René Crevel

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René Crevel
Nome completo René Paul Henri Crevel
Nascimento 10 de agosto de 1900
Paris
Morte 18 de junho de 1935 (34 anos)
Paris
Nacionalidade França Francês
Ocupação Poeta, romancista e ensaísta

René Crevel (Paris, 10 de agosto de 1900 – Paris, 18 de junho de 1935) foi um poeta, romancista e ensaísta francês, integrante, a partir de 1922, do principal grupo surrealista, baseado em Paris. Considerado um "surrealista legítimo" por ter expressado o surrealismo em seu próprio suicídio, já que o estilo poderia abrir brechas para um pseudo-surrealismo, seguindo somente a moda da época.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Paris, no berço de uma família burguesa. Estudou no Lycée Janson de Sailly e língua inglesa na Universidade de Paris. Participou da criação do movimento surrealista em 1921, junto a André Breton, mas foi excluído do grupo em 1925, época em que escreveu Mon corps et moi e conheceu o escritor alemão Klaus Mann. Em 1926 Crevel foi diagnosticado com tuberculose. No ano de 1929, o exílio de León Trotsky animou-o a engajar-se ao movimento surrealista. Nesta época o escritor abandona a escrita de romances para voltar seus esforços a ensaios de teor político.[2]

Crevel se suicida ao saber da gravidade de sua doença.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1924  : Détours, Paris, Gallimard, Nouvelle Revue Française.
  • 1925  : Mon corps et moi, Paris, Éditions du Sagittaire.
  • 1926  : La Mort difficile, Paris, Éditions du Sagittaire/Simon Kra[3]
  • 1927  : Babylone, Paris, Éditions du Sagittaire/Simon Kra.
  • 1928  : L'Esprit contre la raison, Marseille, Les Cahiers du Sud.
  • 1929  : Êtes-vous fous ?, Paris, Gallimard.
  • 1930 : Renée Sintenis, coll. « Les Sculpteurs nouveaux », Paris, Gallimard, NRF.
  • 1930  : Paul Klee, coll. « Les Peintres nouveaux », Paris, Gallimard, NRF.
  • 1931  : Dalí ou l'anti-obscurantisme, Paris, Éditions surréalistes.
  • 1932 : Le Clavecin de Diderot, Paris, Éditions surréalistes. Pauvert, 1960. Rééd. aux éditions Prairial, 2015. Wikisource.
  • 1933 : Les Pieds dans le plat, Paris, Éditions du Sagittaire. Wikisource.
  • 1934  : Le Roman cassé et derniers écrits, 1934-1935. Roman cassé, rééd. La République des Lettres, 2014.
  • 2013  : Les Inédits. Lettres, textes, édition établie, préfacée et annotée par Alexandre Mare, Paris, Le Seuil
  • 2013: Lettre pour Arabelle et autres textes, avec en addenda vif de Franck Guyon et A propos du suicide de René Crevel de David Gascoyne, éditions Marguerite Waknine
  • 2014 : Œuvres complètes, édition établie, préfacée et annotée par Maxime Morel, Editions du Sandre, 2 tomes
  • 2016 : La sagesse n'est pas difficile, correspondances inédites, édition établie par Alexandre Mare, Éditions de la Nerthe.

Referências

  1. http://www.islaternura.com/APLAYA/NoEresElUnico/cLETRA/CR/Crevel%20Rene%20Noviembre%202005/Rene%20Crevel%20%20Biografia.htm Apuntes Biográficos] em "islaternura.com."
  2. Renee Winegarten, "The golden boy of Surrealism: On René Crevel", The New Criterion, February 1987, «Archived copy». Consultado em 26 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 3 de março de 2016 
  3. Ré-édition au Livre De Poche, collection «Biblio», 1987.
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