Ser abissal

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Como ler uma caixa taxonómicaSer Abissal
Melanocetus johnsonii, Ser abissal

Melanocetus johnsonii, Ser abissal
Classificação científica
Reino: Animalia

O ser abissal é o que vive na zona conhecida como abissal que a mais profunda dos oceanos. Geralmente, possui mais de 4 mil metros de profundidade, com temperaturas muito baixas e sem luz.

Os chamados seres abissais são representados por estranhas espécies de peixes com características extremamente peculiares e diferentes do que estamos acostumados.

Para sobreviverem num ambiente tão inóspito eles têm diversas adaptações. Alguns peixes abissais têm boca e estômago capazes de engolir e digerir presas com o dobro do seu tamanho, pois a comida é escassa e possuem um corpo elástico. Muitos desses peixes também apresentam Bioluminescência para atrair suas presas ou lançam flashes ocasionais, ajudando à iluminar o ambiente e também possuem esqueletos leves. [1]

Iluminando o escuro[editar | editar código-fonte]

Alguns seres abissais possuem hastes para atrair as presas com uma luz na ponta, essa luz é gerada a partir de uma glândula de pele que compreende uma lente, refletor de duas substâncias químicas, a luciferina, que serve como combustível, e a luciferase que serve como catalisador, sendo lançadas, e provocando uma combustão, porém a luz lançada é uma luz fria, uma emissão de luz sem emitir calor junto. [2]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Os hábitos desses seres são diferenciados, alguns sobem para a superfície à noite para alimentar-se comendo plâncton, alguns vivem nas profundezas. Os seres abissais são seres capacitados a viver em altas pressões, por isso a superfície não é uma zona restrita para eles, no entanto, como a maioria é cega ou tem visão prejudicada, não sobem a superfície.

Alguns apresentam uma "vara de pesca" com que, literalmente, pescam seu alimento. Na ponta dessa vara há geralmente algum tipo de isca ou uma luz que faz com que o alimento siga até sua boca. Existem muitas dificuldades para esses seres: as altíssimas pressões, as temperaturas baixas, a dificuldade de reprodução e de encontrar comida.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

A reprodução é outra dificuldade para esses seres. Um caso especial é o Melanocetus johnsonii em que o macho, ao encontrar a fêmea, se junta a ela, passando a ter a mesma circulação, como um parasita; a única serventia do macho é armazenar esperma para a fertilização da parceira. Outros seres abissais são hermafroditas, e quando não encontram um parceiro fecundam-se a si mesmos; em alguns a diferenciação sexual é apenas uma questão de amadurecimento. [2]

Outras espécies abissais[editar | editar código-fonte]

Existem várias outras espécies abissais, como os crustáceos, as águas-vivas, as esponjas, os peixes-dumbo, os peixes de vidro, e etc. Não existem seres fotossintetizantes, portanto, não há possibilidade de existir vida herbívora nas fossas abissais, muitos se alimentam de plâncton, restos de peixe e de outros animais da superfície.

Lista de seres abissais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jubilo, Paulo (23 de Julho de 2015). «Os estranhos seres abissais!». Consultado em 6 de julho de 2017 
  2. a b Araguaia, Mariana (s.d.) "Seres da zona abissal" no site Brasil Escola

Documentários que tratam sobre este assunto[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]