Represa Billings

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Represa Billings
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Represa Billings
Sistema Sistema Rio Grande/Billings
Nome Represa Billings
Espelho d'água 106,6[1] km²
Área de drenagem 474,56[2] km²
Localização Municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Paulo
Volume de armazenamento 995 milhões de
Vazão 4,7 /s
Início de operação 1958 (59 anos)
Observações Volume: Total da Represa Billings, incluindo o braço do Rio Grande
Vazão: Média anual 2006
[3]

A represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. A oeste, faz limite com a bacia hidrográfica da Guarapiranga e, ao sul, com a serra do Mar. Seus principais rios e córregos formadores são o rio Grande ou Jurubatuba.

A represa foi idealizada na década de 20, exatamente em 27 de março de 1925 pelo engenheiro Billings, um dos empregados da extinta concessionária de energia elétrica Light, daí o nome. Inicialmente, a represa tinha o objetivo de armazenar água para gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão.

Em função do elevado crescimento populacional e industrial da Grande São Paulo ter ocorrido sem planejamento, principalmente ao longo das décadas de 1950 a 1970, a represa Billings possui pequenos trechos poluídos com esgotos domésticos, industriais e metais pesados. Apenas os braços Taquecetuba e Riacho Grande são utilizados para abastecimento de água potável pela sabesp, às águas de São Paulo, São Bernardo, Diadema e Santo André[4].

A pesca amadora é muito praticada, devido às espécies de peixes encontradas, como tilápias, lambaris, carpas húngaras e traíras, entre outras.

Sistema Rio Grande[editar | editar código-fonte]

O sistema é composto de toda a Represa Billings, com seu corpo central e o braço do Rio Grande.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1910, o engenheiro Walter Charnley escolheu na Serra do Mar as escarpas de 640 m do Itapanhaú, que deságua em Bertioga, como local de um grande projeto de geração de energia. Em 1923, o engenheiro americano Asa White Kenney Billings preferiu que fosse represado o Rio Grande ou Jurubatuba e desviar as águas através de um canal chamado Summit Control para o Córrego das Pedras, com curso serra abaixo. Em 1925, a Light iniciou a construção do dique do Rio das Pedras e em 1937, do Rio Grande. O projeto foi ampliado e em 1949, foi planejado o novo reservatório (rebatizado de Billings) que receberia todas as águas do Alto Tietê. No início dos anos de 1980, foi construído uma barragem que separa o braço do Rio Grande do corpo principal do reservatório. Desde o ano 2000, há uma nova captação em um dos braços mais ao sul, denominado Taquacetuba[3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.sabesp.com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=4&proj=AgenciaNoticias&pub=T&db=&docid=1D5536296FC51865832576340072C9BB
  2. http://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/2014-06-26-19-25-15/o-reservatorio-billings
  3. a b SOLIA, Mariângela; FARIA, Odair Marcos; ARAÚJO, Ricardo. Mananciais da região metropolitana de São Paulo. São Paulo: Sabesp, 2007
  4. Claudia Mayara (27 de março de 2014). «Billings poderia ser caixa d'água da região metropolitana de São Paulo». ABCD Maior. Consultado em 10 de julho de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]