plano de marketing | Cultura de Massa | Marketing de serviços | Marketing político | Mercado | Mídia | Pesquisa de mercado | Veículos | Posicionamento (marketing) | Segmentação de mercado | Telemarketing | Valor | Vantagem competitiva | Variáveis Mercadológicas
Tecnologias
Animação | Hipermídia | Podcasting | Radiodifusão | Telecomunicações
Outros verbetes
Ver Categoria:Marketing

Marketing Educacional é uma disciplina emergente da área de Marketing, que usa estratégias e táticas mercadológicas e de comunicação para captação, retenção e fidelização de clientes (no caso, alunos de Instituições de Ensino. Alguns especialistas consideram a nomenclatura equivocada, adotando "Marketing para Instituições de Ensino" como correta. A alegação é a de que "Marketing Educacional" seria uma inversão nominal, dado que, no caso, o ensino seria usado como ferramenta de marketing e não o oposto. Entretanto, assim como Clubes praticam o "Marketing Esportivo" para captação de sócios e torcedores, Instituições de Ensino praticam o "Marketing Educacional".

Pensar em marketing educacional implica abordar o marketing de serviços e, ainda antes, a concessão de serviço sob a ótica do mercado.


Marketing para Instituições de Ensino[editar | editar código-fonte]

O marketing para instituições de ensino determina que a instituição decida sobre as necessidades e os desejos de mercados-alvo, satisfazendo-os através de projetos, comunicação, serviços apropriados e viáveis. Essa satisfação é de vital importância, pois o contrário, pode fazer com que as instituições caiam no esquecimento. Entretanto, a satisfação de mercados-alvo, não significa fornecer qualquer programa, e sim tornar mais atraente as ofertas para os consumidores interessados.

A longo prazo, a instituição deve assegurar as necessidades dos clientes, pois um aluno não está interessado somente em um diploma, mas também no domínio real de informações e habilidades que justifiquem essa conquista, além, é claro, das necessidades da sociedade, que esperam pessoas preparadas para serem produtivas e que assumam responsabilidades.

Os Públicos da Instituição (stakeholders - públicos de interesse)[editar | editar código-fonte]

Para Kotler & Fox (1994, p. 43) o público “é constituído de um grupo distinto de pessoas e/ou organizações que têm interesse real ou potencial em afetar uma instituição”. Para a instituição, público significa cada um dos importantes grupos que tem interesse real ou potencial.

Uma instituição que responde totalmente ao seu mercado deve, além de fazer levantamentos para medir a satisfação dos consumidores, pesquisar suas necessidades e preferências ocultas, para encontrar um modo de melhorar seus serviços. Uma IE, para responder ao seu mercado, deve se esforçar para sentir, atender e satisfazer às necessidades e aos desejos de seus consumidores e públicos (KOTLER & FOX, 1994, Marketing Educacional das instituições).

Os 16 principais públicos em uma universidade[editar | editar código-fonte]

Administradores[editar | editar código-fonte]

Sãos responsáveis em dirigir a instituição, reportam diretamente ao reitor.

Conselho administrativo[editar | editar código-fonte]

O trabalho do conselho é supervisionar a instituição e assegurar-se de que ela opera eficientemente para atingir seus objetivos.

Corpo docente[editar | editar código-fonte]

Consiste em profissionais habilitados – professores e outros instrutores – que prestam os serviços educacionais da instituição a seus consumidores.

Funcionários[editar | editar código-fonte]

Consiste dos vários funcionários que não fazem parte do corpo docente, remunerados em base salarial.

Voluntários[editar | editar código-fonte]

São participantes não remunerados que trabalham na instituição, freqüentemente em levantamento de fundos e recrutamento.

Consumidores[editar | editar código-fonte]

As instituições educacionais têm freqüentemente vários grupos de consumidores e devem distinguí-los de acordo com suas importâncias relativas.

Doadores[editar | editar código-fonte]

São aqueles indivíduos e organizações que fazem contribuições em dinheiro e outros donativos para a instituição.

Públicos locais[editar | editar código-fonte]

Qualquer instituição está fisicamente localizada em uma ou mais áreas e está em contato com públicos locais, como moradores na vizinhança e organizações comunitárias.

Públicos ativistas[editar | editar código-fonte]

As instituições educacionais estão sendo crescentemente contestadas por grupos consumidores, ambientais, organizações minoritárias e outros grupos de interesse por algumas concessões ou apoio.

Público em geral[editar | editar código-fonte]

Membros do público em geral conduzem imagens da instituição que afetam seu patrocínio e apoio legislativo.

Públicos de mídia[editar | editar código-fonte]

Esses públicos incluem empresas de mídia que dão notícias e opiniões editoriais – especificamente jornais, revistas e estações de rádio e tv, além da Internet, mais recentemente.

A Imagem da Instituição[editar | editar código-fonte]

Kotler & Fox (1994, p. 59) define imagem como “a soma de crenças, idéias e impressões que uma pessoa tem de um objeto”, para os autores a definição possibilita distinguir de outros conceitos semelhantes, como crenças, atitudes e estereótipos. Assim como uma empresa, as IE’s têm forte interesse em saber como são vistas pela sociedade, uma vez que relacionadas a uma imagem, querem assegurar-se que ela mostre favoravelmente sua realidade. Para a instituição educacional é importante mensurar a familiaridade de sua imagem e como os grupos avaliam suas qualidades, para decidir se o resultado está de acordo com a imagem que deseja passar, caso contrário, deve se readequar e comunicar essas mudanças para seu público.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o:
Portal de Economia e negócios


Referências[editar | editar código-fonte]

  • AAKER, David A. Criando e administrando marcas de sucesso. 2º ed. São Paulo: Futura. 1996.
  • KOTLER, Philip. Administração de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1998.
  • KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
  • KOTLER, Philip; FOX, Karen F. A. Marketing estratégico para instituições educacionais. São Paulo: Atlas, 1994.
  • MARTINS, José. A natureza emocional da marca: Como escolher a imagem que fortalece a sua marca. São Paulo: Negócio Editora. 1953.