Rio Tâmisa

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Rio Tâmisa / Rio Tamisa
Thames map.png
Nome local
(en) ThamesVisualizar e editar dados no Wikidata
Localização
Continente
País
Localização
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
346 km
Hidrografia
Tipo
Área da bacia
15 300 km2Visualizar e editar dados no Wikidata
Nascente
perto da aldeia de Kemble
Afluentes
principais
Tributaries of the River Thames (en), River Colne (en), River Brent (en), Cherwell (en), Rio Fleet, River Medway (en), Westbourne (en), River Ravensbourne (en), River Neckinger (en), River Wey (en), River Windrush (en), River Coln (en), River Mole (en), River Darent (en), River Roding (en), River Effra (en), River Kennet (en), River Evenlode (en), River Thame (en), Bow Creek (en), Abbey River (en), Bulstake Stream (en), Colne Brook (en), Ebbsfleet River (en), Longford River (en), Mardyke (en), River Ash (en), River Bourne (en), River Bourne (en), River Churn (en), River Cole (en), River Ember (en), River Ingrebourne (en), River Key (en), River Leach (en), River Loddon (en), River Ock (en), River Pang (en), River Peck (en), River Ray (en), River Rom (en), River Wye (en), The Cut, Berkshire (en), Hogsmill River (en), Hinksey Stream (en), River Crane (en), Earl's Sluice (en), Yantlet Creek (d), Parr’s Ditch (d), River Wandle (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Inclui
The Isis (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Caudal médio
66 m3/sVisualizar e editar dados no Wikidata
Foz
Ponte da Torre sobre o Tâmisa, em Londres

O rio Tamisa (português europeu) ou Tâmisa (português brasileiro) (em inglês: River Thames) é um curso de água do sul da Inglaterra que banha Oxford e Londres e desagua no mar do Norte. Nasce perto da aldeia de Kemble na região de Cotswolds e atravessa Oxford, Wallingford, Reading, Henley-on-Thames, Marlow, Maidenhead, Eton, Windsor e Londres. Com 346 km de extensão, é o maior rio inteiramente em solo inglês e o segundo maior de todo o território do Reino Unido.

O rio Tâmisa[editar | editar código-fonte]

Dos tempos do Grande Fedor – como o Tâmisa ficou conhecido também como rio fedorento em 1858, quando as sessões do Parlamento do Reino Unido foram suspensas por causa do mau cheiro – até hoje, foram quase 120 anos de investimento na despoluição das águas do rio que cruza a cidade de Londres. Milhares de milhões de libras mais tarde, remadores, velejadores e até pescadores voltaram a usar o Tâmisa, que hoje conta com 121 espécies de peixes.

Se a poluição começou ainda nos anos de 1610, quando a água do rio deixou de ser considerada potável, a despoluição só foi começar a partir de meados do século XIX, na época em que o rio conquistou a infame alcunha com o seu mau cheiro.

A decisão de construir um sistema de captação de esgotos também deve muito às epidemias de cólera das décadas de 1850 e 1860. A infraestrutura construída então continua até hoje como a espinha dorsal da rede atual, apesar das várias melhorias ao longo dos anos. Na época, os engenheiros criaram um sistema que simplesmente captava os dejetos produzidos na região metropolitana de Londres e os despejava no Tâmisa alguns quilômetros rio abaixo.

Na época, a solução funcionou perfeitamente, e o rio voltou a se recuperar por alguns anos. No entanto, com o crescimento da população, a mancha de esgoto foi subindo o Tâmisa e, por volta de 1950, o rio estava, mais uma vez, biologicamente morto. Foi então que as primeiras estações de tratamento de esgoto da cidade foram construídas.

Reintrodução artificial do salmão[editar | editar código-fonte]

Em 1979, o salmão – que é reconhecidamente sensível à poluição, foi reintroduzido no rio, tendo sido escolhidos espécimes ainda imaturos para que fossem por instinto até ao mar e de seguida subissem o rio de modo a reproduzirem-se naturalmente. No entanto, em 2006 e pela primeira vez desde o início desta experiência, não foi detectado um único salmão, o que leva a crer que o projeto esteja à beira de falhar.[1]

ONG[editar | editar código-fonte]

No início de março de 2010, o rio teve o nível mais baixo já registrado, o que revelou uma enorme quantidade de lixo, especialmente de garrafas e sacos de plástico. A ONG Thames21 tenta realizar a limpeza periódica do rio. Em dez anos, ela contabiliza que foram retiradas do rio cerca de 250 000 sacolas plásticas[2].

Londres vista do Tâmisa (foto:Maureen Lunn/Flckr)

Locais onde o rio passa[editar | editar código-fonte]

O rio atravessa diversas áreas urbanas do Reino Unido e é atravessado por cerca de 114 pontes, vinte túneis, seis linhas férreas e um vau.

As pontes em Londres são:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Salmon are turning their back on Thames
  2. NINNI, Karina (22 de março de 2010). Londres - Poluição ancestral. Caderno Planeta. Jornal O Estado de S.Paulo
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