Rainha Hispano-Americana

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Rainha Hispano-Americano
Tipo Concurso de Beleza
Fundação 1991
Sede Santa Cruz, Bolívia
Proprietária Gloria de Limpias

Rainha Hispano-Americana é um tradicional concurso de beleza feminino realizado anualmente em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O certame visava eleger a melhor candidata latina, porém desde 2015 vem englobando alguns países asiáticos e europeus com suas respectivas representantes de origem hispânica, para que esta represente a hispanidade ao redor do globo. Antigamente o evento se denominava Reina Sudamericana, porém, a organização do concurso resolveu abranger não somente o continente sul-americano mas também América do Norte, Caribe, Península Ibérica e Ásia. O concurso é realizado pela empresária boliviana Glória de Limpias. A atual detentora do título é Nariman Battikha Yanyi, da Venezuela, eleita em 03 de novembro de 2018.

História[editar | editar código-fonte]

Bandeira da Hispanidade.

A empresária boliviana Glória Suárez de Limpias criou em 1991 [1] o concurso Reina Sudamericana, sob a patente da empresa Promociones Gloria com sede administrativa em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Neste primeiro evento, cujo objetivo era selecionar as mais belas apenas do continente sul americano, ganhou a brasileira Patrícia Maria Franco de Godói, que meses depois, curiosamente ganhou o concurso Miss Nuevo Continente 1992, realizado em Caracas, capital da Venezuela. Desde 2003 o concurso estava limitado a apenas dez (10) países da América do Sul, já em 2004 foram convidadas mais representantes nacionais, como Panamá e Costa Rica, pertencentes a América Central. Logo mais, em 2006 chegariam República Dominicana, Nicarágua, Porto Rico e Espanha, abrindo pouco a pouco a aderência de novos Países e comunidades latinas, transformando o concurso e dado notoriedade ao mesmo.

Devido à grande repercussão na mídia, a procura de coordenações nacionais para o envio de suas representantes para a competição aumentou, houve então em 2007 a aderência de representantes do México, Honduras, Guatemala e Estados Unidos (sendo este último sempre representado por sua população hispânica) e portanto, a organização rebatizou o evento como Reina Hispanoamericana, abrangendo mais países com raízes latinas do que somente os países da América do sul. Em 2017 países como Austrália, Canadá, Filipinas e Portugal aderiram ao concurso, mostrando sua cultura latino-americana.

Regras para participação dos países[editar | editar código-fonte]

Para participar da competição, a organização estabelece que o país deve ter pelo menos uma dessas condições:

  1. A primeira é a relação primária com a herança espanhola na América e Europa ou também os países que fazem fronteira geográfica e histórica com algum país com uma grande influência hispânica (como a Espanha, na Europa).

  2. Dentro da segunda condição podem participar os países que possuem uma grande comunidade hispânica residente em seu território. Esta condição leva em consideração os países para a comunidade hispânica migrou, a fim de melhores condições de vida.

  3. Países que não possuem raízes espanholas mas que apreciam a cultura e língua espanhola, para que assim sua representante possa mostrar um pouco de sua cultura aos lares da comunidade hispânica presente na Bolívia e posteriormente, para onde for.

Fatos históricos[editar | editar código-fonte]

  • Em 2010 aconteceu o primeiro back-to-back no concurso após sua reformulação em 2007, quando a venezuelana Adriana Vasini coroou sua conterrânea Caroline Medina como a Rainha Hispano-Americana 2010; [2] [3]
  • Em 2013 o concurso passou a ter uma concorrente da Europa-Hispana;
  • Em 2015 pela primeira vez uma candidata de fora do Continente Americano venceu. A vitória foi de Sofía del Prado Prieto, da Espanha; [4]
  • Em 2017, pela primeira vez países cuja língua oficial não era hispânica ou que não estivessem localizados no Continente Americano competiram, tendo Austrália e Filipinas participado do concurso;
  • Em 2017, pela primeira vez uma candidata que não falava espanhol ou não era do Continente Americano venceu, tendo a representante das Filipinas, Teresita Marquez, levado o título. [5]


Vencedoras[editar | editar código-fonte]

Para ver as classificações das brasileiras neste concurso, vá até Miss Brasil Hispano-Americana.

Ano Vencedora País Local do Evento
1991 Patrícia Godói Brasil Brasil Bolívia
Santa Cruz,
Santa Cruz

&

Bolívia
Cochabamba,
Cochabamba
(em 2004-05)
1992 Francis Gago Venezuela Venezuela
1993 Paola Vintimilla Equador Equador
1994 Liliana González Paraguai Paraguai
1995 Carolina Thaís Müller Brasil Brasil
1996 Gabriela Vergara Venezuela Venezuela
1997 Patricia Fuenmayor Venezuela Venezuela
1998 Susana Barrientos Bolívia Bolívia
1999 Yenny Vaca Paz Bolívia Bolívia
2000 Ligia Petit Vargas Venezuela Venezuela
2001 Maria Stevenson Colômbia Colômbia
2002 Marcela Ruete Equador Equador
2003 Cecilia Valarini Brasil Brasil
2004 Tania Domaniczky Paraguai Paraguai
2005 Diana Milena Cepeda Colômbia Colômbia
2006 Francine Eickemberg Brasil Brasil
2007 Massiel Taveras República Dominicana República Dominicana
2008 Vivian Noronha Brasil Brasil [6]
2009 Adriana Vasini Venezuela Venezuela
2010 Caroline Medina Venezuela Venezuela
2011 Evalina van Putten Curaçao Curaçao
2012 Sarodj Bertin Haiti Haiti
2013 Alejandra López Colômbia Colômbia
2014 Romina Rocamonje Bolívia Bolívia
2015 Sofía del Prado Espanha Espanha
2016 Camila Soleibe Colômbia Colômbia
2017 Winwyn Márquez Filipinas Filipinas
2018 Nariman Battikha Venezuela Venezuela

  1. Em 1996 a boliviana Helga Bauer Salas foi destronada por motivos desconhecidos.
  2. Em 2008 a mexicana Laura Zúñiga foi destronada por envolvimento com tráfico de drogas. [7]

Hall of Fame[editar | editar código-fonte]

Conquistas por País[editar | editar código-fonte]

País Títulos Vitórias
Venezuela Venezuela 7 1992, 1996, 1997, 2000, 2009, 2010, 2018
Brasil Brasil 5 1991, 1995, 2003, 2006, 2008
Colômbia Colômbia 4 2001, 2005, 2013, 2016
Bolívia Bolívia 3 1998, 1999, 2014
Paraguai Paraguai 2 1994, 2004
Equador Equador 2 1993, 2002
Filipinas Filipinas 1 2017
Espanha Espanha 2015
Haiti Haiti 2012
Curaçao Curaçao 2011
República Dominicana República Dominicana 2007

Referências

  1. BEAUTIES, Global (3 de novembro de 2017). «More international than ever, Hispanic-American Queen 2017 resumes this Saturday!». Sociales 
  2. 20Minutos (22 de novembro de 2010). «Foto: Reina Hispanoamericana 2010 | Las mejores fotos del día». 20minutos.es - Últimas Noticias (em espanhol). Consultado em 6 de outubro de 2019 
  3. elEconomista.es (25 de novembro de 2010). «La venezolana Caroline Medina se corona como la "Reina Hispanoamericana" 2010 - EcoDiario.es». ecodiario.eleconomista.es (em espanhol). Consultado em 6 de outubro de 2019 
  4. «Sofía es Reina Hispanoamericana 2015». www.eldiario.net (em espanhol). Consultado em 6 de outubro de 2019 
  5. «Teresita Ssen es la Reina Hispanoamericana 2017». Los Tiempos (em espanhol). 4 de novembro de 2017. Consultado em 6 de outubro de 2019 
  6. BLASCHKAUER, Dani (24 de outubro de 2016). «Dentista brasileira que herdou título de miss dá dicas para concorrentes!». G1 - Portal da Globo 
  7. PRESSE, France (24 de outubro de 2016). «Miss é presa com grupo armado no México!». G1 - Portal da Globo 

Links Externos[editar | editar código-fonte]