SG-1000

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SG-1000
SG-1000
Fabricante Sega
Tipo Console de videogame
Geração Terceira geração
Lançamento SG-1000
  • JP 15 de julho de 1983
SG-1000 II
  • JP julho de 1984
Descontinuado SG-1000
  • JP julho de 1984
SG-1000 II
  • JP outubro de 1985
Mídia Cartucho
CPU NEC 780C (compatível com Z-80A)
Controladores 1 a 2 gamepads
Retrocompa-
tibilidade
SC-3000
Sucessor Master System

O SG-1000 foi um console de videogame da terceira geração, lançado pela Sega em 1981 (na sua versão de testes) e em 1983 (para o mercado japonês).[1][2]

Este console não obteve grande representatividade. Porém, seu sucessor (o Master System) alcançou grande sucesso no mercado dos consoles.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Este foi o primeiro videogame da Sega, marcando a entrada da empresa no ramo. Entretanto, o mesmo não representou significativa ameaça aos consoles existentes em sua época.[3]

O SG-1000 alcançou apenas os mercados japonês (considerado como o principal) e australiano. Algum tempo depois do seu lançamento, a Telegames levou aos Estados Unidos o Personal Arcade, sendo este considerado um clone do Dyna da Bit Corp (então possuidor de duas entradas para cartuchos, sendo uma destinada aos jogos do Coleco e outra para o SG-1000).[3][4]

Demais versões[editar | editar código-fonte]

O console SG-1000 recebeu outras versões em seu histórico de vida. As mesmas estarão explanadas mais abaixo.[2]

SG-1000 II[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1984, a Sega lançou o SG-1000 II. Este modelo apresentava mais recursos e um acessório (teclado), que transformava o console no computador doméstico SC-3000 (possuindo retrocompatibilidade com os seus jogos).[5] Também foi lançado um opcional chamado CardCatcher,[6] que permitia ao mesmo ler jogos em cartões (este extra viria incluso posteriormente no Sega Mark III).

Sega Mark III[editar | editar código-fonte]

O console Sega Mark III.

O Sega Mark III era tecnicamente equivalente ao Master System.[3] Foi lançado no Japão em 20 de outubro de 1985, para competir com o Famicom (nome japonês do Nintendo 8-bits). Sucedeu os modelos os SG-1000 e SG-1000 II. As suas especificações técnicas eram semelhantes às presentes no SG-1000 II, contendo como adição um sistema de vídeo melhorado e uma quantidade maior de memória RAM.[7]

O sistema era compatível com os títulos para as versões anteriores do SG-1000. Além da entrada para cartuchos, possuía uma entrada para os Sega Cards, que eram fisicamente idênticos aos cartões para o acessório CardCatcher.[7]

O Mark III foi redesenhado como o Master System para o lançamento em outros mercados. Se tratando principalmente de uma revisão estética, já que as partes internas permaneceram iguais. Essa revisão final foi lançada no Japão em 1987, contando com a adição de um processador de som Yamaha YM2413 (opcional para este modelo), um controle melhorado e o adaptador para óculos de terceira dimensão.

Seus cartuchos lançados fora do Japão possuíam um formato e pinagem diferentes dos mesmos destinados ao mercado japonês, revelando uma forma de trava regional.[4] O último jogo lançado foi Portrait of Loretta, em 18 de fevereiro de 1987.[8] No ano de 2006, o serviço de jogos por assinatura GameTap adicionou um emulador do SG-1000 e vários títulos jogáveis.[9]

Propriedades técnicas[editar | editar código-fonte]

SG-1000 I e II[editar | editar código-fonte]

Este modelo possuía as seguintes especificações:[10]

  • Processador: NEC 780C (clone do Zilog Z-80); 8-bit com clock de 3,58 Mhz.
  • Memória RAM: 2kb (espelhada ao longo de uma área de 16kb).
  • Video RAM: 16kb.
  • Gráficos: 16 cores possíveis; resolução de 256 x 192 (40 x 24 em modo texto).
  • Áudio: 3 Canais de som mono pelo chip SN 76489.
  • Mídia: cartuchos.

Sega Mark III[editar | editar código-fonte]

Este modelo possuía as seguintes especificações:[7]

  • Processador: Zilog Z-80 8-bit com clock de 3,58 Mhz.
  • Memória RAM: 8kb (espelhada ao longo de uma área de 16kb).
  • Video RAM: 16kb.
  • Gráficos: 64 cores possíveis (32 simultâneas); resolução de 256 x 192 (40 x 24 em modo texto).
  • Áudio: 3 canais de som mono pelo chip SN 76489 + 9 canais de som mono pelo chip Yamaha YM2413.
  • Mídia: cartuchos ou Sega Cards.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Pollack, Andrew (1982). «WHAT'S NEW IN VIDEO GAMES; TAKING THE ZING OUT OF THE ARCADE BOOM...». The New York Times (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2018 
  2. a b «SG-1000 - VGDB - Vídeo Game Data Base». www.vgdb.com.br. Consultado em 16 de julho de 2018 
  3. a b c Plunkett, Luke (19 de janeiro de 2017). «The Story of Sega's First Console, Which Was Not The Master System». Kotaku (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2018 
  4. a b Kohler, Chris (10 de fevereiro de 2009). «Playing the SG-1000, Sega's First Game Machine». WIRED (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2018 
  5. «[セガハード大百科] SG-1000II | Sega SG-1000 II». sega.jp (em japonês). Consultado em 16 de julho de 2018 
  6. «[セガハード大百科] カードキャッチャ | CardCatcher». sega.jp (em japonês). Consultado em 16 de julho de 2018 
  7. a b c Lemes, Daniel (24 de setembro de 2012). «História do Master System (Sega Mark III)». Memória BIT. Consultado em 16 de julho de 2018 
  8. «[セガハード大百科] SC/SG対応ソフトウェア | Sega SG-1000 games list». sega.jp (em japonês). Consultado em 16 de julho de 2018 
  9. «GameTap Celebrates Sonic's 15th Anniversary With Rare Content From Import-Only Console, Lock-On Genesis Games, And New TV-On-The-Web Programming». GamesIndustry.biz (em inglês). 23 de junho de 2006. Consultado em 16 de julho de 2018 
  10. «[セガハード大百科] SG-1000 各種データ | SG-1000 Technical specifications». sega.jp (em japonês). Consultado em 16 de julho de 2018 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

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