Pastor-maremano-abruzês

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Pastor-maremano-abruzês
Cane da pastore Maremmano-Abruzzese.jpg
Pastor-maremano-abruzês
Nome original Cane da Pastore Maremmano-Abruzzese
Outros nomes Pastor-maremano-abruzês
País de origem  Itália
Características
Peso do macho 35 - 45 kg
Peso da fêmea 30 - 40 kg
Altura do macho 65 - 73 cm na cernelha
Altura da fêmea 60 - 68 cm na cernelha
Pelagem Longa
Cor Branca
Classificação e padrões
Federação Cinológica Internacional
Grupo 1 - Cães de Pastor e Boieiros (excepto Boieiros Suíços)
Seção 1 - Cães de Pastor
Estalão #201 - 15 de setembro de 1992

Pastor-maremano-abruzês[a][b] (em italiano: Cane da Pastore Maremmano-Abruzzese) é uma raça de cães oriunda da região central (Alpes Abruzos) da Itália.[1] É um cão guardião de gado[1] (em especial, gado ovino), e seus antepassados, desde muitos séculos, protegem ovelhas contra lobos e outros predadores.[2] Ainda hoje, algumas linhagens de trabalho são úteis na função original.[1]

Após a Segunda Guerra Mundial, a raça foi difundida dentro e fora da Itália, sendo mais recentemente considerada como cão de exposição e companhia.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

Como um cão de ovelhas, teve um dia suas características diferenciadas de seus parentes, os cães da raça pastor-abruzês; sendo ambos considerados a mesma raça atualmente.[carece de fontes?] Raça desenvolvida praticamente em uma única região, e citada por Columela, teve sua pureza preservada, recebendo hoje os mesmos cuidados de antigamente. Apesar de suas qualidades psíquicas o tornarem um animal de guarda acima da média, é comumente empregado como cão guardião de rebanhos, função esta que exerce, de acordo com criadores, com atenção e valentia para enfrentar lobos. Fisicamente é um canino de grande porte e de aspecto rústico, de tronco mais longo que a altura. Pode chegar a medir 73 cm na cernelha e pesar 45 kg.[3]

No dia 18 de junho 2020, um pastor-maremano-abruzês foi resgatado nos fundos da residência oficial do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.[4]. Segundo a primeira dama, anúncios nas redes sociais procurando o dono original haviam sido feitos. Porém estes anúncios não tiveram sucesso. O animal foi encaminhado em refugio, onde ficou 1 dia esperando pelos donos. Sem sinais dos donos, a familia presidencial decidiu adotar o animal. A primeira dama, Michelle Bolsonaro, foi quem escolheu o nome do animal, que passara a ser chamado "Augusto". A família presidencial também decidiu criar um perfil na rede social Instagram para o cão[5] Este perfil chegou a ter mais de 5 mil seguidores.

O sucesso nas redes sociais fez com que os donos originais do animal tenham tido conhecimento de sua nova residência. Os donos entraram em contato com a família presidencial, e o animal foi devolvido aos donos originais.

O caso gerou polêmica nas redes sociais, principalmente com a criação da hashtag #BolsonaroLadrãoDeCachorros [6], que passou a ser um dos assuntos mais comentados no Twitter[7][8][9]. Entre as críticas estavam um print deste artigo da Wikipedia, ressaltando que os pastores-maremano-abruzês são cães guardiões de gado. Membros da oposição apelidaram apoiadores do Bolsonaro de "gado"[10]. Este episódio anedótico ressalta as tensões politicas e sociais brasileiras.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Maremma Livestock Guardian Dogs». oldcrowefarm.com (em inglês). Old Crowe Farm. Consultado em 25 de fevereiro de 2020 
  2. a b «Pastor Maremano Abruzês». Saúde Animal. Consultado em 6 de agosto de 2011. Arquivado do original em 25 de dezembro de 2011 
  3. Federation Cynologique Internationale. «Pastor Maremano Abruzês» (PDF). Confederação Brasileira de Cinofilia. Consultado em 6 de agosto de 2011. Arquivado do original (PDF) em 27 de setembro de 2007 
  4. Justiça, Espada (1 de julho de 2020).   Em falta ou vazio |título= (ajuda);
  5. «Augusto Bolsonaro (@augustobolsonaro) • Fotos e vídeos do Instagram». www.instagram.com. Consultado em 1 de julho de 2020 
  6. «twitter.com/hashtag/bolsonaroladr%c3%a3odecachorros». Twitter. Consultado em 1 de julho de 2020 
  7. Morais, Esmael (30 de junho de 2020). «Caiu na rede: 'Bolsonaro ladrão de cachorro' no topo do Twitter». Blog do Esmael. Consultado em 1 de julho de 2020 
  8. Araujo, Pedro Zambarda de. «"Bolsonaro Ladrão de Cachorro" é um dos assuntos mais comentados do Twitter». Diário do Centro do Mundo. Consultado em 1 de julho de 2020 
  9. DIGITAL, MÁXIMA. «Máxima · Internautas sobem hashtag 'Bolsonaro Ladrão De Cachorro' após polêmica com adoção de um cãozinho». Máxima. Consultado em 1 de julho de 2020 
  10. Brasil 247, Redação (16 de setembro de 2019). «Carlos Bolsonaro chama eleitores do seu pai de 'gado'». Brasil 247. Consultado em 1 de julho de 2020 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Notas[editar | editar código-fonte]

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