Robert Delaunay

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Autoretrato (1906), no Musée National d'Art Moderne de Paris

Robert Delaunay (12 de abril de 1885 - 25 de outubro de 1941) foi um artista francês que usava o abstracionismo e o cubismo no seu trabalho.

Delaunay, concentrado no Impressionismo, quando quis trabalhar mais tarde era mais abstrato, reminiscente de Paul Klee. Sua influência chave relacionou-como gay ao uso bold(realce) da cor, e a um amor desobstruído da experimentação da profundidade e do tom.

Vida e Obra[editar | editar código-fonte]

Quando Delaunay tinha nove anos, os pais divorciaram-se tendo a partir de então sido criado pela tia, irmã de sua mãe, e marido, em La Ronchère (perto de Burges).[1]

Começou a pintar em uma idade precoce, e em 1903 produzia imagens maduras em um estilo confiante e impressionista.

Em 1908, após um semestre no serviço militar como bibliotecário de um regimento, encontrou-se com Sarah Stern com que mais tarde casaria passando esta a ser Sonia Delaunay, apesar de na época ser casada com um negociante de arte alemão.

No início de 1909, Delaunay reencontra Sonia Stern quando ambos convivem com artistas famosos. Assistem juntos ao triunfo de Louis Blériot que atravessa o canal da Mancha, e passeiam juntos algum tempo na Drôme. Ela ainda está casada com Wilhelm Uhde, mas é um casamento de fachada para facilitar a aquisição por Sonia da nacionalidade francesa. Pouco depois Sonia divorcia-se para se casar em 15 de novembro de 1910 com Robert Delaunay, de quem está grávida.[2] A 18 de janeiro de 1911 nasce o filho Charles.

Em 1909, Delaunay começou a pintar uma série de estudos da cidade de Paris e da Torre Eiffel, tendo pintado uma pequena Torre Eiffel que oferece e Sonia como presente de casamento.[1]:26

Pelo convite de Wassily Kandinsky, Delaunay junta-se ao grupo "O Cavaleiro Azul" (Der Blaue Reiter), um grupo de artistas abstratos de Munique, em 1911, e sua arte se volta ao abstrato.

Na deflagração da I Guerra Mundial Delaunay e sua esposa encontravam-se de férias na Espanha, e acabaram se estabelecendo com amigos em Portugal durante o conflito. Vieram viver, juntamente com o filho Charles, para Vila do Conde entre o Verão de 1915 e inícios de 1917, numa casa a que chamaram La Simultané. Aí aprofundaram a amizade com os pintores Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros. Robert, tal como Sonia, fascinados pela luz portuguesa, desenvolveu aí as suas teorias sobre a cor simultânea. Neste período, o casal assumiu vários trabalhos desenhando trajes para a ópera de Madrid, e Sonia Delaunay começou um negócio de design de moda. Até meados de 1916 tiveram, em Vila do Conde, a companhia do pintores Eduardo Viana e Samuel Halpert.

Após a guerra, em 1921, retornaram a Paris. Delaunay continuou a trabalhar em um estilo na maior parte abstrato. Durante a Feira Mundial de Paris em 1937, Delaunay participa no projeto da estrada de ferro e dos pavilhões de viagem aérea.

Com o início da II Guerra Mundial, os Delaunays mudam-se para Auvérnia (Auvergne) com o intuito de fugir às forças invasoras alemãs. Sofrendo de cancro, Delaunay não estava capaz de ser transferido de localidade em localidade, e sua saúde deteriorou-se. Morre em Montpellier, a 25 de outubro de 1941, aos 56 anos, vítima de cancro. O seu corpo foi transladado para Gambais em 1952.

Obras[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Catálogo da exposição «Robert Delaunay, de l’impressionnisme à l'abstraction» no Centro Georges-Pompidou, de 3 de Junho a 16 de Agosto de 1999, Paris, Éditions du Centre Pompidou, 1999, p. 17.
  2. Mairie do 16º Arrondissement, Registo de nascimento número 388, ano de 1885 (ed.). «Archives de l'état civil de Paris en ligne» 

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