Osvaldo Santiago

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Osvaldo Santiago
Nascimento 26 de maio de 1902
Recife
Morte 29 de agosto de 1976 (74 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Ocupação compositor, escritor, poeta

Oswaldo Néri Santiago (Recife, 26 de maio de 1902Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1976) foi um compositor e poeta brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu no Arraial do Bom Jesus, bairro histórico do Recife, filho de Ubaldo Néri Santiago e Maria do Carmo Cavalcanti Santiago.

Estreou como poeta com o livro No reino azul das estrelas, e escreveu sua primeira letra de música para Nelson Ferreira, interpretada por Laís Areda na revista Mademoiselle Cinema, da Companhia Vicente Celestino, em 1923. No ano seguinte, fundou a revista Rua nova, editada até 1929.

Lançou seu segundo livro de poesias, Gritos do meu silêncio, em 1926. O êxito da publicação o estimulou a se mudar para o Rio de Janeiro, o que fez dois anos depois.

Em 1929, teve sua primeira composição gravada: Melodia de amor (música de Nelson Ferreira), lançada em disco Columbia por Alda Verona no que seria também o primeiro disco da cantora. A canção foi feita para o filme homônimo de Lupe Velez. Um ano depois, o seu Hino a João Pessoa (com Eduardo Souto), em homenagem ao líder político recém-assassinado, alcançou grande sucesso na voz de Francisco Alves. Isto aconteceu devido à "Revolução" de 1930, que levou ao poder partidários de João Pessoa, o qual fora elevado à condição de mártir do movimento.

Também em 1930, escreveu melodia para um letrista que pretendia se iniciar no meio fonográfico: Orestes Barbosa. Bangalô, o título da dita cançoneta, foi gravada por Alvinho na Victor.

Começou a colaborar com a imprensa carioca na mesma época, tendo uma seção, intitulada Broadcasting, na revista O Malho.

Em meados dos anos 30, iniciou uma parceria com Paulo Barbosa em composições que projetaram o então iniciante Carlos Galhardo: Cortina de veludo, Italiana (com José Maria de Abreu), Madame Pompadour, Lenda árabe, Salambô, Tapete persa e outras, todas com temas misteriosos e exóticos.

Em 1932, se casou com Heloísa de Miranda, com quem teve duas filhas.

Seu último grande sucesso foi o samba Eu não posso ver mulher (com Roberto Roberti), lançada em disco Columbia por Francisco Alves para o Carnaval, em 1941. No ano seguinte, foi um dos fundadores da União Brasileira dos Compositores (UBC), passando a se dedicar às questões referentes ao direito autoral, escrevendo três livros sobre este assunto: Aquarela do direito autoral (1946), elogiado por profissionais do assunto; Três acórdãos do supremo (1950), que reunia jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o direito autoral; e Proteção ao direito do autor no Brasil (1956). Também representou a UBC em outros países.

Fez muitas versões e, por vezes, usou o pseudônimo de Aldo Néri.

Morreu aos 74 anos, vítima de colapso cardíaco.

Outros sucessos como compositor foram:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]