Paco Bandeira

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Paco Bandeira
Informação geral
Nome completo Francisco Veredas Bandeiras
Também conhecido(a) como Paco Bandeira
Nascimento 02 de maio de 1945 (72 anos)
Origem Elvas, Portugal
País  Portugal
Género(s) Música popular portuguesa
Instrumento(s) voz, Guitarra
Outras ocupações Cantor, compositor
Página oficial ...

Francisco Veredas Bandeiras de pseudónimo Paco Bandeira (também conhecido como Paco Banderas), (Elvas, 2 de Maio de 1945), é um cantor e compositor português.

Com mais de quarenta anos de carreira musical, é reconhecido como um dos representantes da actual música popular portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Paco Bandeira é o nome artístico pelo qual se tornou conhecido Francisco Bandeiras que nasceu 2 de Maio de 1945, na cidade alentejana e fronteiriça de Elvas, Portugal.

As características da sua região natal, tais como as planícies e as searas, a interioridade da província portuguesa, a fronteira com a Estremadura, de Espanha, acabaram por marcar indelevelmente a sua música.

Ingressou no serviço militar, passando três anos em Angola como primeiro-cabo num regimento de transmissões.

Carreira artística[editar | editar código-fonte]

Aprendeu a tocar guitarra com a ajuda de um tio e aos 14 anos torna-se guitarrista e vocalista do grupo Cuban Boys, com o qual deu vários concertos em Portugal e Espanha. Também, durante cinco anos, foi locutor da estação regional Extremadura-Badajoz da rádio espanhola S.E.R. Acabou por se tornar conhecido por Paco devido à ascendência espanhola da sua família e pela sua actividade inicial em Espanha, onde os Franciscos são chamados de Pacos, Panchos ou Curros. Assim, por hábito, os seus colegas da rádio começaram a chamá-lo Paco. Tiraram-lhe também o 'S' do apelido Bandeiras, porque em Espanha também é natural singularizar o nome das pessoas, dando-lhes mais importância. Veio portanto a ficar conhecido por Paco Bandeira, nome que acabou por adoptar definitivamente. Outras tentativas de mudar o seu apelido foram manifestamente fracassadas. Conforme o próprio cantor referiu em entrevista, poucos hoje lhe chamam Francisco. Entre os seus familiares, só os irmãos o costumam tratar pelo diminutivo 'Chiquinho'.

Durante bastante tempo viveu na Alemanha e em Espanha onde fez parte do elenco artístico de um paquete de luxo que efectuava cruzeiros por todo o mundo. Actua na RTP, zDF (alemanha), BBC (Inglaterra) e televisão francesa.

Cantava na tropa (esteve em Angola durante três anos) e chega a gravar, em 1966, um disco no Porto pela editora Rapsódia.

Após o serviço militar, ao regressar a Portugal, começa a compor os seus próprios temas, e só então passa a cantar em português.

Vence o 1º Festival da Canção da Guarda, se realizou entre 21 e 24 de Julho de 1971, com a canção "Sigo Cantando".

A partir de 1972, como solista, pela mão de Hermínia Silva, começa a cantar no Solar daquela famosa artista, no qual Paco tinha começado por trabalhar quando veio para Lisboa.

Paco Bandeira interpreta "Vamos Cantar De Pé" no Festival RTP da Canção de 1972.

Em 1973 participa no II Festival Ibero-Americano (OTI) com "Poema De Mim".

O primeiro dos seus sucessos foi "A Minha Cidade" (mais conhecida por "Ó Elvas, Ó Elvas"), seguindo-se outros tantos êxitos, tais como "É Por Isso Que Eu Vivo", "Chula da livração" ou "Ceifeira Bonita". Em consequência destes êxitos, inicia uma intensa carreira internacional junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, actuando em palcos e televisões de Espanha, Itália, EUA, Austrália ou Canadá.

Em 1980, edita o álbum "Malhas, Malhões e Outras Canções", com arranjos de Pedro Osório, cujo repertório foi registado também num programa para a RTP, intitulado "A Vez e a Voz". O disco, com temas como "Tempo de Valsa" ou "Flor da Esperança", foi gravado em Madrid nos estúdios Eurosonic. No disco participa o músico e produtor Johnny Galvão.

Os maiores sucessos desta fase são "Minha Quinta Sinfonia" e "A Ternura dos Quarenta".

Em 1987, as relações entre Paco Bandeira e a RTP deterioram-se, instalando-se uma polémica entre este e o director da estação de televisão pública. No Natal desse ano, Paco Bandeira edita o seu vigésimo disco LP, intitulado "Com Sequências", com letras de Pedro Bandeira Freire. Enquanto isto, despoletava nova polémica, desta feita entre si e o Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, de cuja direcção Paco se demitiu sob protesto pelo chumbo da sua moção que visava a adopção de "Oh Elvas Oh Elvas" como Hino Nacional.

Bandeira foi também membro e tesoureiro da UPAV (União Portuguesa de Artistas de Variedades), funções que desempenhou com assinalável sucesso, tendo conseguido cobrar quotas que se encontravam em atraso há décadas. Em 1991, apresenta-se no Teatro Rivoli, no Porto, para um espectáculo onde o conjunto de António Mafra foi o convidado especial. Na mesma altura, Paco era reconhecido como "um cantor que soube acompanhar o seu público".

Na sua carreira, conta ainda com participações em programas de televisão no Brasil, Turquia, Bulgária ou Israel, algumas das vezes com difusão pelas redes da Eurovisão, da OTI e da Intervisão.

Em 1992, apresenta em Lisboa, no Teatro Municipal de São Luís, o seu disco "Aqui Para Nós", em que cada ingresso dava direito a um CD.

Em 1994, edita o seu vigésimo quinto álbum intitulado "Cantigas Entrelaçadas", na mesma altura que preparava um programa para a RTP intitulado "Cantares de Amigo", exibido um ano depois. Ainda em 1995 compõe a banda sonora da telenovela "Roseira Brava", e uma série de programas para a Rádio Comercial intitulados "Cantos da Casa". Em 1996 compõe as bandas sonoras das telenovelas "Primeiro Amor" e "Vidas de Sal; em 1997 as telenovelas "Filhos do Vento" e "A Grande Aposta"; em 1998 a telenovela "Os Lobos" e em 2000 "Ajuste de Contas".

Em 2006 lança uma antologia de alguns dos seus maiores sucessos, num duplo álbum intitulado "Paco Bandeira: Uma vida de canções", que se torna um enorme sucesso de vendas e alvo de rasgados elogios por parte de quase toda a crítica especializada. Nesse mesmo ano, uma mão cheia de críticos musicais, os mesmos que não se pronunciaram entusiasticamente sobre a compilação, sofreu vários estranhos acidentes. O álbum acabou por encabeçar as listas de melhores do ano de quase toda a imprensa.

Em Outubro de 2007 editou o álbum "Canto do espelho", com dez temas originais, cinco dos quais contam com os coros a cargo do Coral Harmonia de Santiago do Cacém.

Fim da Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 17 de Novembro de 2007 o cantor realizou um concerto no Coliseu de Elvas, que considerou um ponto final na sua carreira, pelo menos no que a discos diz respeito[necessário esclarecer]

Em julho de 2017, Paco Bandeira partilhou nas redes sociais um vídeo onde surge a destruir 50 mil discos seus, em protesto contra o download ilegal, o trabalho de divulgação de músicas nas rádios nacionais e as Finanças.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Foi casado três vezes[1], é pai de 4 filhas, Ana Paula e Maria da Conceição filhas da primeira mulher Fernanda e Constança, filha de Maria Roseta. O cantor também tem uma filha, Ângela, nascida no início dos anos 70 que nunca quis assumir no registo, até Maio de 2012.[2]

É avô de 4 netos Rúben, Carlota, Rita e Jessica.

Em 1996, a sua vida é violentamente agitada pela morte da sua mulher em circunstâncias trágicas após ser atingida por uma bala na cabeça tendo, após inquérito, sido considerada suicídio.

No início de 2012, Paco Bandeira foi acusado pelo Ministério Público de violência doméstica.[3]

Em 13 de Julho de 2012, foi condenado a uma pena de três anos e quatro meses de pena suspensa por violência doméstica e detenção de arma proibida. Pagou ainda três mil euros de indemnização à ex-mulher e uma coima de 400 euros por posse de um revólver sem licença[4]. Recorreu ao Tribunal da Relação de Lisboa que confirmou a pena. Os juízes desembargadores concluíram que Maria Roseta foi vítima de violência doméstica.[5]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Paco Bandeira
  • À Procura de Amigos (Lp, Decca, 1973)
  • Todavia Eu Sou Pastor (LP, Decca, 1974) 4001
  • O Alentejo Quer Um Homem Que Saiba mandar (LP, Decca, 1975)
  • Cara Ou Coroa (Lp, Decca, 1976)
  • Semibreves (Lp)
  • (Lp, 1977)
  • Os Ferrinhos, O Adufe E A Guitarra (LP, Decca)
  • Amigos, Amigos... (Lp, Imavox) IM-30104
  • Malhas, Malhões e Outras Canções (Lp, Imavox, 1980)
  • Com Olhos de Ver (LP, 1981)
  • Vidas (Lp, Dacapo, 1983)
  • Meridional (Lp,Dacapo)
  • Em Lisboa (Lp, 1985)
  • Entre o Céu e o Inferno (Lp, Dacapo, 1985)
  • Com Sequências (LP, Discossete, 1987)
  • O Melhor de (2LP, Emi, 1989)
  • Bolero (LP, Dacapo, 1990)
  • Aqui Para Nós (Profissom, 1992)
  • Cantigas Entre (laçadas) - (CD, Sonovox/Movieplay, 1994)
  • À Queima Roupa (edição de autor, 1995)
  • PALCO DE ESTRELAS
  • A Cor da Amizade - Espacial - 2004
  • Passageiro de Canções - 2000
  • Paco Bandeira: Uma vida de canções (CD, Farol, 2006)
  • Canto do espelho (CD, Farol, 2007)

O álbum "Bolero" (Dacapo) inclui os seguintes temas: BOLERO / KIM BAMBU / DIREITO DE SONHAR / ENCANTADA POR ENCANTAR / PORTO DO MAR DA MINHA SEDE / HERDEIRO DAS MARÉS / A VIDA CONTINUA / DÓ MAIOR

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências