Nosódio

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Nosódio é um medicamento homeopático preparado a partir de amostras patológicas de animais ou vegetais.[1]

Pesquisas científicas têm mostrado que os remédios homeopáticos não são eficazes e seu mecanismo de funcionamento é implausível. Há consenso na comunidade médica e científica internacional de que a homeopatia é uma pseudociência e charlatanismo. Embora alguns estudos individuais aleguem resultados positivos e sugiram maiores estudos, numerosos estudos indicam sistematicamente que homeopatia não é mais efetiva que o placebo. Ainda assim, em vários casos, a relutância em buscar tratamento médico convencional, preferindo a homeopatia (por opção pessoal ou indicação de um praticante) tem levado a complicações e até mortes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha os seus estados membros a regular a Homeopatia de forma a garantir a inocuidade dos produtos que são comercializados sem prescrição médica. A OMS reconhece que, apesar de se verificar um aumento da utilização de produtos homeopáticos, são poucos os estados com regulamentação aplicável. Segundo esta organização, é necessário contrariar a ideia de que não existem riscos na administração de produtos homeopáticos devido às altas diluições. O documento de Estratégia da OMS sobre medicina tradicional 2002 - 2005 “aborda as questões de segurança, qualidade e eficácia da medicina tradicional (MT) e medicina complementar e alternativa (MCA). O principal objectivo destas estratégias é desenvolver um guia técnico de controlo de qualidade e segurança para produtos de MT/MCA.”

Os defensores da homeopatia referem-se regularmente aos documentos produzidos pela Organização Mundial de Saúde afirmando que esta promove a implantação desta prática em todos os sistemas nacionais de saúde. Todavia, a OMS condena o uso da homeopatia contra doenças graves como malária, tuberculose, aids, gripe e diarreia infantil. No Brasil, é considerada como especialidade médica desde 1980, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, tendo sido incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2006 e instituida em 2017 pelo MEC como disciplina obrigatória na graduação em Farmácia. Em muitos países não é sequer considerada especialidade médica. Em 2015 o National Health and Medical Research Council (NHMRC) da Austrália declarou não existirem condições de saúde tratáveis com a homeopatia e que o uso da homeopatia pode colocar a saúde das pessoas em risco.

Em 2019, as academias francesas de Medicina e Farmácia condenaram o gasto de dinheiro público em remédios homeopáticos, e também a existência de títulos acadêmicos em homeopatia.

Referências

  1. M.D, Bhupinder Sharma (22 de outubro de 2011). North America’s #1 Homeopathic Guide to Natural Health: A COMPLETE HANDBOOK ON HOMEOPATHIC PRESCRIBING (em inglês). [S.l.]: Xlibris Corporation. ISBN 9781465363145 

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