Nuno da Câmara Pereira

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Nuno da Câmara Pereira
Nome completo Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira
Nascimento 19 de junho de 1951 (66 anos)
Lisboa
Nacionalidade português
Parentesco Maria Teresa de Noronha (tia)
Vicente da Câmara (primo)
Tereza Tarouca (prima)
Filho(s) Nuno, Madalena e Carlota
Ocupação Fadista, Engenheiro Técnico Agrário e do Ambiente
Religião Católica

Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira CMSMA (Lisboa, 19 de junho de 1951) é um político e fadista português.

Engenheiro-técnico agrário pela Escola de Regentes Agrícolas de Évora,em pós -graduação licenciou-se em Ciências do Ambiente e posteriormente em Engenharia do Ambiente tudo isto pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, sendo esta ultima licenciatura posteriormente anulada, por "graves irregularidades".[1]. Exerceu funções profissionais na área agrícola[2] e pecuária no Ministério de Agricultura e em empresas privadas que fundou e foi Director da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Azambuja. Foi Deputado do Parlamento na X Legislatura pelo Partido Popular Monárquico. Foi também pelo MPT(ano 2000) e mais tarde pelo PND, candidato à Câmara Municipal de Sintra nas eleições autárquicas de 2013.[3] Foi também candidato ao Parlamento Europeu e à Camara Municipal de Vila Viçosa,pelo Partido Popular Monárquico (PPM)do qual foi então seu Presidente,sendo a primeira vez que este Partido conseguiu candidatar-se a todos os círculos eleitorais.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nuno da Câmara Pereira nasceu a 18 de Junho de 1951 em Lisboa, filho de Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira e de Ana Telles da Sylva Pacheco.

Dois anos da sua infância foram passados no Funchal, onde estudou no Externato Nun'Álvares, popularmente conhecido como "Caroço".

Casou a 7 de Julho de 1973 com Luisa Maria Patrício de Portugal de Sousa Coutinho (Lisboa, 5 de Outubro de 1952).

Genealogia[editar | editar código-fonte]

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É Tetraneto da Infanta de Portugal, filha do Rei D. João VI, Dona Ana de Jesus Maria de Bragança , Marquesa de Loulé. É pelo lado materno bisneto dos Marqueses Marquês de Alegrete, marquês de Penalva e marquês de Terena, conde de Tarouca ,conde de Bertiandos, condes de Vilar Maior e conde de Terena , e Visconde de São Gil de Perre. Pelo lado paterno é Trineto dos 3.º Condes de Belmonte conde de Belmonte , sendo 16.º neto de Pedro Alvares Cabral, João Gonçalves Zarco e de Dom Vasco da Gama. Descende também pelos dois ramos do Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Nuno da Câmara Pereira de seu nome completo Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Camara Pereira, trineto do 3º conde de Belmonte Dom Vasco Maria de Figueiredo Cabral da Camara, pai de seu bisavô Dom Nuno José Severo de Figueiredo Cabral da Câmara (Belmonte), Coronel de Cavalaria e Governador de Diu (Índia) e Quelimane (Moçambique), por sua vez, pai de sua avó paterna, Dona Maria da Conceição de Figueiredo Cabral da Câmara (Belmonte), que representa geneologicamente (alinea d, do titulo IV do Conselho de Nobreza).

Por sua mãe Ana Telles da Sylva Pacheco ,é sua avó materna Dona Francisca Telles da Sylva (Tarouca)que também descende do mesmo tronco através de D. Francisco da Gama, 4º Conde da Vidigueira, e da qual (da mãe) é seu representante genealógico (alinea d, do título IV, do Conselho de Nobreza), a última morgada dos Vínculos das" Silveiras" e da" Nave do Grou", dos mui antigos Avilleses, de Arronches, com direito ao tratamento de "Dom". É assim bisneto dos Marqueses de Alegrete, Penalva e Terena, Condes de Vilar Maior, Tarouca, Bertiandos e Terena e Visconde de São Gil de Perre. Francisca era casada com seu avô, o Capitão-Médico, Professor Doutor Albino Pacheco,Deputado, brilhante cientista de grande relevo no mundo científico europeu, Bacharel e Professor Catedrático na Universidade de Coimbra e Membro do Conselho Cientifico Europeu, tendo-se formado na Universidade de Coimbra, o seu curso foi brilhante CARECE DE FONTES, obtendo em todos os anos a mais alta classificação. Doutorou-se em 1901,tendo nessa altura sido encarregado, pela Assistência Nacional aos Tuberculosos, da inspecção domiciliária aos tísicos em tratamento naquele dispensário, a fim de tornar profícuas as medidas profilácticas aconselhadas naquele benemérito estabelecimento. Além de médico da Assistência aos Tuberculosos, foi inspector sanitário do Liceu de Maria Pia. Dos trabalhos científicos que publicou destacam-se: um estudo realizado nos laboratórios da universidade sobre a teoria dos neurónios, e que publicou na Coimbra medica, em 1986;Profilaxia Social da Tuberculose, tese apresentada no Congresso da Tuberculose (1901) e Degenerescência. O seu estudo sobre os neurónios causou sensação CARECE DE FONTES, visto ter sido o Doutor Albino Pacheco o primeiro que em Portugal se ocupou desta doutrina na Coimbra Médica publicou ainda outros trabalhos, entre os quais uma monografia sobre moléstias da medula- espinal, estudo que o Prof. Augusto Rocha considerou a mais perfeita produção científica nesse género, e superior às publicadas na imprensa médica estrangeira.

(Enciclopédia luso-brasileira fl.30 v.19,pg 887)

Seu pai, Nuno Maria João Crisóstomo Efigénio Atala de Figueiredo Cabral da Camara Pereira, Engenheiro Agrónomo (profissão que nunca exerceu), um notável e medalhado desportista de voleibol, desempenhou os cargos de capitão da equipa de Agronomia, de Capitão da equipa do Sporting e finalmente de Capitão da Equipa Nacional, do qual se destaca o campeonato da Europa em Roma, onde alcançou o título de segundo melhor jogador de Volei do mundo. Foi Inspector -Chefe da Inspecção Nacional do Trabalho em Lisboa, Funchal, Covilhã e Évora, cargo que desempenhou com probidade, antes e depois da revolução de Abril.

É seu avô paterno Armando da Costa de Figueiredo Affonso Pereira , formado em economia e finanças pela Universidade de Coimbra, que foi fundador e administrador do Banco de Cascais, administrador do Banco Nacional Ultramarino em Macau (Banco Emissor) e administrador da Companhia de Seguros L´Urbaine em Lisboa.

Trineto de Domingos Dias Pereira, médico e afamado viticultor,proprietário da Quinta da Cartaxeira (Carcavelos), cujo vinho moscatel foi reconhecido na exposição de Paris em 1880,entre outros certames;tendo sido o pioneiro do vinho de Carcavelos ,de excelência reconhecida igualmente pelo eminente agrónomo Ferreira Lapa (1867),e que seu filho Aníbal Dias Pereira (pai de seu avô),deu continuidade.

É ainda seu avô, o "representante" do Tenente- General e Marechal Bartholomeo da Costa, fundidor, por um só jacto, da colossal estátua equestre de D. José, esculpida pelo Mestre Machado de Castro (considerada à época uma das maravilhas do mundo), Cavaleiro da Ordem de Cristo, Fidalgo da Casa de S.M., Superintendente das Minas de Ferro e Carvão de pedra, Intendente Geral das Fundições de Artilharia e Laboratórios dos instrumentos bélicos encarregado do Governo do Arsenal Real do Exercito. À época foi considerada por seu inteiro mérito a armaria mais avançada do mundo, pela liga alcançada na arte de trabalhar o bronze. Descobriu o Caulino em Portugal e foi Fundador da Real Academia das Ciências. Foi sepultado no Mosteiro dos Jerónimos de onde mais tarde veio a ser trasladado. Foi igualmente seu, o primeiro Assento de casamento (vide "Lisboa antiga" de Júlio Castilho)

É Nuno da Camara Pereira, tetraneto da Infanta de Portugal, D. Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon (filha mais nova do Rei Dom João VI) e do 1.º Duque de Loulé Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto, cujos direitos na sucessão da Coroa Portuguesa nunca invocou até 2008, transmitindo-os a toda a sua descendência, do qual é seu representante o 6.º Duque de Loulé, Pedro Folque de Mendonça (vide" A Casa Loulé e suas Alianças, de Dom Filipe Loulé)[4]

Licenciatura pela universidade Lusófona[editar | editar código-fonte]

Matriculou-se na universidade Lusófona e alegadamente teria concluiudo em 2012 a licenciatura em Engenharia do Ambiente, tendo já anteriormente frequentado a universidade para obter a especialização em Ciências do Ambiente. Mas uma auditoria da Inspecção-Geral da Educação e Ciência passou a pente fino os processos de centenas de ex-alunos e detectou várias irregularidades graves na atribuição de créditos feita pela universidade a Câmara Pereira. Na sequência da decisão, Nuno da Câmara Pereira viu a 7 de Abril de 2015 o reitor da Lusófona decidir a nulidade da sua licenciatura.[5]

Cargos exercidos[editar | editar código-fonte]

  • Deputado da nação na X Legislatura da Terceira República Portuguesa (Grupo parlamentar do PSD)-Comissão de Educação, Ciência e Cultura; Sub-comissão de Turismo;Sub-comissão da Agricultura; Sub-comisssão da Igualdade de Direitos e Família
  • Presidente do Partido Popular Monárquico (P.P.M.)
  • Vice-Presidente do Partido Popular Monárquico
  • Fundador do Partido da Terra (M.P.T)
  • Conselheiro do Conselho Superior de Jurisdição da A.N.E.T.(Assoc. Nacional dos Engenheiros técnicos)
  • Presidente do Colégio Agrário do Sindicato dos Engenheiros
  • Director da Caixa de Crédito Agrícola de Azambuja
  • Director do Sindicato dos Engenheiros Técnicos Agrários(1975)
  • Vice- Presidente da Cruz Vermelha de Sintra (1998)
  • Director do Jornal "Raio de Luz",Sesimbra
  • Assessor de comunicação e imagem da empresa Municipal de Sintra (HPEM)-
  • Administrador na Herdade da Janela (600ha),Torrão do Alentejo
  • Sócio-gerente na empresa "Soc.Agro-Pecuária "O Cerdo Ldaª",Qta -Alenquer,dedicada à suinicultura intensiva
  • Técnico do Ministério da Agricultura e Pescas,no I.R.A,no Centro de Reforma Agrária de Lisboa e na Direcção Regional de Ribatejo e Oeste.
  • Supervisão Técnica em representação do Ministério da Agricultura ,nas herdades do Pombal e Vale de Mouro (Vila Nova da Rainha)
  • Sócio- gerente da "Sociedade Horticola Montcesar" ,Azambuja,dedicada à horticultura e floricultura intensiva protegida(Estufas)
  • Sócio -gerente na Sociedade "Jardim de Monserrate",Sintra (plantas ornamentais e exóticas)
  • Sócio- gerente no Restaurante "Novital",Lisboa
  • Empresário do Restaurante "O País ", Albufeira(2009/2010) [6]

Cargos que exerce[editar | editar código-fonte]

  • Presidente da Direcção da Associação Socorro e Amparo (I.P.S.S.) ,em Carnide
  • Director do Sindicato Nacional dos Engenheiros,Engenheiros Técnicos e Arquitectos
  • Secretário Nacional da União Geral de Trabalhadores
  • Vogal-suplente na Assembleia Geral da Ordem dos Engenheiros Técnicos
  • Comendador-Mor da Ordem de São Miguel da Ala
  • Presidente do Conselho de Nobreza
  • Vice-Presidente da Associação de Antigos Alunos da Universidade Lusófona ,Humanidades e Tecnologia de Lisboa
  • Presidente-substituto da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Sintra
  • Grande Protector do Conselho de Notáveis do Sindicato dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitectos

[7]

Carreira como fadista[editar | editar código-fonte]

Proveniente de uma família de fadistas — é sobrinho de Maria Teresa de Noronha e primo de Vicente da Câmara , Frei Hermano da Câmara e Tereza Tarouca — veio a popularizar-se como cantor, tendo realizado a primeira actuação pública em 1977, no Coliseu dos Recreios, durante um espectáculo de variedades. Pouco depois seria presença habitual em casas de fado e restaurantes típicos da capital.

O seu primeiro álbum, Fado!, foi editado em 1982. O disco contém novas versões de clássicos e originais entre os quais Acabou o Arraial e Cavalo Ruço. Sonho Menino, em 1983, valeu-lhe o Troféu Revelação do Fado, da revista Nova Gente.

Em 1985 um recital seu esgota a Aula Magna. Atinge o seu maior sucesso de vendas em 1986, com o álbum Mar Português, que foi dupla platina (mais de 120 000 cópias).

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1982 - Fado(EMI)
  • 1983 - Sonho Menino(EMI)
  • 1985 - Nuno da Câmara Pereira(EMI)
  • 1986 - Mar Português(EMI)
  • 1987 - A Terra, o Mar e o Céu(EMI)
  • 1989 - Guitarra(EMI)
  • 1992 - Atlântico(EMI)
  • 1993 - Tradição:Fados de Maria Teresa de Noronha com José e Vicente da Camara Pereira.
  • 1995 - Só à Noitinha (EMI)
  • 1997 - Tudo do Melhor, (EMI)[8]
  • 2001 - A última noite (Universal)
  • 2002 - O melhor de Nuno da Câmara Pereira
  • 2003 - Jardim de Sonhos(Ovação
  • 2004 - Fado à Minha Maneira
  • 2006 - Grandes êxitos (EMI)
  • 2009 - Lusitânia[9]

Ao todo é autor de catorze álbuns, sendo Lusitânia, de 2009, o seu mais recente trabalho.

DVD[editar | editar código-fonte]

  • 2003 - Ao vivo no Coliseu

Monarquia[editar | editar código-fonte]

Escudo de Dom Nuno da Câmara Pereira.jpg

Defensor da Monarquia chegou a presidente da Comissão Política do PPM, pelo qual foi deputado à Assembleia da República (ainda que eleito nas listas do PSD). Pelo PPM candidatou-se a presidente da Câmara Municipal de Sintra, de Vila Viçosa e a deputado ao Parlamento Europeu.

Como monárquico, põe em causa a validade do Ramo Miguelista da Casa de Bragança, cujo pretendente ao trono é Duarte Pio de Bragança; pelo que levou alguns militantes do PPM a terem como pretendente o actual representante do título de duque de Loulé, Pedro Folque de Mendonça. Antes, terá frequentado os círculos monárquicos com Duarte Pio, o qual, a certa altura, afirmou lhe haver negado o direito de usar a dignidade de Dom, fazendo com que Câmara Pereira se voltasse contra o referido pretendente a Duque de Bragança.[10] Em Abril de 2010, demitiu-se de presidente do PPM por motivos pessoais[11] e acabou por desfiliar-se, juntamente com outros militantes.

Ordem de São Miguel da Ala[editar | editar código-fonte]

É refundador e "Comendador-Mor" da Ordem de São Miguel da Ala ,desde 8 de Agosto de 1981.

Ordem miticamente fundada em 1143, pelo rei D. Afonso Henriques, aquando da conquista de Santarém aos mouros, e em memória à ajuda Celestial de São Miguel, de quem era seu particular devoto. Após seu reinado sua continuidade é nebulosa e apócrifa a sua existência. Após a sua refundação foi considerado seu Grão Mestre o Arcanjo São Miguel e convidado para seu protetor, Duarte Pio de Bragança que dez anos mais tarde se veio a auto excluir da Ordem, avocando a si o direito de a extinguir, fora do direito e sem convocar o seu capítulo geral (Assembleia geral), ao mesmo tempo recriando irregularmente uma Irmandade com o mesmo nome ;motivou um cisma que o levou à barra dos tribunais, perdendo em toda a linha baseando-se no direito nato que reivindicava, considerando que seu bisavô o Rei D. Miguel a havia restaurado. Em 2007, Nuno da Câmara Pereira na qualidade de seu Comendador-Mor processou Duarte Pio de Bragança com a acusação de roubo da patente da Ordem de São Miguel da Ala.[12] Em 2009, o Tribunal Cível de Lisboa acabou por dar razão ao líder do Partido Popular Monárquico e obrigou Duarte Pio a desistir do nome registrado em 2004.[13] A alegação de Câmara Pereira é que, por ter feito o registro cível do nome "Ordem de São Miguel da Ala", em 1981, detém ele os direitos de uso, similar ao tratamento conferido a uma marca ou nome fantasia. Duarte Pio promete recorrer. Todavia independentemente da marca ,registada ou não,o facto é que é justamente Nuno da Camara Pereira quem representa a Ordem de São Miguel da Ala ,conforme decisão judicial, e desígnio de todos os seus associados,ou Cavaleiros conforme a Assembleia Geral ,convocada para o efeito e que assim decidiu.

Título de Dom[editar | editar código-fonte]

Invoca, tendo-lhe sido negado por decisão do então Conselho de Nobreza, o título ou tratamento de "Dom", que alegou primeiro Manuel Farinha de Noronha de Andrade terem direito todos os descendentes legítimos de Dom Vasco da Gama mantiveram a raríssima prerrogativa, concedida excepcionalíssimamente, ao direito ao tratamento de “DOM” também por linha feminina, segundo a Carta Régia de Mercê de 10 de Janeiro de 1502 d` El-Rei Dom Manuel I (fls. 204 do livro 1º de "Místicos", in Arquivo Nacional da Torre do Tombo...e bem assim o fazemos a ele Vasco da Gama e por seu respeito isto mesmo queremos e nos praz que Aires da Gama e Teresa da Gama, seus irmãos, sejam de Dom e se possam todos, daqui em diante, chamar de dom, e assim seus filhos e netos e todos aqueles que deles descenderem de juro e herdade, sem embargo de quaisquer leis, ordenações, direitos canónicos e civis, glosas, foros, costumes, opiniões de Doutores e capítulos de Cortes, e coisas que contra isto forem ou adiante possam ser feitas, as quais todas e cada uma delas aqui havemos por expressas e declaradas por de nenhum efeito e vigor. E queremos e mandamos que esta nossa Carta de Doação tenha e valha assim e tão cumpridamente como nela é conteúdo. E prometemos por nós e nossos sucessores que após nós hão de vir, de nunca ir-mos contra ela em parte nem do todo, antes o fazemos sempre cumprir e manter como nela é conteúdo, e assim rogamos e recomendamos aos sucessores por nossa bênção que nunca contra ela vão em parte nem no todo, antes a façam assim cumprir e manter como nela é declarado porquanto assim é nossa mercê).

(vide parecer de Dom Luís de Lencastre e Távora, 11º Marquês de Abrantes, membro do Conselho Director do Instituto Português de Heráldica, e membro da Associação da Nobreza Histórica-"...é parecer que o privilégio do tratamento de "DOM" criado em favor dos descendentes ,tanto por linha varonil como por feminina,de Vasco da Gama e de seus irmãos se mantém ainda hoje em vigor, devendo ser seguido por quem de direito,e igualmente ser reconhecido pela entidade a quem compete...."). (vide parecer de Doutor Martim de Albuquerque, Consultor Jurídico do então extinto Conselho da Nobreza e da Associação da Nobreza Histórica de Portugal"A C.R.de 1502 confere o tratamento de DOM a todos os descendentes de Vasco da Gama,e de seus irmãos Ayres e Teresa,por linha masculina ou por linha feminina.").

Pretensão ao trono[editar | editar código-fonte]

Publicou o livro "O Usurpador - O Poder sem Pudor" no qual alega que o verdadeiro herdeiro da coroa portuguesa seria o seu primo Pedro José Folque de Mendoça Rolim de Moura Barreto, actual representante do título de duque de Loulé e conde de Vale de Reis, por ser um descendente de D. Ana de Jesus Maria, a alegada filha mais nova do rei D. João VI de Portugal. Na sua obra, todavia, reconheceu ainda a validade das pretensões de outra descendente real, D. Maria Pia de Saxe-Coburgo Gotha e Bragança, por tratar-se de uma filha do rei D. Carlos I de Portugal.[14] Segundo Câmara Pereira, Duarte Pio é quem não possui quaisquer direitos dinásticos por descender apenas de um ex-infante, D. Miguel, o qual foi perpetuamente banido da sucessão ao trono após a vitória liberal na Guerra Civil Portuguesa.[15] E assim se manteve até à queda da monarquia em 1910 e continuando até 1953,data em que foi foi finalmente revogada tal lei .

Condecorações e Louvores[editar | editar código-fonte]

  • Medalha de Mérito e Prata da Vila de Sintra e da Cidade de Lisboa;
  • Medalha de Mérito e Ouro da Cidade de Lisboa;
  • 4 discos de platina, 4 discos de ouro, 3 discos de prata
  • Medalha de Mérito em Prata Maciça do Sindicato Nacional dos Engenheiros,Engenheiros Técnicos e Arquitectos

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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