Ricardo Gondim

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Ricardo Gondim Rodrigues é teólogo brasileiro, presidente nacional da Igreja Betesda, presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, conferencista. Tem programa de rádio e é colunista de vários veículos de comunicação. É autor premiado de vários livros e artigos polêmicos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu católico de uma família que não teve padres e freiras na árvore genealógica" e, contrariando as perspectivas familiares, ingressou na Igreja Presbiteriana, onde participou efetivamente e liderou a "União de Mocidade" onde "acreditava ser um dos eleitos" da "presciência" de Deus, crendo fielmente em todos seus dogmas calvinistas, até que teria recebido o batismo com o Espírito Santo e, segundo suas palavras, fora "intimado a comparecer a uma versão moderna da Inquisição", onde lhe pediram: "Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de nos transformarmos em algozes".[1]

Por influência de seu "melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária", ingressou na Assembleia de Deus, onde percebera que a mesma "estava engessada" e "sobrava legalismo", passando a denunciar, segundo o próprio, a "gerontocracia assembleiana". Afirma que rompeu com a "maior denominação pentecostal do Brasil" e passou a caminhar com a Betesda.[1] [2]

Seus ensinos rompiam com obrigações rigorosas dos Usos e Costumes. Ao escrever o livro "É Proibido: o que a Bíblia Permite e a Igreja Proíbe" em 1998, causou o costumeiro alvoroço em torno de suas polêmicas publicações. O livro hoje não é tão polêmico, dadas as aberturas provocadas pelo segmento protestante, por intermédio da Igreja Universal, mas Ricardo Gondim sempre está sob os olhos do público religioso com inovadoras publicações teológicas, tendo por último abraçado ensinos do Teísmo Aberto.

Por conta disso, esteve envolto em troca de farpas com defensores de outras teologias. Não aderiu abertamente o Teísmo Aberto mas nomeou sua pretensão de Teologia Relacional, que nada mais seria que uma variante do Teísmo Aberto. Chegou a afirmar que rompia com o protestantismo, mas depois retificou sua fala ao publicar que seu rompimento era com os religiosos e sua "ortodoxolatria".

Sempre negou ser teísta aberto, mas nunca negou sua atração por conceitos ensinados por Clark Pinnock. Publicou alguns artigos falando da impossibilidade de Deus conhecer o que não pode ser conhecido, e tornou-se, no Brasil, um dos maiores representantes dessa teologia, com nuances antropomorfistas, juntamente com Ed René Kivitz.

Por conta dessa última polêmica,[3] conquistou vários manifestos calvinistas contra sua linha de raciocínio, o que resultou numa instabilidade em sua congregação religiosa e houve uma reação de alguns líderes e membros de sua igreja. Ricardo Gondim, então abriu o patrimônio da Igreja Betesda onde ofereceu a liberdade de seus pastores saírem com suas igrejas, somente não abrindo mão do nome da igreja, o que considerava seu maior patrimônio. Por volta de quarenta pastores saíram da Igreja Assembléia de Deus Betesda, levando o patrimônio que geriam e formaram outras congregações religiosas.

Em 2008 desvinculou-se da Assembleia de Deus, tornando a Betesda uma comunidade cristã independente. A partir de 2012 começa a definir e ministrar o tema Espiritualidade Viva.

Seus livros e escritos, em alguns casos, denunciam uma suposta mentira e manipulação pastoral. É um dos oponentes da teologia da prosperidade, da maldição hereditária, própria do neopentecostalismo, além de crítico da teologia calvinista.

Entre os calvinistas encontra uma forte manifestação de denúncia e já foi apontado como detentor de doutrina herética.

É um preletor carismático e participa de eventos que não são muito comuns aos pastores pentecostais, tendo anunciado participação, pela décima vez, numa maratona. [4]

É criticado por dissimular em seus textos uma piedade teatral, muitas vezes baseada no ataque ao capitalismo. Por isso, é constantemente categorizado como "socialista" e atacado por usar a pobreza africana recorrentemente como forma de "condenação da sociedade capitalista". [5]

Com isso, muitos afirmam que Ricardo Gondim se utiliza de dois expedientes populistas inerentes aos evangélicos, a saber: denúncia do pastorado protestante (ao mesmo tempo em que não se afasta enquanto pastor) e denúncia das igrejas protestantes (ao mesmo tempo em que não deixa de dirigir e receber proventos de uma igreja protestante).

Devido a isso, é chamado de oportunista pelos calvinistas.

É famoso no Twitter, tendo muitos seguidores. Apesar disso, também é acusado de utilizar as redes sociais para demonstrar uma falsa conotação pietista, sempre baseada na emoção e na percepção da pobreza alheia. O caso ficou tão escancarado que chegou a ser registrado no Tumblr, através do print de dezenas de mensagens semelhantes sobre choro e sofrimento.[6]

Reforça essa dissimulação a repetição de denúncias ao movimento evangélico, como por exemplo o texto "Deus nos livre de um Brasil evangélico". [7]

Ainda que considerado um expoente do pensamento evangélico na década de 1990, atualmente encontra-se esquecido no meio protestante devido ao seu posicionamento agnosticista.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A Cura da depressão
  • Saduceus e Fariseus
  • Os santos entram em guerra (1993)
  • O Evangelho da nova Era (1993)
  • Ultrapassando barreiras - Vol. 2 - Ricardo Gondim e outros (1994)
  • Creia na possibilidade da vitória (1995)
  • Fim de Milênio: os Perigos e Desafios da Pós-Modernidade na Igreja (1996) ISBN 8585931310
  • É Proibido: o que a Bíblia Permite e a Igreja Proíbe (1998) ISBN 85-7325-181-6
  • Cristianismo, Verdade ou Embuste (1998)
  • Vivendo em Triunfo (2000)
  • Orgulho De Ser Evangélico (2000) ISBN 85-86539-31-7
  • Artesãos de uma Nova História (2001) ISBN 8573521422
  • Como Vencer a Inconstância (2004) ISBN 8573677686
  • A presença imperceptível de Deus (2005)
  • Triunfando num mar de crises (2005)
  • Você acredita em maldição familiar? (2005)
  • Do púlpito 5 (2006) ISBN 85-871-4405-7
  • O Que os Evangélicos (Não) Falam (2006) ISBN 85-86539-92-9
  • Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas (2007) ISBN 978-85-7779-011-1
  • Sem perder a alma (2008) ISBN 9788578450038
  • Direto ao ponto (2009) ISBN 9788562562006
  • Missão Integral: em busca de uma identidade evangélica (2009) ISBN 9788586671661
  • Deus imerso no sofrimento humano (2010)
  • Pensando fora da caixa (2010)
  • Possibilidades para a Fé Cristã (2011) ISBN 9788563607553
  • Não Desperdice sua Vida (2012)
  • Pra começo de conversa (2012)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b http://lideranca.org/cgi-bin/index.cgi?action=viewnews&id=292
  2. Nota: Apesar da declaração do próprio, a referida igreja constitui em seu batismo o título: "Assembléia de Deus", e inclui-se entre os pentecostais.
  3. http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=66&sg=0&form_search=&pg=1&id=1557
  4. http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=66&sg=0&form_search=&pg=1&id=1622
  5. O mundo agoniza | Ricardo Gondim www.ricardogondim.com.br. Visitado em 2015-09-19.
  6. Lágrimas, dores e prantos de Ricardo Gondim chorodericardogondim.tumblr.com. Visitado em 2015-09-20.
  7. Deus nos livre de um Brasil evangélico | Ricardo Gondim www.ricardogondim.com.br. Visitado em 2015-09-19.
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