The Mask

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The Mask
TheMask.jpg

Dados da publicação
Publicado por Dark Horse Comics
Primeira aparição Dark Horse Presents #10 (como Masque)
Mayhem #1 (como Mask)
Criado por Mike Richardson, Randy Stradley, Mike Badger, John Arcudi, Doug Mahnke
Características do personagem
Alter ego Stanley Ipkiss (no filme, nos desenhos e nas revistas em quadrinhos)
Vários (nas revistas em quadrinhos)
Afiliações Masque, Big Head (Máscara, Cabeça Grande)
Codinomes conhecidos Big Head (Cabeça Grande)/The Mask (O Máskara)
Habilidades Na versão em quadrinhos e de cinema, o possuidor da magia da Máscara, adquire poderes infinitos. Pode modificar a realidade a sua volta com manifestos de objetos que aparecem misteriosamente. Força demasiada, indestrutibilidade, velocidade e agilidade. O aumento da inteligência na perda de sanidade, inibições e autocontrole. O usuário pode aparecer identicamente como qualquer pessoa com vida. Graças à máscara de um rosto humano que é formada a partir de sua inserção, esta esverdeia e aumenta o tamanho da face do indivíduo.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

The Mask (O Máscara no Brasil, A Máscara em Portugal) é um personagem de uma série de quadrinhos desenvolvidos entre 1982 e 1985 por Mike Richardson, e publicados no final dos anos 80 pela Dark Horse Comics. A primeira história em quadrinhos em que o Máscara fez sua aparição se chamava "Who's Laughing Now" . [1]

As histórias destes quadrinhos, giram em torno de uma máscara vudu (diferente do filme, onde é uma máscara viking), a cada história ela é usada por alguém diferente, sendo o primeiro usuário Stanley Ipkiss. A máscara é uma relíquia simbiótica encontrada no continente africano, que impregna qualquer usuário com a fictícia realidade mágica e impermeabilidade física, bem como evitar possíveis inibições psicológicas, permitindo realizar os seus objetivos mais desejados sem ter medo das consequências. O Máscara foi concebido como uma combinação entre os personagens de quadrinhos The Joker (Coringa) e o Creeper (Rastejante) de Steve Ditko.[2]

Uma diferença entre a versão original dos quadrinhos, para as adaptações em outras mídias, é que as histórias e a personalidade do Máskara são muito mais adultas e violentas do que viriam a ficar conhecidas pelo grande público, através do cinema e televisão, nos filmes de 1994 e 2005, e na série animada de 1995.

Trajetória do personagem[editar | editar código-fonte]

Nos quadrinhos[editar | editar código-fonte]

O conceito básico do Máskara foi criado por Mike Richardson, em 1982. O personagem surgiu em quadrinhos em preto e branco em 1985 para a "APA-5", em uma publicação amadora feita pelo escritor Mark Verheiden. Depois de criar a Dark Horse Comics, Richardson apresentou seu conceito para o escritor e artista da Marvel Comics, Mark Badger, o que resultou em tiras de quadrinhos com o título de "Masque", que foram publicadas inicialmente pela Dark Horse Presents. As tiras de Badger tornaram-se cada vez mais políticas, fazendo com que Richardson as descontinuassem, com o objetivo de trazer o personagem de volta ao seu conceito original.

O artista Chris Warner foi contratado para reformular o Máskara, baseado no desenho original de Richardson para "APA-5" e criou o look definitivo para o personagem. As histórias ganharam um novo lançamento em 1989, nas páginas da Dark Horse "Mayhem anthology". O aspirante a escritor John Arcudi e o artista Doug Mahnke foram contratados para criar as novas aventuras, que se tornaram a primeira versão mais popular do personagem, que era definida como "uma combinação de Tex Avery e O Exterminador do Futuro".

As HQs foram canceladas depois de quatro edições, mas em 1991 Arcudi e Mahnke reuniram essas quatro edições, e as publicaram em um livro de edição limitada intitulado "The Mask", que também introduziu uma nova história com mais um antagonista para o Máskara, um brutamontes mudo chamado Walter. Esta edição esteve entre as mais vendidas da Dark Horse; e então, a empresa continuou com mais publicações de minisséries sobre o personagem, com vários antagonistas e protagonistas usando a máscara. Em 1997, o Máskara apareceu em um crossover com o personagem Lobo da DC Comics. A sua última aparição em uma história em quadrinhos foi publicada no ano de 2000, um novo crossover entre a Dark Horse e a DC Comics, onde a máscara mágica acaba indo parar nas mãos do arqui-inimigo do Batman, O Coringa.

Em 2014, após de 14 anos sem novas HQs, a Dark Horse começou a publicar uma nova série com o personagem Máskara, intitulada "Itty Bitty Mask". Essa série tem uma abordagem semelhante à série "Teen Titans Go!" ("Os Jovens Titãs em Ação") com histórias e situações "tolas" e mais "infantis", ao contrário da violência gráfica das primeiras publicações.

No cinema e televisão[editar | editar código-fonte]

Cartaz do filme de 1994.

Em 1994 esta história em quadrinhos foi adaptada no filme "The Mask" que traz Jim Carrey no papel do Máskara / Stanley Ipkiss. Inicialmente a ideia do diretor Chuck Russell, era de adaptar a história original em um filme de terror e humor negro, mais fiel aos quadrinhos. Os produtores porém, chegaram à conclusão de que talvez o público não aceitasse muito bem o tema, e decidiram remover a violência presente nos quadrinhos, deixando somente o conceito básico da máscara, que é transformar o usuário em uma criatura insana, livre de suas inibições.

Um detalhe, é que na época do filme, os quadrinhos originais ainda não eram muito conhecidos, pois não haviam feito muito sucesso até então. O filme na verdade foi o que deu fama ao personagem, não só nos Estados Unidos, mas em outros países também. Por causa disso, muitas pessoas que assistem o filme, nem imaginam que ele era baseado em uma série de histórias em quadrinhos, e que ele não mostrava exatamente a personalidade do Máscara como era originalmente nas HQs.

Uma diferença da versão em quadrinhos com a do filme, é que nas HQs a pessoa que usa a máscara ganha poderes de auto-regeneração, podendo ser ferida e sangrar, mas logo em seguida ficar curada. No filme no entanto quem usa a Máskara fica invulnerável a golpes ou tiros, podendo até mesmo cair de um prédio, sem que haja a presença de sangue. E diferente dos quadrinhos onde a máscara transforma o usuário em um ser cruel e vingativo, no filme o usuário só se torna perigoso ou violento se já for uma pessoa má, como no caso do personagem da máfia Dorian Tyrell. No caso de Stanley Ipkiss, no filme ele não chega a ser cruel como nos quadrinhos, apesar de em alguns momentos perder o controle e prejudicar pessoas por vingança, como nas cenas onde o Máskara aperta uma buzina, cujo o som quebra os vidros de um carro com um homem dentro, e quando ele atira em uma gangue de punks com uma metralhadora, ou quando invade e ataca a oficina de dois mecânicos, que lhe extorquiram muito dinheiro pelo concerto do seu carro. No filme, Stanley se vinga de seus inimigos com uma "violência cartunesca", inspirada nos desenhos de Tex Avery, que inclusive também estava um pouco presente nos quadrinhos originais. Nos quadrinhos várias pessoas usaram a máscara, e curiosamente um dos personagens que mais usou a "violência cômica" típica de Tex Avery, foi o Tenente Kellaway, que nos quadrinhos protagonizou a famosa cena dos animais de balões e a metralhadora, e que no filme acabou sendo feita pelo próprio Stanley Ipkiss.

O Máskara, e o cachorro Milo, no design da série animada de 1995.

Outro detalhe é que nos quadrinhos originais Stanley também chegou a pensar em se tornar um super herói, porém antes disso decidiu se vingar de seus desafetos. Mais tarde ele volta a pensar em se tornar um herói, mas percebe que esqueceu de se vingar de uma pessoa, e novamente decide deixar isso pra depois, e com isso acabou perdendo o controle sobre a mácara. Na primeira história "Who's Laughing Now", acontece exatamente uma mesma cena que foi adaptada para o filme, onde Stanley se dá conta de seus poderes, e diz que com eles ele poderia ajudar pessoas e combater o crime, porém logo em seguida ele se lembra dos dois mecânicos que o enganaram, e diz: "But first..." ("Mas primeiro..."), frase que acabou se tornando um bordão frequente na série animada de 1995.

Com o sucesso do filme, a personalidade cômica do Máscara se tornou mais conhecida, e em 1995 ganhou com um "spin-off" a série animada de televisão "The Mask: The Animated Series" e chegou a inspirar novas histórias em quadrinhos intituladas "Adventures of The Mask", desta vez mais voltadas para o público infantil, e que traziam o Máscara com uma personalidade de "herói arteiro", diferente das primeiras histórias da Dark Horse.

Em 2005 o filme ganhou uma sequência chamada "O Filho do Máscara", que não fez o mesmo sucesso do primeiro.

O personagem[editar | editar código-fonte]

Em todas as versões do personagem, as histórias giram em torno de uma máscara mágica que dá poder ilimitado ao utente, e uma aparência diferente, caracterizada por um grande conjunto de dentes e uma cabeça verde. A máscara afeta a personalidade do utente através da remoção de todas as inibições sociais pessoais, fazendo com que o usuário se torne insano. O personagem foi inspirado por uma combinação de personagens anteriores: "O Coringa" e "Rastejante" de Steve Ditko, e também a história "Dr. Jekyll and Mr. Hyde". Nas histórias em quadrinhos originais, os personagens que usavam a máscara se tornavam anti-heróis perigosos e cruéis com tendências ultra-violentas, mesmo que esta não fosse a intenção original do utente. Quando adaptado para o filme de 1994, a violência foi amenizada, tornando a máscara apenas tão perigoso quanto seu portador. Tanto no filme de 1994 quanto na série animada de 1995, o personagem principal, Stanley Ipkiss, se transforma em um super-herói benevolente, ainda que com atitudes "travessas". O mesmo acontece com o personagem principal do segundo filme de 2005, Tim Avery (cujo o nome é uma homenagem à Tex Avery, cujo os desenhos animados inspiraram muito do personagem no primeiro filme de 1994).

O título dos quadrinhos originalmente se referia somente à máscara em si, e não à "transformação" no personagem de cabeça verde. No início das histórias, o personagem era conhecido como "Big Head", e somente após o filme "live action" de 1994 é que o personagem ficou conhecido como "O Máskara" ("The Mask")

Enredo original dos gibis[editar | editar código-fonte]

The Mask[editar | editar código-fonte]

Em uma loja de antiguidades, um fraco e neurótico homem chamado Stanley Ipkiss aparece à procura de um presente para dar à sua namorada, Kathy. Na loja ele adquire uma velha máscara vudu feita de jade, que começa a falar com ele. A máscara induz Stanley a colocá-la, e quando este faz isso, é transformado em um louco com uma grande cabeça verde, e poderes sobre-humanos. Depois de explorar suas novas habilidades, Ipkiss chega a pensar em usar a máscara para se tornar um super herói, e combater o crime, porém antes disso ele resolve se vingar dos seus inimigos e desafetos pessoais, que vão desde uma gangue de motoqueiros, e um par de mecânicos que sempre lhe extorquiam muito dinheiro por consertos desnecessários em seu carro, até à sua antiga professora da primeira série. Após os assassinatos, os meios de comunicação, o apelidaram de "Big Head" (cabeça grande).

Depois de tirar a máscara, Stanley percebe o que tem acontecido, mas a máscara começa a controla-lo, e ele faz um lista com todos os seus inimigos, de quem ele pretende se vingar. Ele também acaba se tornando violento com sua namorada Kathy, que por causa da maneira vulgar que Stanley estava se comportando, o chuta para fora de sua casa. A máscara no entanto, continuou dentro do apartamento de Kathy, e posteriormente Stanley volta até lá com a intenção de pega-la de volta. Porém ele acaba fazendo barulho, o que faz com que Kathy chame a polícia, que se encontra com Stanley. Vendo que essa era sua única chance, Stanley coloca novamente a máscara, e mata 11 policiais em sua fuga. Ele volta para casa, e tira a máscara, e é morto com um tiro nas costas, que foi dado por Kathy, que o estava esperando escondia em seu apartamento, após descobrir a identidade do "Big Head", pois já havia percebido que Ipkiss estava mudado após ter comprado a máscara.

Após a morte de Ipkiss, a máscara também foi usada por outras pessoas, e inclusive pela própria Kathy, que quando consegue remove-la, a entrega ao policial, Tenente Kellaway, para que a guardasse. Mas apesar de suas advertências, Kellaway toma isso como uma piada, e também acaba sendo possuido pela máscara. Kellaway então se torna um "policial justiceiro" totalmente louco, que começa a perseguir e matar todos os bandidos da cidade. A cidade, não sabendo da máscara mágica, acredita que o "Big Head" ainda é a mesma pessoa, mas que mudou seu alvo.

Apesar das boas intenções de Kellaway, a máscara faz com que suas ações se tornem cada vez mais violentas. Então o "Big Head Kellaway" se encontra com Walter, um forte grandalhão que nunca fala nenhuma palavra. Walter está em busca de vingança contra o "Big Head" por ter matado todos os seus empregadores, ele nunca demonstra dor, e é o único que é capaz de ferir Big Head. Embora, estivesse lutando contra Walter, o Tenente Kellaway, torna-se alvo de uma brigada policial. Ele luta contra a polícia, mas quando um parceiro de Kellaway tenta parar o Big Head, ele quase mata o seu amigo e colega. Kellaway, percebendo o que estava fazendo, foge. Ele retira a máscara, e a enterra em seu porão, prometendo nunca mais usa-la.

Nas próximas histórias, a máscara cai nas mãos de muitas outras pessoas, e é sempre utilizada por alguém diferente, mas sempre com o mesmo resultado, que é levar os seus usuários à ruína.

A versão original da máscara nos quadrinhos originais libera o lado sombrio e obscuro da psique dos usuários, e transforma ele ou ela em um assassino psicótico, que é chamado de “Cabeça Grande ou Big Head” pela impressa, com a habilidade de materializar qualquer arma, se tornar imortal ao todo tipo de ataque e a mudar de aparência.

The Mask Returns[editar | editar código-fonte]

Os chefes de criminosos enviam homens para a casa do Tenente Kellaway, com ordens de matá-lo. Kellaway vai para o porão em uma tentativa de recuperar a máscara, mas é ferido antes que possa colocá-la. Após os disparos, os homens fogem, tendo a máscara com eles. Um deles a coloca, e usa a sua transformação em Big Head para se tornar o chefe do crime proeminente na cidade. Kathy, percebendo o retorno de Big Head, vê que Kellaway falhou em esconder a máscara bem o suficiente, e assume a responsabilidade de pará-lo.

The Mask Strikes Back[editar | editar código-fonte]

Quatro amigos, chamados Rick, Ben, Hugo, e Archie, todos fascinados pelos crimes do Big Head, encontram a máscara mágica. Percebendo que essa foi a fonte de poder do seu herói, cada um dos quatro passam a se revezar para usar a máscara. Eles tentam usar seus poderes para melhorar as suas vidas, mas só acabam fazendo coisas piores para si mesmos. Ao final, a máscara vai parar nas mãos do grandalhão Walter, mas ele não consegue utilizá-la, e na frustração, a joga à uma grande distância com uma tremenda força (no episódio "Split Personality" da série animada do Máscara de 1995, acontece essa mesma cena, fazendo referência aos quadrinhos originais).

Esta foi a última série original do Máscara escrita por John Arcudi e Doug Mahnke. Foi também a primeira a ser realizada após o sucesso do filme "O Máskara" e, desta forma, os "poderes cômicos" que o Máscara apresenta no filme, baseados nos desenhos de Tex Avery, passaram a ser utilizados com mais frequência nos quadrinhos.

Crossovers[editar | editar código-fonte]

Lobo vs. The Mask (1997)[editar | editar código-fonte]

O Lobo é contratado para encontrar um ser de cabeça verde que destruiu milhares de planetas. Sua caçada o leva para a Terra, onde se encontra com o Máscara. Durante uma batalha que destroi Manhattan, o Máscara finalmente conta que o destruidor de planetas não era quem estava usando a máscara naquele momento, e se oferece para "ajudar" o Lobo a encontrá-lo pela galáxia. Porém, ele na verdade está enganando o Lobo, e o colocando em diversas situações perigosas.

Joker / Mask (2000)[editar | editar código-fonte]

O Coringa encontra a máscara, e se transforma em um vilão "super poderoso". O Tenente Kellaway vai para Gotham City e ajuda Batman e Comissário Gordon, a derrotar o recém super poderoso Coringa. O Batman consegue enganar o Coringa, para remover a máscara, alegando que o vilão não era mais engraçado por si próprio, mas sim por causa da máscara que o estava controlando. Ao final o Tenente Kellaway pede a Batman que lhe entregue a máscara, e promete que ele vai finalmente escondê-la onde jamais será vista novamente. Batman concorda e Kellaway leva a máscara até o túmulo de Stanley Ipkiss, e a enterra junto do seu corpo.

Outros quadrinhos[editar | editar código-fonte]

The Mask: Official Movie Adaptation[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento do filme de 1994, estrelado por Jim Carrey, foram lançadas duas revistas em quadrinhos, que adaptavam a história do filme.

Adventures of the Mask[editar | editar código-fonte]

O sucesso do primeiro filme do Máscara, fez com que fosse lançada a série para a TV: "O Máscara: A Série Animada", a Dark Horse então, publicou uma nova série de quadrinhos, desta vez voltada para o público infantil, que davam continuidade ao desenho animado da televisão. Tal como a série animada da TV, estas revistas combinam elementos dos gibis originais do Máscara, e também do filme de Jim Carrey.

As revistas foram lançadas nos EUA entre Janeiro de 1996, até Dezembro do mesmo ano.

Filme[editar | editar código-fonte]

Mais tarde, esta história em quadrinhos é adaptada no filme "The Mask" (br "O Máscara" / pt: A Máscara) de 1994, que estrela Jim Carrey foi lançado dia 09/02/94.

O que poucos sabem é que o filme com Jim Carrey não mostra exatamente a personalidade do Máscara como era nos quadrinhos originais. Diferente do filme, nos quadrinhos quando Stanley Ipkiss coloca a máscara ele não se torna um brincalhão festeiro e engraçado, mas sim um ser cruel e vingativo de cabeça verde, que é conhecido na cidade apenas pelo apelido de "Big Head", e usa seus poderes para se vingar de seus inimigos. No filme no entanto, o indivíduo só se torna um ser perigoso ou violento se já for uma pessoa má, como no caso de Dorian Tyrell.

Inicialmente a ideia do diretor Chuck Russell, era de fazer uma história de terror e humor negro, mais fiel aos quadrinhos. Os produtores porém, chegaram à conclusão de que talvez o público não aceitasse muito bem o tema, e decidiram fazer um filme de comédia. Com o sucesso do filme, a personalidade cômica do Máscara se tornou mais conhecida, e chegou a inspirar a série animada de TV, e depois novas histórias em quadrinhos intituladas "Adventures of The Mask", desta vez mais voltadas para o público infantil, que traziam o Máscara com uma personalidade de "herói arteiro", diferente das primeiras histórias da Dark Horse.

Em 1995 o filme ganhou com um spin-off a série animada de televisão The Mask (série animada de televisão), e em 2005 uma sequência chamada "O Filho do Máscara".

A versão da máscara no filme liberta os desejos reprimidos do usuário, e dá a ele ou ela os poderes do deus nórdico das travessuras, Loki. E como a máscara também representa Loki, ela somente funciona à noite, devido ao fato de Loki ser uma criatura noturna.

A versão da máscara na série animada é capaz de soltar o lado reprimido de uma pessoa, na forma de um alter-ego maluco, e conceder-lhes poderes que desafiam a realidade. Ela também pode ser usada tanto de dia quanto a noite, fazendo dessa a versão mais poderosa da mácara.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Somente após o lançamento do filme o personagem passou a ser chamado de "The Mask". Na verdade, o título "The Mask" que aparecia nos primeiros quadrinhos, se referia somente a máscara (objeto), enquanto a "transformação" era denominada "Big Head" (não importando quem estivesse usando a máscara).
  • Algumas cenas do filme foram tiradas dos quadrinhos originais, porém amenizando a violência. A cena em que o Máskara ataca dois mecânicos por vingança, por exemplo, estava presente na história "Who's Laughing Now", mas com a diferença de que ele realmente mata os mecânicos. Uma outra cena que também foi inspirada nos quadrinhos, foi uma onde o Máscara faz animais de balões, e atira em uma gangue de punks com uma metralhadora. Porém nos quadrinhos quem usava a máscara nesta ocasião era o Tenente Kellaway, que ao coloca-la havia se transformado em um policial justiceiro, que estava perseguindo e matando todos os bandidos da cidade, com a ajuda de seus novos poderes.
  • Da mesma maneira que ocorre no filme do Máscara, em O Máscara, a Série Animada o utente da máscara só se torna perigoso ou violento se já tiver uma personalidade ruim. No episódio "Split Personality" um personagem chamado Chet Bozzack usa a metade da máscara (que havia se partido ao meio), e se comporta da mesma forma que Stanley quando transformado no "Big Head" dos primeiros gibis. Ele inclusive também tinha olhos vermelhos, roupas e traços parecidos com o "Big Head" dos quadrinhos originais.
  • O grandalhão Walter que aparce muito na série animada de TV, era um personagem original presente nos primeiros quadrinhos do Máscara. Assim como na série, nos quadrinhos ele possui uma força sobre humana, e é o único capaz de lutar de igual para igual com o Máscara (ou "Big Head"). Nas histórias em quadrinhos, o motivo que levava Walter a perseguir o Máscara era se vingar, por ele ter matado seus chefes (quando Kellaway matou vários bandidos enquanto usava a máscara). Na série animada da TV, Walter é na maioria das vezes um capanga de Pretorius (criado somente para o desenho da TV) e também sempre persegue o Máskara.
  • No episódio "Sister Mask" ("A Máscara Irmã") há uma referência aos quadrinhos originais, quando Pretorius usa a máscara e Peggy se refere a ele como "Big Head".
  • Assim como acontece nas histórias em quadrinhos "The Mask Strikes Back", no episódio "Split Personality" da série de TV Walter consegue pegar a máscara, mas ela não funciona com ele. Alguns dos possíveis motivos para isso é o fato de Walter não ter uma personalidade reprimida, ou ter o rosto grande demais para a máscara.
  • Nos primeiros quadrinhos a máscara era bem diferente de como aparece no filme e na série animada, não era feita de madeira, mas sim de vários pedaços de jade, e tinha mais detalhes como olhos e nariz.
  • Não muito tempo após o lançamento do filme O Máscara (The Mask), foi anunciado pela revista Nintendo Power que Carrey estaria retornando a uma sequência. A revista promoveu um concurso, o vencedor participaria do filme, mas devido a recusa de Jim Carrey em reprisar seu papel, o projeto nunca chegou a ser concretizado. Em um 1995 no programa Barbara Walters Special, Carrey revelou que lhe ofereceram a soma então recorde de US $ 10 milhões para estrelar "O Máscara 2", mas ele recusou, porque suas experiências em Ace Ventura 2: Um maluco na África não o convenceu de que reprisar um personagem lhe oferecia desafio como ator [3] . Após Ace Ventura 2, Jim nunca mais fez continuações de seus sucessos - exceto pela recente sequencia "Debi & Lóide 2", de 2014, com direção dos irmãos Farrelly do filme original.

Referências

  1. "Who's Laughing Now"
  2. Mark Richardson, "Introduction: Behind the Mask", The Mask: The Collection, Dark Horse Comics, Agosto de 1993, ISBN 0-878574-50-7
  3. Biografia de Jim Carrey no Wikipedia em Inglês

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]