Salomé (filme de 1923)

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Salomé
Em Portugal Salomé[1]
 Estados Unidos
1923 •  pb •  74 min 
Direção Charles Bryant
Roteiro Oscar Wilde
Natacha Rambova
Elenco Alla Nazimova
Mitchell Lewis
Rose Dione
Earl Schenck
Arthur Jasmine
Nigel De Brulier
Frederick Peters
Louis Dumar
Gênero mudo
filme de drama
Cinematografia Charles Van Enger
Distribuição Nazimova Productions
Lançamento Estados Unidos 15 de fevereiro de 1923
Idioma inglês (intertítulos)
Página no IMDb (em inglês)

Salomé é um filme mudo estadunidense de 1923, do gênero drama, dirigido por Charles Bryant e estrelado por Alla Nazimova.[2] Trata-se de uma adaptação cinematográfica da peça homônima Oscar Wilde, por sua vez uma versão livre da história bíblica do rei Herodes e a execução de João Batista (aqui, como na peça de Wilde, chamada Jokaanan), a pedido de sua enteada, Salomé, a quem ele deseja.

Salomé é muitas vezes considerado um dos primeiros filmes de arte a serem feitos nos Estados Unidos.[3] Os trajes altamente estilizados, a atuação exagerada, os sets minimalistas e a ausência de tudo, menos o mais necessário, permitem uma imagem de tela muito mais focada na atmosfera e em transmitir um senso maior nos desejos individuais dos personagens do que no desenvolvimento de tramas convencionais.

Produção[editar | editar código-fonte]

Apesar do filme ter apenas um pouco mais de uma hora de duração e não ter nenhuma ação real, custou mais de US $ 350.000 para ser feito. Todos os sets foram construídos em ambientes fechados para poder controlar completamente a iluminação. O filme foi filmado completamente em preto e branco, fiel as ilustrações feitas por Aubrey Beardsley na edição impressa da peça de Wilde.[4] Os trajes, projetados por Natacha Rambova, utilizaram apenas material da Maison Lewis de Paris, como a verdadeira tanga prateada pramada usada pelos guardas.

Nenhum estúdio conhecido seria associado ao filme, e o foi anos depois de sua conclusão antes de ser lançado, por um distribuidor independente menor. Foi um completo fracasso na época e marcou o fim da carreira produtiva de Nazimova.

Elenco gay[editar | editar código-fonte]

Há um rumor de longa data, que parece ter começado enquanto o filme ainda estava em produção e foi afirmado pelo cronista da decadência de Hollywood Kenneth Anger, que o elenco do filme é composto inteiramente de atores gays ou bisexuais em homenagem a Oscar Wilde, como por demanda da estrela e produtora Nazimova.[5]

Recepção crítica e legado[editar | editar código-fonte]

Uma crítica feita na revista Screenland descreveu Salomé como "uma pintura habilmente acariciada na tela de prata" e que "os poetas e os sonhadores encontrarão delícias imaginativas nos sets estranhos e na atuação mais estranha ainda, deprimente às vezes, para pessoas comuns. E vale a pena ver Nazimova equilibrar sua cabeça de árvore de Natal!".[6]

O filme foi nomeado em 2001 pelo American Film Institute na lista de AFI's 100 Years... 100 Passions.[7]

Galeria[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. «Salomé». Portugal: CineCartaz. Consultado em 3 de dezembro de 2018 
  2. «Sobre o filme». Consultado em 8 de junho de 2016 
  3. Getty Center. «Film Series: The Ornament and the Enchantress». The J. Paul Getty Trust. Consultado em 25 de novembro de 2012 
  4. «The Shadow Stage». New York: Photoplay Publishing Company. Photoplay. Agosto de 1922. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  5. Theophano, Teresa. «Film Actors: Lesbian». glbtq, Inc.,. Consultado em 25 de novembro de 2012 
  6. «Little Hints». Hollywood, California: Screenland Publishing Company. Screenland. Setembro de 1922. Consultado em 24 de agosto de 2015 
  7. «AFI's 100 Years...100 Passions Nominees» (PDF). Consultado em 19 de agosto de 2016 
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