Represa Billings

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Represa Billings
Billings 2008051703.jpg
Represa Billings
Localização
Localização São Paulo, Brasil Editar isso no Wikidata
Divisão Municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Paulo
Coordenadas 23°47′13″S 46°35′02″O / 23.787°S 46.584°O / -23.787; -46.584Coordenadas: 23°47′13″S 46°35′02″O / 23.787°S 46.584°O / -23.787; -46.584
Obras 27 de março de 1925 (93 anos)-?
Data de inauguração 27 de março de 1925 (93 anos)
Tipo reservatório
Reservatório
Área alagada 106,6[1] km²
Área de drenagem 474,56[2] km²
Vazão 4,7 /s
Dados da albufeira
Capacidade total 995 milhões de
Capacidade útil 474,56[2]
Observações Volume: Total da Represa Billings, incluindo o braço do Rio Grande
Vazão: Média anual 2006
[3]

A represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. A oeste, faz limite com a bacia hidrográfica da Guarapiranga e, ao sul, com a serra do Mar. Seus principais rios e córregos formadores são o Rio Grande ou Jurubatuba, Ribeirão Pires, Rio Pequeno, Rio Pedra Branca, Rio Taquacetuba, Ribeirão Bororé, Ribeirão Cocaia, Ribeirão Guacuri, Córrego Grota Funda e Córrego Alvarenga.[4]

A Represa Billings possui espelho d’água de 10 814 ha. Devido a seu formato peculiar, a represa está subdividida em oito unidades, denominadas braços: Rio Grande, Rio Pequeno, Capivari, Pedra Branca, Taquacetuba, Bororé, Cocaia e Alvarenga.[5]

Em função do elevado crescimento populacional e industrial da Grande São Paulo ter ocorrido sem planejamento, principalmente ao longo das décadas de 1950 a 1970, a represa Billings possui pequenos trechos poluídos com esgotos domésticos, industriais e metais pesados. Apenas os braços Taquecetuba e Riacho Grande são utilizados para abastecimento de água potável pela sabesp, às águas de São Paulo, São Bernardo, Diadema e Santo André[6]. Em 2015, o governo de São Paulo decidiu usar um braço do Rio Pequeno para reforçar o Sistema Alto Tietê e abastecer a Grande São Paulo.[7]

A pesca amadora é muito praticada, devido às espécies de peixes encontradas, como tilápias, lambaris, carpas húngaras e traíras, entre outras.

Sistema Rio Grande[editar | editar código-fonte]

O sistema é composto de toda a Represa Billings, com seu corpo central e o braço do Rio Grande.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1910, o engenheiro Walter Charnley escolheu na Serra do Mar as escarpas de 640 m do Itapanhaú, que deságua em Bertioga, como local de um grande projeto de geração de energia. Em 1923, o engenheiro americano Asa White Kenney Billings preferiu que fosse represado o Rio Grande ou Jurubatuba e desviasse as águas através de um canal chamado Summit Control para o Córrego das Pedras, com curso serra abaixo.

A represa foi idealizada em 27 de março de 1925 pelo engenheiro Billings, empregado da extinta concessionária de energia elétrica Light, daí o nome. Inicialmente, a represa tinha o objetivo de armazenar água para gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão.

Em 1925, a Light iniciou a construção do dique do Rio das Pedras. A represa foi inundada em 1927 e a Light iniciou a construção do dique do Rio Grande, em 1937. Na década de 1940 foram construídas estações elevatórias Pedreira e Traição para aumentar a vazão de água, trazendo problemas ambientais.[8]

O projeto foi ampliado e em 1949, foi planejado o novo reservatório (rebatizado de Billings) que receberia todas as águas do Alto Tietê. No início dos anos de 1980, foi construído uma barragem que separa o braço do Rio Grande do corpo principal do reservatório. Desde o ano 2000, há uma nova captação em um dos braços mais ao sul, denominado Taquacetuba[3].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Título ainda não informado (favor adicionar)». www.sabesp.com.br 
  2. «Título ainda não informado (favor adicionar)». www2.santoandre.sp.gov.br 
  3. a b SOLIA, Mariângela; FARIA, Odair Marcos; ARAÚJO, Ricardo. Mananciais da região metropolitana de São Paulo. São Paulo: Sabesp, 2007
  4. Tortorello, Marquinho (11 de agosto de 2006). «PROJETO DE LEI Nº 512, DE 2006 - Cria o "PROGRAMA DE PEIXAMENTO NA REPRESA BILLINGS"». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo 
  5. Pompêo, Prof. Dr. Marcelo. «A represa Billings e as captações de água bruta». ecologia.ib.usp.br. Consultado em 30 de abril de 2018. 
  6. Claudia Mayara (27 de março de 2014). «Billings poderia ser caixa d'água da região metropolitana de São Paulo». ABCD Maior. Consultado em 10 de julho de 2014. 
  7. «SP altera plano para captar água da Billings e escolhe rio menos poluído». São Paulo. 19 de março de 2015 
  8. «Título ainda não informado (favor adicionar)». intra.pmsp 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]