Sealand

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Principality of Sealand
Principado de Sealand
Flag of Sealand.svg
Sealand Coat of Arms.svg
Bandeira Brasão de Sealand
Lema: E mare libertas
Latim Do mar, liberdade
Hino nacional: E mares Libertas
Gentílico: Sealandês

Localização  Principado de Sealand

Localização HMS Rough Towers 51° 53' 40" N 1° 28' 57" E
Capital Sealand
Língua oficial inglês
Governo Monarquia constitucional
 - Príncipe Regente Michael Bates
 - Estabelecimento 2 de Setembro de 1967 
Área  
 - Total 0,025 km² 
 - Água (%) -
População  
 - Estimativa de 2011 27 hab. 
PIB (base PPC)
 - Total US$ 600.000 
 - Per capita US$ 22.000 
Moeda Dólar de Sealand (valor atrelado ao Dólar Americano)
Fuso horário +0
Clima Temperado
Website governamental http://www.sealandgov.org/

Mapa  Principado de Sealand

Principado de Sealand é uma entidade não reconhecida pela ONU, localizada no Mar do Norte a 10 km da costa de Suffolk, no sudeste da Inglaterra (51°53'40"N, 1°28'57"E).[1] [2] [3] [4] [5] O território resume-se a uma grande base naval construída pelo Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. O acesso à ilha apenas é possível por helicóptero ou barco. Outrora chamada de Rough Towers, a base foi uma defesa marítima contra ataques alemães, consistindo em duas grandes torres com capacidade para 200 soldados. Foi desativada assim que a guerra acabou.

Desde 1967, a instalação tem sido ocupada pelo então Major britânico Paddy Roy Bates; seus colegas e familiares afirmam que ela é um Estado soberano independente. Comentadores externos geralmente classificam Sealand como uma micronação ao invés de um estado não reconhecido.[6] Embora tenha sido descrita como menor nação do mundo,[3] [7] Sealand atualmente não é reconhecida oficialmente como um estado soberano por nenhuma outra nação soberana. Apesar de Roy Bates afirmar que ela é reconhecida de facto pela Alemanha, por ter recebido um diplomata alemão na micronação, e pelo Reino Unido, após uma corte inglesa decidir que não possui jurisdição sobre Sealand,[1] nenhuma das ações constituem de jure o reconhecimento.

Historicamente, a fortificação pertence ao Reino Unido, mas está localizada fora dos seus domínios territoriais. O governo de Londres já tentou expulsar a família Bates de Sealand, mas não obteve êxito devido a este fator. Também, a plataforma está fora dos domínios territoriais da França, o que faz de sua localização uma “terra de ninguém”[8] .

História[editar | editar código-fonte]

Precedente[editar | editar código-fonte]

Em 1965, Roy Bates, dono de um pequeno barco frigorífico e tido como uma pessoa excêntrica, mudou-se com sua família para a base militar Knock John Tower e a usava para transmitir a programação de sua rádio pirata, que chamou de Radio Essex. Ele estava protegido legalmente pelo fato de a construção não estar dentro das águas territoriais britânicas. Mais tarde, o governo estendeu os limites do país e a base Knock John acabou fazendo parte dos limites do território britânico. A família Bates recebeu ordem de se retirar, mas pouco tempo depois mudou-se para outra base mais distante da costa, denominada Rough Towers.

Um ano depois, a Marinha de guerra britânica tentou expulsá-lo do local, mas sem êxito. Um juiz deliberou que Sealand está além do limite de três milhas das águas territoriais do Reino Unido, escapando ao controle do governo londrino.

Nove anos mais tarde, Roy, que seria o príncipe de Sealand, introduziu no seu país uma constituição, criou uma bandeira, um brasão de armas e decidiu cunhar dólares de ouro e prata.[9] Por fim, começou a conceder passaportes àqueles que demonstraram ter apoiado os interesses de Sealand.

Invasão[editar | editar código-fonte]

Em 1978, aproveitando a ausência do chefe de estado Roy Bates, um empresário alemão autoproclamado primeiro-ministro de Sealand encenou uma invasão ao estado, dominando-a rapidamente e mantendo as pessoas que ali estavam de reféns, dentre elas o herdeiro Michael. No entanto, ao saber da situação, Roy conseguiu recuperar a ilha, resgatando os reféns e expulsando os invasores. Este foi o acontecimento local mais próximo de uma guerra, sobre o qual não se tem muitas informações - nem o próprio site governamental é muito explícito a respeito. O empresário alemão era Alexander Achenbach, que comprara de Roy Bates um passaporte de Sealand. A Alemanha enviou um diplomata a Londres, mas a Grã-Bretanha não tinha poder sobre Sealand e este foi enviado a Sealand para negociar a soltura de todos.

Fogo[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2006 houve um terrível incêndio em Sealand. A ilha sofreu um devastador incêndio que destruiu muito da administração do país, além do centro de energia. Felizmente, os geradores/sistemas de emergência existentes permitiram o andamento contínuo das atividades, inclusive o governo promoveu vendas de bonés e semelhantes visando a arrecadar fundos para recuperar os estragos, e hoje a plataforma está recuperada.

Hino Nacional[editar | editar código-fonte]

O Hino Nacional de Sealand, intitulado "E Mare Libertas", foi composto pelo compositor londrino Basil Simonenko e adotado em 2001. É uma peça somente instrumental, sem letra. Em 2005 foi gravado pela Slovak Radio Symphony Orchestra e incluído no volume 7 de sua coleção de CDs de hinos nacionais do mundo.

Bienal do Mercosul[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2011 Michael Bates esteve em Porto Alegre, presente na Bienal do Mercosul, realizada em Porto Alegre, acompanhado de seu filho James. Convidado pelos curadores para falar sobre Sealand e a "Geopoética", tema da exposição, o Príncipe também aproveitou o passeio para vender títulos da nobreza de sua nação[10] .

Sealand à venda[editar | editar código-fonte]

Sealand.

No começo de janeiro de 2007, o príncipe Michael de Sealand decidiu pôr a ilha artificial à venda. Considerado o menor país do mundo, Sealand emite os seus próprios passaportes e selos de correio, títulos de nobreza, tem moeda própria e, inclusive, uma seleção de futebol, entre outras características de um Estado independente. Porém os seus habitantes moram em barracões de aço e convivem o tempo todo com o barulho de vários geradores[3] .

Pela plataforma, à qual só é possível chegar de helicóptero ou barco, os proprietários pedem 1 milhão de libras (R$ 3,42 milhões) e detalham as qualidades do local: vista infinita do mar, tranquilidade absoluta garantida, nada de impostos.

Atualmente é Michael - filho de Roy - que está à frente dos destinos desta ilha. Com 54 anos, substituiu o seu pai em 1999 devido a problemas de saúde daquele, mas não mostra grande apego ao seu reino e agora tenciona vendê-lo. "Temos sido os proprietários durante 40 anos, e meu pai tem já 85. Faz falta a descoberta de um processo de rejuvenescimento", afirmou o herdeiro Michael a um jornal inglês. Sobre o preço que pede, ele assinalou: "Falou-se em valores astronômicos, porém veremos o que nos oferecem. O céu é o limite". O "príncipe", que demonstra desinteresse na ilha, vive a maior parte do tempo em terra firme.

The Pirate Bay[editar | editar código-fonte]

Localização de Sealand e o limite das águas territoriais.

Em 2007 os administradores do site The Pirate Bay anunciaram o interesse em comprar Sealand para lá hospedar os seus servidores, que formam "o maior tracker de BitTorrents do mundo" (segundo os próprios). Os fundadores do Partido Pirata estão interessados em ter um pouco de paz e sossego e hospedar seus serviços longe de ações judiciais, como as tentativas feitas pela RIAA (indústria fonográfica estadunidense) e outros. Para conseguir o dinheiro necessário, fizeram campanhas de doações. [11]

Lucros[editar | editar código-fonte]

Sem áreas cultiváveis, indústria florescente ou abundância de recursos naturais, a nação de aço e cimento tem um produto interno bruto (PIB) avaliado em US$ 600 mil, obtido "em sua maior parte por meio de comércio na internet", disse Bates. É pelo site do "governo" de Sealand que se vendem camisetas, bandeiras e bótons - além dos títulos de Lorde e Barão, negociados respectivamente a 29,99 e 44,99 libras esterlinas[12] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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