Represa de Guarapiranga

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Represa de Guarapiranga
Represa de Guarapiranga}}
À esquerda, o rio Jurubatuba; à direita, o Rio Pinheiros; no centro, o Rio Guarapiranga; ao fundo, a Represa de Guarapiranga. Todos na região de Socorro, na zona sul da cidade de São Paulo.
Sistema Sistema Guarapiranga
Nome Represa de Guarapiranga
Espelho d'água 26,6 km²
Área de drenagem 632 km²
Localização São Paulo
Volume de armazenamento 171 200 000 [1]
Vazão 23,8 /s
Início de operação 1928 (para abastecimento de água)
Observações Vazão: Média anual 2006[2]

A Represa de Guarapiranga, construída pela São Paulo Tramway Light and Power Co. em 1908, é um reservatório para o abastecimento de água potável situado na divisa entre os municípios de São Paulo, Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu, no estado de São Paulo, no Brasil.[3] É, ainda, utilizada para o controle das cheias dos rios da região e como local de esportes e lazer, destacando-se a importância nos esportes de velaː há vários clubes de iatismo no seu entorno, como o Yacht Club Santo Amaro, berço de vários campeões.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Guarapiranga" é derivado do termo tupi antigo gûarapiranga, que significa "guarás vermelhos" (gûará, guarás + pirang, vermelho + a, sufixo). O guará é uma ave que nasce preta e que vai se tornando vermelha à medida em que cresce.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Inaugurada em 1908, sua finalidade era, originalmente, atender às necessidades de produção de energia elétrica na Usina Hidrelétrica de Parnaíba.

Inicialmente conhecida por Represa de Santo Amaro, Guarapiranga teve sua construção iniciada em 1906 pela São Paulo Tramway, Light and Power Company, na época responsável pelo fornecimento de energia elétrica na cidade, sendo concluída em 1908.[2] Em 1928, com o crescimento da região metropolitana de São Paulo, Guarapiranga passou a servir como reservatório para o abastecimento de água potável.[5] Nesse mesmo ano, a represa foi o local de chegada dos aviadores italianos que fizeram uma das primeiras travessias aéreas do Atlântico Sulː Francesco de Pinedo, Carlo del Prete e Vitale Zacchetti.[6]

A construção da Represa de Guarapiranga e, posteriormente, da Billings, foi decisiva para o desenvolvimento da região de Santo Amaro, então um vilarejo autônomo nos arrabaldes da cidade de São Paulo.

A partir dos anos 1920 e 1930, um crescente interesse pela ocupação das margens da represa fez surgir loteamentos pioneiros que procuravam oferecer, ao cidadão paulistano, uma opção de lazer náutico. Daí, o surgimento de bairros com nomes como Interlagos, Veleiros, Riviera Paulista e Rio Bonito. Foi o local de disputa do torneio de vela dos Jogos Pan-Americanos de 1963. Entre as décadas de 1980 e 1990, a ausência de políticas claras de uso e ocupação do solo por parte do Governo do Estado com parceria da Prefeitura de São Paulo e dos municípios vizinhos contribuiu para a criação de loteamentos populares clandestinos ao redor da represa, que cresceram desordenadamente e que jogam, na represa, esgoto não tratado.

O lançamento de esgoto levou ao aparecimento de algas e o comprometimento da qualidade do manancial e da água para abastecimento humano, obrigando a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) a investir pesadamente em programas de tratamento para minimizar o problema, que já estava grave.

Em 2007, teve início um projeto de revitalização da orla da represa de Guarapiranga, desenvolvido pela Subprefeitura da Capela do Socorro e pelo governo do estado. A obra incluiu novo parque, uma via panorâmica circundando toda a represa, ciclovia e calçada, além da árvore de natal inaugurada no dia 9 de dezembro de 2008.[7][8]

Em junho de 2008, foi anunciado o início das obras de urbanização e infraestrutura de centenas de favelas da região, melhorando a qualidade de vida dos habitantes e a preservação das áreas de mananciais.[9] Em 2011, foi palco do primeiro Mundialito de Clubes de Futebol de Areia. Atualmente, é utilizada para abastecimento de água potável para a Região Metropolitana de São Paulo através da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A represa foi formada originalmente pelo represamento do Rio Guarapiranga. Seus principais tributários são o rio Embu-Guaçu e o rio Embu-mirim, além de outros córregos de menor porte, abrangendo áreas dos municípios de São Paulo, Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu.

Nas suas margens, existem praias artificiais e marinas de barcos.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser uma região afastada das áreas centrais da cidade de São Paulo (subúrbio), a represa é um de seus principais ícones naturais e é muito procurada para lazer, devido a suas praias, parques, pela pesca amadora e esportes, com destaque para os esportes de vela, pois o local abriga vários clubes de iatismo em sua margens.

A represa ainda possui algumas ilhas, com destaque para a Ilha do Eucalipto, a maior delas, e para a Ilha dos Amores, que, em dezembro de 2008, abrigou uma árvore de natal de 30 metros de altura com as cores do Brasil, a qual faz parte do projeto Natal Iluminado, realizado pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).[7]

De carro, é possível chegar nos polos comerciais ao redor da represa pela Marginal Pinheiros, até a Avenida Atlântica (antiga Avenida Robert Kennedy). De transporte público, é possível pegar as linhas 6028 (Terminal Santo Amaro - Riviera), 737G (Terminal Santo Amaro - Terminal Guarapiranga), 6019 (Terminal Guarapiranga - Jd. Alfredo), 7710 (Metro Ana Rosa - Terminal Guarapiranga), 6505 (Terminal Bandeira - Terminal Guarapiranga), 637A (Pinheiros - Terminal Guarapiranga) e 745M (Campo Limpo - Shopping SP Market), da SPTrans em direção à represa.

Parque Guarapiranga[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 1999, o Parque Guarapiranga reúne trilhas, lanchonete, churrasqueiras, dois campos de futebol, palco para shows, um viveiro com mais de 379 mil mudas de plantas, aproximadamente 500 espécies diversas de animais e uma pista de concreto de 1,6 km de extensão que passa por sobre as águas da represa.[10]

O parque ocupa 28 km (7%) do entorno da represa, e abriga diversos clubes e escolas de variados esportes aquáticos, com aulas para quem deseja aprender a velejar ou a surfar de windsurf.

Para quem busca tranquilidade, o Salão Oval disponibiliza atividades voltadas para a terceira idade, como ioga, dança e ginástica chinesa. O espaço é mantido por voluntários.

Para o público infantil, o Parque conta com uma Brinquedoteca, mantida pela empresa Estrela. Há ainda um anfiteatro, um inocento e uma biblioteca com mais de oito mil itens.

Outro destaque é o Museu do Lixo, cujo acervo conta com os mais variados objetos encontrados no fundo da represa, que vão de latas de refrigerantes até sofás e geladeiras.

Ver também

Referências

  1. Sabesp - Divisão de Gestão e Desenvolvimento Operacional de Recursos Hídricos Metropolitanos (22/02/2015). Boletim dos Mananciais, http://site.sabesp.com.br/uploads/file/boletim/boletim_mananciais_22fev15.pdf. Visitado em 22/02/2015.
  2. a b SOLIA, Mariângela; FARIA, Odair Marcos; ARAÚJO, Ricardo. Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo. São Paulo: Sabesp, 2007
  3. Revista Turismo. Disponível em http://www.revistaturismo.com.br/passeios/guarapiranga.htm. Acesso em 16 de agosto de 2016.
  4. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 562.
  5. Prefeitura da Cidade de São Paulo. . "História da Represa de Guarapiranga".
  6. Revista Turismo. Disponível em http://www.revistaturismo.com.br/passeios/guarapiranga.htm. Acesso em 16 de agosto de 2016.
  7. a b http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/ars/capela_do_socorro/2008/12/0007
  8. ''Cidadedutranaweb. Disponível em https://cidadedutranaweb.wordpress.com/2014/01/15/projeto-orla-da-guarapiranga/. Acesso em 16 de agosto de 2016.
  9. [1]
  10. Gonsales, Tatiane. «Parque Guarapiranga». www.cidadedesaopaulo.com. SPTuris. Consultado em 2016-09-15. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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