Nelson Marquezelli

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Nelson Marquezelli
Deputado federal por  São Paulo
Período 1 de fevereiro de 1991
até atualidade
(6 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 29 de novembro de 1941 (75 anos)
Pirassununga, SP
Alma mater UFU
Partido PSD, ARENA, PDS, PTB
Profissão Pecuarista
linkWP:PPO#Brasil

Nelson Marquezelli (Pirassununga, 29 de outubro de 1941) é um empresário e político brasileiro.

É um dos maiores exportadores de suco de laranja do país.[1] Atualmente está no sexto mandato como deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Filiado ao PSD, elegeu-se em 1962 vereador de sua cidade natal Pirassununga. Integrou também a ARENA e o PDS. Em 1990 elegeria-se deputado federal pelo PTB. Em 1992 foi líder do partido na Câmara dos Deputados. Foi presidente da Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural na Câmara dos Deputados.

Atividade parlamentar[editar | editar código-fonte]

Marquezelli foi o responsável pela elaboração do projeto de reajuste de mais de 60% nos próprios salários dos parlamentares, alegando que assim os parlamentares não precisariam mais "fazer bico”".[2] Além disso, defendeu no Congresso os interesses dos criadores de pássaros, conhecidos como "passarinheiros".[3] No que tange a querela a respeito das reformas no Código Florestal, Nelson Marquezelli votou favoravelmente às mudançar propostas pelo deputado Paulo Piau (então PMDB-MG),[4] que dentre outros fatores libera crédito agrícola para quem desmatou, torna vulneráveis áreas em torno de nascentes de rios e a anistia a desmatamentos em topos de morro e manguezais.[5]

Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo [[]]. Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[6] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[6] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[6] [7] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[6][8]

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

O parlamentar defende a redução da maioridade penal, a legalização dos jogos de azar e já propôs, enquanto presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, uma alternativa à CLT, com intuito de flexibilizar o trabalho no país.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Quem não tem dinheiro não faz universidade[editar | editar código-fonte]

O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou no dia 10/10/2016, pouco antes da votação da PEC 241 que "quem não tem dinheiro não faz universidade"[1]. A declaração, que foi durante uma entrevista nos corredores do congresso, foi motivo de discussão nas redes sociais. Nelson repetiu diversas vezes que, "quem não tem dinheiro não faz universidade". Em seguida ele concluiu, "os meus filhos tem e vão fazer". A PEC 241, com intuito de reduzir os gastos públicos, limitará os gastos com a educação em um período de 20 anos.

Fraude na merenda escolar de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2016 foi citado pelo lobista Marcel Ferrreira Júlio, que extorquia fornecedores de merendas para escolas públicas de São Paulo. [9] Além de Marquezelli, também foram apontados como participantes no esquema o deputado federal Baleia Rossi (PMDB), além dos deputados estaduais Fernando Capez (PSDB) e Luiz Carlos Godim (SD).[10] Uma distribuidora de bebidas de sua propriedade foi apontada como destino da propina recolhida pela quadrilha que agia em pelo menos 22 municípios.[11]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]