Paul Claudel

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Paul Claudel
Paul Claudel
Nascimento 6 de agosto de 1863
Aisne, França
Morte 23 de fevereiro de 1955 (91 anos)
Paris, França
Nacionalidade França Francês
Cônjuge Reine Sainte-Marie Perrin (1906-1955)
Ocupação Diplomata, dramaturgo e poeta

Paul Claudel, nome artístico de Louis Charles Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper (Aisne, 6 de agosto de 1868Paris, 23 de fevereiro de 1955) foi um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras e galardoado com a grã-cruz da legião de honra. É considerado importante como escritor católico.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Paul Claudel nasceu em Aisne, na localidade de Villeneuve-sur-Fère. Sua família paterna era composta por fazendeiros e funcionários públicos, mas seu pai, Louis Prosper, lidava com hipotecas e transações bancárias. Sua mãe, Louise Athanaïse Cécile Cerveaux, provinha de uma família muito católica, também de fazendeiros, de Champagne, onde Paul viveu na infância.

Em 1881, seus pais se mudaram para Paris, onde Paul e sua irmã passaram a viver, em uma casa de classe média.

Em 1886, Paul Claudel, que tinha 18 anos e até então era ateu, converteu-se subitamente ao catolicismo, no Natal, ao ouvir o coro da catedral de Notre-Dame de Paris. Ele se emocionou ao ver que todos tinham fé e oravam para um Deus que até então ele não queria conhecer, e viu que poderia contar com a ajuda do poder invisível, do amor ao Criador.

Apesar de ter pensado em dedicar-se à vida monástica, com os monges beneditinos, ele acabou entrando para o corpo diplomático da França, que serviu de 1893 a 1936. Foi vice-cônsul em Nova Iorque, em Boston, Praga, Frankfurt am Main e Hamburgo. Foi cônsul na China (1895-1909).

Em março de 1906, casou-se com Reine Sainte-Marie Perrin e teve filhos com ela, em um casamento feliz.

Foi 'ministro plenipotenciário' no Rio de Janeiro (1916) e em Copenhaga. Foi embaixador em Tóquio, Washington e Bruxelas.

O período de sua missão no Brasil coincidiu com a Primeira Guerra Mundial, e ele supervisionou o envio de alimentos da América do Sul para a França.

Aposentou-se em 1936 e viveu em seu castelo em Brangues (Isère) até sua morte, em 1955.

Camille Claudel[editar | editar código-fonte]

Paul era irmão da escultora Camille Claudel, e sentiu enorme remorso por ter permitido que ela fosse internada em um hospício durante três décadas. Ele pensou ser o melhor para a irmã, que de repente desenvolveu esquizofrenia, por conta de um abandono amoroso. Não é esse, entretanto, o relato oferecido pelo filme Camille Claudel (2012).

No fim da vida, tornou-se um dos principais divulgadores da obra de Camille, uma forma de pedir perdão, já que a irmã esteve amarrada por trinta anos, sem poder ver a luz do sol, até a sua penosa morte. Também essa leitura do hospício não se coaduna com o que relata o filme.

Obras[editar | editar código-fonte]

Teatro
  • 1887  : L'Endormie (primeira versão)
  • 1888  : Fragment d'un drame
  • 1890  : Tête d'or (primeira versão)
  • 1892  : La Jeune Fille Violaine (primeira versão)
  • 1893  : La Ville (primeira versão)
  • 1894 : Tête d'or (segunda versão) ; L'Échange ()
  • 1899  : La Jeune Fille Violaine (segunda versão)
  • 1901  : La Ville (segunda versão)
  • 1901  : Le Repos du septième jour
  • 1906  : Partage de midi, drama (primeira versão)
  • 1911  : L'Otage, drama em três actos
  • 1912  : A anunciação a Maria - no original L'Annonce faite à Marie (primeira versão)
  • 1913 : Protée , drama satírico em dois actos (primeira versão)
  • 1917  : L'Ours et la Lune
  • 1918  : Le Pain dur, drama em três actos
  • 1919  : Les Choéphores d'Eschyle
  • 1920 : Le Père humilié, drama em quatro actos
  • 1920  : Les Euménides d'Eschyle
  • 1926  : Protée , drama satírico em dois actos (segunda versão)
  • 1927  : Sous le Rempart d'Athènes
  • 1929  : Le Soulier de satin ou Le pire n'est pas toujours sûr, acção espanhola em quatro jornadas (criado parcialmente em 1943 por Jean-Louis Barrault, em versãi integral no teatro de Orsay em 1980; a versão integral foi representada em 1987 por Antoine Vitez[1])
  • 1933  : [Le Livre de Christophe Colomb, drama lírico em duas partes
  • 1939  : Jeanne d'Arc au bûcher
  • 1939  : La Sagesse ou la Parabole du destin
  • 1942  : L'Histoire de Tobie et de Sara, moralidade em três actos
  • 1947  : L'Endormie (segunda versão)
  • 1948  : L'Annonce faite à Marie (segunda versão)
  • 1949  : Protée , drama satírico em dois actos (segunda versão)
  • 1954  : L'Échange (segunda versão)
Poesia
  • 1900 e 1907: Connaissance de l'Est
  • 1905  : Poèmes de la Sexagésime
  • 1907  : Processionnal pour saluer le siècle nouveau
  • 1911  : Cinq grandes Odes
  • 1911  : Le Chemin de la Croix
  • 19111912  : La Cantate à trois voix[2]
  • 1915  : Corona benignitatis anni dei
  • 1919  : La Messe là-bas
  • 1922  : Poèmes de guerre (1914-1916)
  • 1925  : Feuilles de saints
  • 1942  : Cent phrases pour éventails
  • 1945  : Visages radieux
  • 1945 e : Dodoitzu, illustrations de Rihakou Harada.
  • 1949  : Accompagnements
Ensaios
  • 1928  : Positions et propositions, tomo I
  • 1929  : L'Oiseau noir dans le soleil levant
  • 1934  : Positions et propositions, tome II
  • 1935  : Conversations dans le Loir-et-Cher
  • 1936  : Figures et paraboles
  • 1940  : Contacts et circonstances
  • 1942  : Seigneur, apprenez-nous à prier
  • 1946  : L'œil écoute
  • 1949  : Emmaüs
  • 1950  : Une voix sur Israël
  • 1951  : L'Évangile d'Isaïe
  • 1952  : Paul Claudel interroge l'Apocalypse
  • 1954  : Paul Claudel interroge le Cantique des Cantiques
  • 1955  : J'aime la Bible, Fayard
  • 1956  : Conversation sur Jean Racine
  • 1957  : Sous le signe du dragon
  • 1958  : Qui ne souffre pas… Réflexions sur le problème social
  • 1958 : Présence et prophétie
  • 1959  : La Rose et le rosaire
  • 1959  : Trois figures saintes pour le temps actuel
Memórias, diário
  • 1954  : Mémoires improvisés. Quarante et un entretiens avec Jean Amrouche
  • 1968  : Journal. Tome I : 1904-1932
  • 1969  : Journal. Tome II : 1933-1955
  • 1949  : Correspondance de Paul Claudel et André Gide (1899-1926)
  • 1951  : Correspondance de Paul Claudel et André Suarès (1904-1938)
  • 1952  : Correspondance de Paul Claudel avec Gabriel Frizeau et Francis Jammes (1897-1938), accompagnée de lettres de Jacques Rivière
  • 1961  : Correspondance Paul Claudel et Darius Milhaud (1912-1953)
  • 1964  : Correspondance de Paul Claudel et Lugné-Poe (1910-1928). Claudel homme de théâtre
  • 1966  : Correspondances avec Copeau, Dullin, Jouvet. Claudel homme de théâtre
  • 1974  : Correspondance de Jean-Louis Barrault et Paul Claudel
  • 1984  : Correspondance de Paul Claudel et Jacques Rivière (1907-1924)
  • 1990  : Lettres de Paul Claudel à Élisabeth Sainte-Marie Perrin et à Audrey Parr
  • 1995  : Correspondance diplomatique. Tokyo (1921-1927)
  • 1995  : Correspondance de Paul Claudel et Gaston Gallimard (1911-1954)
  • 1996 : Paul Claudel, Jacques Madaule Connaissance et reconnaissance : Correspondance 1929-1954, DDB
  • 1998  : Le Poète et la Bible, volume 1, 1910-1946, Gallimard, coll. « Blanche »
  • 2002  : Le Poète et la Bible, volume 2, 1945-1955, Gallimard, coll. « Blanche »
  • 2004  : Lettres de Paul Claudel à Jean Paulhan (1925-1954), Correspondance présentée et annotée par Catherine Mayaux, Berne : Paul Lang, 2004 ISBN 3-03910-452-7
  • 2005  : Correspondance de Paul Claudel avec les ecclésiastiques de son temps. Volume I, Le sacrement du monde et l'intention de gloire, éditée par Dominique Millet-Gérard, Paris : Champion, coll. « Bibliothèque des correspondances, mémoires et journaux » n° 19, 2005, 655 p. ISBN 2-7453-1214-6.
  • 2005  : Une Amitié perdue et retrouvée. Correspondance de Paul Claudel et Romain Rolland, édition établie, annotée et présentée par Gérald Antoine et Bernard Duchatelet, Paris : Gallimard, coll. « Les cahiers de la NRF », 2005, 479 p. ISBN 2-07-077557-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Site Paul Claudel.
  2. Voir: http://www.paul-claudel.net/node/65/