Reggaeton

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Reggaeton
Contexto cultural Final da década de 1970/ início da década de 1980 no Panamá, Final da década de 1980 em Porto Rico
Instrumentos típicos Dem Bow (Ritmo)[1][2] - Tambores - Sampler - baixo - Sintetizador - Caixa de ritmos
Popularidade Moderado desde meados da década de 1980 na Jamaica, em todo o mundo a partir de 2004.
Subgêneros
Reggaecrunk - Reggaeton alternativo
Gêneros de fusão
dancehall espanhol - Moombahton
Formas regionais
Porto Rico - Panamá - Cuba - República Dominicana - Colômbia - Venezuela - Estados Unidos - Paraguai - Brasil

O reggaeton é um estilo musical que tem suas raízes na música latina e caribenha. Seu som deriva do reggae em espanhol do Panamá, influenciado pelo hip hop, salsa e música eletrônica. Esse gênero musical surgiu no Panamá, tirado do estilo eletrônico, e logo se popularizou em Porto Rico e se espalhou para o mundo. A maioria das musicas contém letras com conteúdo sexual, porém existem temas pop, românticos, urbanos contando a realidade das ruas, sobre drogas e claro, sobre festas e ostentação .

História[editar | editar código-fonte]

O nome reggaeton vem da junção das palavras "reggae" e "maratón" ("maratona", nome que se dá a um concurso de rima típico do rap), proveniente da região do caribe. O nome reggaeton só foi criado e se tornou proeminente entre 1994 e 1995, no Panamá Porém começou a se espalhar no inicio dos anos oitenta por lá. Artistas como El General, Nando Boom, Chico Man, Rene Renegado, Black Apache, são considerados os precursores do estilo, já que misturavam reggae jamaicano com ritmos latinos.[3] Em Porto Rico iniciou como ritmo underground (clandestino ou não elitizado), com músicas de rap em espanhol com conteúdo forte, como Soy de la calle do portoriquenho Vico C. A atração pelo rap deu fruto a grandes músicas como "La Escuela" de Ruben DJ e "Gata Sanduguera" de Mey Vidal. A fusão do ritmo reggae, com o rap em espanhol, deu como origem uma fusão que foi evoluindo até o reggaeton de hoje.

Ano Dourado[editar | editar código-fonte]

Considerado por muitos como o ano dourado do reggaeton (El Douradito), 2006 foi um ano de muita atividade para o reggaeton mundial. Foram lançados varios albuns por nomes como Daddy Yankee (El Presidente), Don Omar (El Rey), Wisin (El Sobrevivente) & Yandel (El Capitan), Hector "El Father". Contribuindo com várias musicas que ainda hoje se ouvem no clubes noturnos de Porto Rico.

Em 2006 foram lançadas tambem varias coletanias, das quais se destaca "Mas Flow Dos", considerado por muitos como o melhor album de reggaeton do século. Produzido pelo Luny Tunes este CD duplo conta com a presença dos grandes nomes do reggaeton Daddy Yankee, Wisin & Yandel, Tony Tun Tun, Hector 'El father', Polaco, entre outros. Contando com o single "Mayor que Yo" uma musica com creditos dividios por muitos nomes sonantes do reggaeton é ainda hoje considerada um marco na historia do reggaeton mundial.

Características[editar | editar código-fonte]

O reggaeton geralmente é cantado em "spanglish", uma mistura de inglês e castelhano (espanhol). Muitos artistas optaram por fazer suas músicas, principalmente, com forte apelo sexual para alcançarem a fama mais rapidamente. Mas outros artistas usaram como temática, em suas letras: racismo; drogas; crime (temas que fazem parte da cultura hip hop gangsta) e, até religião.[4]

Criticas[editar | editar código-fonte]

O ritmo reggaeton tem gerado bastante polêmica entre a sociedade dos vários países onde este faz sucesso. Isso se dá principalmente pelo teor pornográfico de algumas letras como por exemplo a canção do artista Pitbull chamada "Toma" ("Abre suas pernas/Quero ver você agir como um animal") e pela dança chamada perreo que consiste na imitação da posição sexual dos cães, em que o homem posiciona-se atrás da mulher, onde esta inclina-se com as mãos nos joelhos, e esfrega suas nádegas na púbis masculina.[5] Em Porto Rico o governo ameaçou proibir manifestações de reggaeton por causa do incentivo à violência e prostituição. Artistas como Vico C e Many Montes se engajaram na campanha de estimular uma consciência crítica da população em relação aos artistas que fazem músicas usando o sex appeal e o estímulo à violência para vender, não só em relação aos artistas de reggaeton como de rap e pop.

Em Cuba o ritmo reggaetón foi considerado "perigoso" pela União de Jovens Comunistas, que escreveram em seu jornal o Juventude Rebelde que esse estilo musical divulga a luxúria e o vício e chegaram até mesmo a propor sua proibição pois segundo eles o ritmo "comprovadamente incita a violência e o consumo de "tóxicos". Polêmicas à parte o fenômeno reggaetón é descrito por alguns como o hip hop dos latinos, e por outros como apenas mais uma moda passageira.[6] Entre os artistas de reggaetón mais conhecidos mundialmente estão: Tito "El Bambino", Tego Calderón, Daddy Yankee, Hector "El Father", Don Omar, esses primeiros são os veteranos do reggaetón, e junto com Pitbull (cantor), Wisin y Yandel,Vico C, Luny Tunes, Baby Rasta e Gringo, sir speedy, Ivy Queen, Alexis Y Fido, Zion e Lennox, De La Ghetto, Arcangél, J Balvin, Nicky Jam Maluma entre outros artistas.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O primeiro nome do reggaeton no Brasil foi o grupo mineiro Señores Cafetões, surgido em 2004 e influenciado por artistas como Daddy Yankee, que ficou conhecidos em 2007 com a faixa "Piriguete" – que, na época, foi erroneamente confundida com hip hop e funk por se tratar de um gênero quase desconhecido no país.[7] O grupo ainda popularizou outras canções como "Rakatakata" e "Cinderela".[8] Na mesma época surgiram outros nomes como Preguiça e Tileleo, Kartel Latino e Muamba Bitt – que ganhou o talent show Astros.[9] O portal Reggaeton Brasileiro, criado em 2006, ajudou a promover os artistas brasileiros.[9] Em 2008 a cantora de axé Gilmelândia foi a primeira de outro gênero musical a gravar uma canção de reggaeton, "Dominado", lançada como single naquele ano.[10] Em 2009 foi lançada a coletânea Reggaeton Brasil Vol. 01, que apresentou os principais representantes do gênero no Brasil.[9]

Ao passar do ano outros artistas passaram a gravar o gênero, incluindo Ivete Sangalo no álbum Real Fantasia (2012), Kelly Key no álbum No Controle (2015), além de Anitta no single "Sim ou Não".

Reggaeton alternativo[editar | editar código-fonte]

Os grupos reggaeton que se recusam a aderir ao estereótipo tradicional de reggaeton aderiram a um subgênero que tem as mesmas características do rap alternativo, com diferença de que parte do reggaeton e mistura várias tendências musicais.[11][12]

Referências

  1. «Grow Dem Bow». Village Voice. Consultado em 24 de julho de 2006 
  2. Wayne Marshall (19 de janeiro de 2006). «Rise of Reggaetón». The Phoenix. Consultado em 24 de julho de 2006 
  3. http://www.mwangole.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=298:a-origem-do-reggaeton&catid=50:diversas&Itemid=59 - A origem do Reggaeton
  4. http://www.mwangole.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=298:a-origem-do-reggaeton&catid=50:diversas&Itemid=59
  5. - "Puerto Rico shakes to a new beat"
  6. http://www.bsbblack.com/blog/index.php/colunas/coluna-dj-roger/voce-sabe-o-que-e-reggaeton/ - Você sabe o que é Reggaeton?
  7. «Reggaeton: como a batida certa e a mistura com funk e sertanejo fizeram do gênero um fenômeno». G1. Consultado em 31 de maio de 2017 
  8. «CD: Señores Cafetões». Reggaeton Brasileiro. Consultado em 31 de maio de 2017 
  9. a b c «Reggaeton Brasil vol.1». Reggaeton Brasileiro. Consultado em 31 de maio de 2017 
  10. «Em fase 'moderna', musa do axé faz parceria com produtor dos Titã». G1. Consultado em 31 de maio de 2017 
  11. «reguetón - Consultas - Fundéu BBVA». Fundación Español Urgente. 24 de novembro de 2010. Consultado em 5 de outubro de 2014 
  12. «Ya no sería "reggaetón" sino "reguetón"». ElMundo.com. 12 de novembro de 2006. Consultado em 5 de outubro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]