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Praia do Forte (Mata de São João)

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Praia do Forte

A praça principal da praia, com a igreja

Localização
Coordenadas
Localização
Descrição
Tipo de praia
oceânica
Extensão da orla
12 km
Banhada por
Água e ondas
mar calmo e tranquilo
Funcionamento
Acesso público
Mapa

Praia do Forte, ou enseada de Tatuapara,[1] é o trecho do litoral do distrito homônimo do município de Mata de São João, no estado brasileiro da Bahia. Dista cerca de 80 quilômetros da capital do estado, Salvador, à qual está interligada pela rodovia estadual BA-099 e marca a divisão da mesma entre os trechos Estrada do Coco e Linha Verde.[2]

São 12 quilômetros de praia, com muitos recifes, o que pode ser conseguido com passeios de barco apropriados ou mergulho. Os coqueiros são a principal vegetação da região, razão pela qual toda a costa é chamada de Costa dos Coqueiros.[2] Uma característica distintiva deste lugar é que ele permanece ensolarado durante todo o ano, exceto nos meses de maio e julho quando a estação chuvosa ocorre. Devido a isso, atividades e excursões na área variam consoante a época.[3]

História

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Em 1970, o descendente de alemães Klaus Peters junto com um amigo arremataram 30 mil hectares de mata, coqueiros, rios e praias. A área incluía também uma vila de pescadores (depois doado à municipalidade) e um edifício em ruínas, datado de 1551: o Castelo Garcia D Ávila, origem do nome "Praia do Forte", posto à venda pela família baiana Padilha de Souza com o objetivo de criar um destino turístico.[4] A partir de 1980 tornou-se o único dono da área. Depois vieram os primeiros empreendimentos: uma pousada e hotel.[4] Em 2013 a prefeitura de Mata de São João inaugurou o Parque Municipal Klaus Peters, em homenagem ao empresário.[5][6]

Em 2024, o Centro Internacional de Formación en Gestión y Certificación de Playas a classificou como a 11.ª melhor praia do mundo a partir da avaliação de 126 locais dos litorais da Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, Guatemala, México, Nova Zelândia, Peru, Porto Rico e Venezuela.[7]

Ruínas do Castelo Garcia D Ávila, na Praia do Forte.

Há uma considerável infraestrutura turística, com hotéis, pousadas, bares e restaurantes. Por isso mesmo, a economia da vila se baseia no turismo. Pequenas lojinhas de artesanato e joalherias também compõe a vila, a qual também possui habitantes dedicados ao trabalho com pesca.[8][9]

É um dos mais concorridos destinos do litoral norte da Bahia.[10] A pequena vila é formada por nativos locais, sejam pescadores, artesãs ou empreendedores que montam negócios na região.[4][9] É um destino predominante de ecoturismo, graças ao Projeto TAMAR que mantém sua sede nacional na localidade. Esta iniciativa está preocupada com a conservação e estudo das tartarugas marinhas, que pode atingir um tamanho de até 3 metros de comprimento e colocam seus ovos na área da praia. Além dele, há ainda o Instituto Baleia Jubarte, um dos centros do projeto que mantém bases de pesquisa, educação ambiental e outras atividades ligadas à conservação de cetáceos (mamíferos aquáticos);[11] e a Reserva Sapiranga, local de Mata Atlântica, pássaros, animais silvestres, manguezais, dunas e lagoas, além de trilhas ecológicas.

Destaca-se ainda pela proximidade das ruínas do Castelo Garcia d'Avila, em Açu da Torre, distrito de Mata de São João. Seu construtor, Garcia d'Ávila, era o tesoureiro do primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Sousa, que chegou à Bahia em 1549 para fundar a cidade de Salvador. Durante os primeiros anos da colonização, Ávila conseguiu acumular uma fortuna imensa, principalmente terras. Ele foi considerado o maior latifundiário do mundo, com as suas fazendas se estendendo da Bahia até o Maranhão. Em seu território, ele construiu o castelo. Atualmente em ruínas, está localizada a três quilômetros da vila.[12][4]

Ver também

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Referências

Ligações externas

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