RMS Laconia (1911)

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RMS Laconia
RMS Laconia 1912.jpg
RMS Laconia em Nova Iorque
Carreira  Reino Unido
Proprietário Cunard Line
Fabricante Swan Hunter, Tyne and Wear
Lançamento 27 de julho de 1911
Comissionamento 12 de dezembro de 1911
Viagem inaugural 20 de janeiro de 1912
Estado Naufragado
Fatalidade Torpedeado e afundado pelo U-50 em 25 de fevereiro de 1917
Características gerais
Tipo de navio Transatlântico
Tonelagem 18.099 t
Maquinário Motores de expansão quádrupla
Comprimento 183 m
Boca 22 m
Propulsão 2 hélices
Velocidade 17 nós (31 km/h)
Passageiros 2850

O RMS Laconia foi um navio de passageiros britânico operado pela Cunard Line e construído pelos estaleiros da Swan Hunter em Tyne and Wear.[1] Seu lançamento ocorreu em 27 de julho de 1911, sendo entregue à Cunard em 12 de dezembro e realizando sua viagem inaugural em 20 de janeiro de 1912.[2] Foi a primeira embarcação da Cunard a receber este nome.

O Laconia foi designado no serviço entre Liverpool e Boston, mas eventualmente operava entre Nova Iorque e o Mediterrâneo.[1] Ele foi o primeiro navio britânico e o primeiro transatlântico do Atlântico Norte a ser equipado com tanques antirrolamento.[1]

Serviço na guerra[editar | editar código-fonte]

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, o Laconia foi convertido em um cruzador mercante armado. Ele foi equipado com oito armas de seis polegadas e por um período carregou dois hidroaviões, que foram alojados em seu convés. Seu porto base ficava em Simon's Town, na África do Sul, onde patrulhou o Atlântico Sul e o oceano Índico até abril de 1915. Ele foi então utilizado como um quartel-general em Zanzibar, onde esteve envolvido em operações na Batalha de Tanga e a captura da África Oriental Alemã.

Retorno para a Cunard[editar | editar código-fonte]

Jornal noticiando o naufrágio do Laconia, 26 de fevereiro de 1917.

O Laconia foi devolvido à Cunard em julho de 1916, retornando ao serviço comercial em 9 de setembro.

Em 25 de fevereiro de 1917, ele foi torpedeado pelo submarino alemão SM U-50 a 6 milhas náuticas (11 km) a noroeste de Fastnet enquanto retornava dos EUA para a Inglaterra com 75 passageiros (34 de primeira classe e 41 de segunda classe) e 217 tripulantes, sob o comando do capitão Irvine. O primeiro torpedo atingiu o lado estibordo da embarcação, mas não a afundou. Vinte minutos depois, um segundo torpedo foi disparado, atingindo a sala de máquinas, novamente a estibordo, e a embarcação afundou às 22h20m. Um total de 12 pessoas foram mortas; seis tripulantes e seis passageiros. Duas dos passageiros mortos eram americanas, a sra. Mary Hoy e sua filha, a senhorita Elizabeth Hoy, que eram originalmente de Chicago. A morte das Hoys despertou a opinião pública na América contra os alemães e aumentou o apoio público aos Estados Unidos, que entraram na guerra.

O repórter Floyd Gibbons, do Chicago Tribune, estava a bordo do Laconia durante seu naufrágio e ganhou notoriedade após seus relatos sobre o ataque.

Descoberta[editar | editar código-fonte]

Em março de 2009, foi anunciado que os destroços do Laconia foram localizados e reivindicados pela Odyssey Marine Exploration, uma empresa de arqueologia comercial em Tampa, Flórida. Ele foi encontrado a cerca de 160 milhas náuticas (300 km) da costa da Irlanda. A busca pelos destroços foi apresentada pela Discovery Channel em um episódio intitulado "The Silver Queen". Um dos artefatos recuperados durante a investigação do naufrágio foram os restos de um sapato esquerdo que provavelmente pertencia a uma das passageiras do navio. A Grã-Bretanha afirmou que é a proprietária dos destroços do Laconia.[3]

Referências

  1. a b c (em inglês) «The Latest Cunarder — Launch of the Laconia at Wallsend». International Marine Engineering. 34 (September). Marine Engineering, Inc., New York—London. 1911. 42 páginas. Consultado em 29 de janeiro de 2018. 
  2. (em inglês) «The Cunard Liner Laconia» (PDF). The Engineer. 113. 26 de janeiro de 1912. pp. 85–57 
  3. «Battle for the treasure chest that changed the course of the Great War». The Independent. London. 17 de março de 2009. Consultado em 18 de março de 2009. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]