Transatlântico

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Disambig grey.svg Nota: Para corrida transatlântica, veja Transat.

Um transatlântico (ou ocean liner, em inglês) é um navio de passageiro feito com o propósito de transportar pessoas de um porto marítimo para o outro em viagens regulares de longa distância seguindo um cronograma. No começo, muitos deste navio também transportavam enormes cargas de cartas e outros documentos. Devido ao seu grande tamanho, nas duas guerras mundiais, foram usados como navios-hospitais. Com o maior uso de aviões comerciais a partir da década de 1950, os transatlântico começaram a ficar obsoletos. O RMS Queen Mary 2 é considerado o último navio classificado oficialmente como transatlântico em operação nos dias atuais.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros transatlânticos[editar | editar código-fonte]

Em 1836, o Great Western, o maior transatlântico do século XIX, foi inaugurado. Com cerca de 200 metros e podendo transportar 5.000 passageiros, não foi muito satisfatório pois o navio estava constantemente a avariar-se.

A Cunard Line construiu o Britannia em 1840 com de cerca de 63 metros, podendo transportar 115 passageiros.

Em 1870, a White Star Line construiu o RMS Oceanic, projeto executado pela Harland and Wolf em Belfast, marcou um novo design que a partir de então passou a ser adotado por todas as outras companhias. Já o RMS Oceanic de 1899 é quem acaba por definir a diretriz de estilo adotado pela empresa

Durante o restante do século XIX e parte do XX, a White Star Line e a Cunard competiam pela supremacia no Atlântico, nos quesitos tamanho, velocidade e conforto.

A competição no Atlântico[editar | editar código-fonte]

O motivo desta competição é o Blue Riband, um título entregado ao navio que atravessasse o Atlântico em menos tempo. Em 1897 o SS Kaiser Wilhelm der Grosse fez sua viagem inaugural e logo deteu o Blue Riband,assim a Alemanha conseguira ganhar uma supremacia no Atlântico por tira a Fita Azul do transatlântico britânico RMS Campania da Cunard, seus interiores elegantes e cheio de detalhes dourados, típicos do Estilo Barroco devem ter impressionado seus passageiros de primeira classe, ele também popularizou o design de quatro chaminés que foi muito popular até o início da Década de 1920, logo em seguida viriam três navios irmãos do Kaiser Wilhelm der Grosse, em 1901, foi a vez do SS Kronprinz Wilhelm que deteu o Blue Riband do seu concorrente compatriota, o SS Deutschland da Hamburg-Amerika Linie que ganhara o título um ano antes, em 1903 veio o SS Kaiser Wilhelm II e, em 1907, o SS Kronprinzessin Cecilie que apesar de não deterem o título Blue Riband,se tornaram muito populares entre a clientela da Norddeutscher Lloyd, assim a classe Kaiser acabou sendo apelidada de "Os Quatro Voadores", tornando-se um símbolo da supremacia marítima comercial alemã durante a era eduardiana. Em resposta ao desafio imposto pelas duas companhias marítimas alemãs, a Cunard Line decidiu construir dois super-transatlânticos, que ganhariam em tamanho, luxo e velocidade de seus rivais alemães, assim nasceram o RMS Mauretania e o RMS Lusitania, que com uma velocidade máxima de 26 nós trouxe de volta para as mãos da Grã Bretanha o Blue Riband, e recuperou a reputação dos britânicos como a nação marítima mais poderosa do mundo. Outras inovações trazidas pela dupla da Cunard foi um melhor tratamento para os passageiros menos afortunados. Diferente de seus rivais alemães, agora os passageiros de terceira classe, que em sua maioria compunham-se de imigrantes buscando uma vida melhor na América, podiam ter um lugar para dormir, comer, fumar e conversar, coisa que não havia até mesmo nos mais populares navios britânicos ou alemães, onde as acomodações consistiam apenas em grandes dormitórios onde não havia nenhuma privacidade. Quando ambos os navios entraram em serviço em 1907 logo tiraram das mãos a Fita Azul detida pelo SS Deutschland da Hamburg-Amerika Linie desde 1903. A White Star também respondeu a sua rival britânica, porém decidiu investir mais em tamanho e luxo do que em velocidade. Destacam-se os navios da Classe Olympic RMS Olympic, RMS Titanic, e o HMHS Britannic, todos eles possuíam banho turco, piscina, ginásio, quadra de squash e dois restaurantes à parte do Salão de Jantar convencional . Já a Hamburg-Amerika Linie decidiu seguir a fórmula da White Star Line construindo três navios que seriam os primeiros a alcançar as 50.000 toneladas, foram estes: o SS Imperator, comissionado em 1913, pesando 52 mil toneladas; o SS Vaterland, comissionado em 1914, pesando 54 mil toneladas, e o RMS Majestic que originalmente seria comissionado em 1915 com o nome de SS Bismarck, mas acabou nas mãos da White Star Line após a guerra, para compensar a perda do HMHS Britannic que embateu em uma mina em 1916 e afundou, foi adquirido pela Marinha Real Britânica como parte do Tratado de Versalhes, entregue a White Star e comissionado em 1922, após ficar 5 anos ancorado nos estaleiros da Blohm & Voss em Hamburgo, e nunca chegou a transportar sequer um passageiro sob a operação da HAPAG , ou carregando a bandeira alemã consigo, até 1935 ele deteu o recorde de maior navio do mundo, sendo o navio que deteu esse título por mais tempo.

Alguns desastres famosos[editar | editar código-fonte]

Segue abaixo uma lista de alguns desastres famosos:

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, os transatlânticos voltaram a operar no transporte de passageiros pelo Atlântico. Devido a concorrência com a aviação acabaram perdendo mercado.

Mais tarde, nos anos 80 e 90, os transatlânticos voltaram a operar mas desta vez na função de lazer e entretenimento. O Queen Mary 2 é o maior transatlântico do mundo, sendo o cruzeiro MS Allure of the Seas o maior entre os navios de passageiros

Transatlânticos memoráveis[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Craig, Robin (1980). Steam Tramps and Cargo Liners 1850-1950. Londres: Her Majesty's Stationery Office. ISBN 0-11-290315-0.
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