Mohamed Al-Fayed

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Mohamed Al-Fayed
محمد الفايد
Fayed in 2011
Nome completo Mohamed Abdel Moneim Al-Fayed
Nascimento 27 de Janeiro de 1933
Alexandria, Egito
Residência Mônaco
Nacionalidade Egito egípcio
Fortuna Aumento 1,3 bilhões de USD (2012)
Cônjuge Samira Khashoggi (1954-1956)
Heini Wathén (1985-presente)
Filho(s) Dodi Al-Fayed
Jasmine Al-Fayed
Karim Al-Fayed
Camilla Al-Fayed
Omar Al-Fayed
Ocupação presidente do Hôtel Ritz Paris
Religião Islamismo sunita
Página oficial www.alfayed.com

Mohamed Abdel Moneim Al-Fayed (em árabe: محمد عبد المنعم الفايد Muḥammad ʿAbd al-Munʿim al-Fāyid; nascido em 27 de janeiro de 1929 como Mohamed Abdel Moneim Fayed) é um empresário egípcio. Ele estiliza-se Mohamed al-Fayed, uma designação árabe.

Mohamed foi o dono da famosa loja de departamentos Harrods em Knightsbridge, Londres, do time Fulham FC do Campeonato Inglês de Futebol e do Hôtel Ritz Paris, bem como de outros bens financeiros.

É casado com a ex-modelo e socialite finlandesa Heini Wathén. Seu filho Dodi morreu num acidente de carro em Paris, no dia 31 de agosto de 1997, juntamente com Diana, Princesa de Gales. Mohamed tem ainda outros quatro filhos: Jasmine, Karim, Camilla e Omar.

História[editar | editar código-fonte]

Nascido em Bakos (باكوس), uma vizinhança no leste de Alexandria, Egito, Fayed era o filho mais velho de um pobre professor primário. Trabalhou em diversos ramos, desde vender coca-cola nas ruas de sua cidade até trabalhar como vendedor de máquinas de costura. Também já trabalhou como professor.

Ele fez sua fortuna quando se casou com Samira Khashoggi, irmã do comerciante internacional de armas Adnan Khashoggi, que empregou Fayed em seus importantes negócios na Arábia Saudita. Depois que estabeleceu fortes círculos de influência nos Emirados Árabes Unidos, no Haiti e em Londres, Fayed fundou sua própria companhia de frotas mercantes no Egito. Em 1966, tornou-se conselheiro financeiro de um dos homens mais ricos do mundo, Omar Ali Saifuddin III, o Sultão de Brunei.

Ele chegou na Grã-Bretanha em 1974 e adicionou al- em seu nome, obtendo do Private Eye o apelido the Phoney Pharaoh ("o Faraó Embusteiro"). Mohamed brevemente juntou-se ao conglomerado de minas Lonrho em 1975. Em 1985, casou-se com Wathén, sua segunda esposa.

Em 1979, Fayed comprou o Hôtel Ritz Paris e, com seu irmão Ali, adquiriu a House of Fraser, um grupo que incluía a famosa loja londrina Harrods, por £615 milhões. O acordo da Harrods foi feito sob supervisão de Tiny Rowland, o chefe da Lonrho. Rowland estava louco para comprar a Harrods e levou os irmãos Fayed à inquirição do Department of Trade and Industry. A inquirição, envolvendo uma das mais amargas inimizades da história de negócios britânicos, resultou uma alegação em 1990 de que os Fayed haviam mentido a respeito de sua fortuna e posição. A guerra de palavras com Rowland continuou quando ele acusou-os de roubarem milhões em jóias dos depósitos do cofre da Harrods. Rowland morreu, e al-Fayed acabou com a disputa fazendo um pagamento a sua viúva (Mohamed tinha sido apreendido durante a disputa e processou o Serviço de Polícia Metropolitano por falso arresto em 2002. Fayed perdeu o caso).

Em 1994, a House of Fraser virou pública, mas Fayed mantém posse privada da Harrods.

Por anos, Fayed sem sucesso solicitou cidadania britânica. Os Ministros dos Negócios Estrangeiros, tanto do Partido Trabalhista como do Partido Conservador, já rejeitaram repetidas vezes seus requerimentos, com o pretexto de que ele não é um bom caráter. Conseqüentemente, Mohamed (sem sucesso) tem levado esse problema à corte. Com o intuito de promover sua imagem, ele tem doado milhões a instituições de caridade.

O filho mais velho de Fayed, Dodi, estava recentemente namorando com Diana, princesa de Gales, antes de ser morto num trágico acidente de carro em Paris, em 1997. Fayed desde então já fez inúmeras alegações dizendo que suas mortes não foram acidentais, mas sim obras de uma bem planejada conspiração, que envolveria o ex-sogro de Diana, o Príncipe Philip, o MI5, o MI6, dentre outros. O pai de Dodi diz que o grupos de conspiradores da realeza britânica e dos oficiais de segurança não suportavam a ideia de que Diana supostamente estaria grávida de Dodi. Apesar de não haver nenhuma evidência que comprove que Diana estava planejando desposar Dodi, Mohamed persiste em dizer que a princesa estava grávida (veja o site oficial de Fayed, mais abaixo). Um inquérito realizado pela polícia britânica concluiu, em 14 de dezembro de 2006, que Diana não estava grávida no momento de sua morte. Fayed também disse que está sendo vítima de uma tentativa de ligá-lo ao grupo terrorista Al Qaeda.

Em 2003, Fayed mudou-se de Surrey, Reino Unido, para a Suíça, alegando ter rompido com o contrato dos comissionários da Inland Revenue, o departamento britânico que era responsável pela coleta de taxa direta até abril de 2005. Em janeiro de 2005, um jornal de Genebra escreveu que Fayed se mudou novamente, desta vez para Mônaco, para levar vantagem de um clima com taxas mais favoráveis. É dito que atualmente Mohamed al-Fayed desistiu da ideia de obter cidadania britânica e que tem um passaporte dos Emirados Árabes Unidos.

O empresário tem um patrimônio estimado entre $880 e $3,3 bilhões de dólares, mas há muitas discussões a respeito de sua fortuna (o Private Eye analista regularmente sua situação financeira porque ele com freqüência tem dívidas da Harrods). Ele continua a ajudar muitas obras de caridade, porém é criticado por não ajudar caridades de organizações não governamentais e caridades de seu terra natal, Egito.

Após 16 anos no comando do Fulham da Inglaterra, concordou em vende-lo no dia 13 de julho 2013, para o empresário paquistanês Shahid Khan, por equivalente 300 milhões de dólares (676 milhões de reias).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mohamed Al-Fayed