The Mask (filme)

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The Mask
A Máscara[1][2] (PRT)
O Máskara[3] (BRA)
Cartaz de lançamento original.
 Estados Unidos
1994 •  cor •  101 min 
Direção Charles Russell
Produção Bob Engelman
Produção executiva Mike Richardson
Charles Russell
Michael De Luca
Roteiro Mike Werb
Baseado em The Mask
de Mike Richardson
John Arcudi
Chris Warner e
Doug Mahnke
Elenco Jim Carrey
Cameron Diaz
Peter Greene
Amy Yasbeck
Richard Jeni
Gênero fantasia, ação, aventura, comédia
Música Randy Edelman
Direção de fotografia John R. Leonetti
Direção de arte Randy Moore
Edição Arthur Coburn
Companhia(s) produtora(s) Dark Horse Entertainment
Distribuição New Line Cinema
Lançamento Estados Unidos 29 de julho de 1994
Brasil 23 de dezembro de 1994[4]
Idioma inglês
Orçamento US$ 23 milhões[5]
Receita US$ 351,6 milhões[5]
Cronologia
Son of the Mask (2005)
Página no IMDb (em inglês)

The Mask (bra: O Máskara; prt: A Máscara) é um filme de fantasia e comédia de 1994 baseado em uma série de história em quadrinhos publicadas pela Dark Horse Comics. Este filme foi dirigido por Chuck Russell, e produzido pela Dark Horse Entertainment e a New Line Cinema, e lançado originalmente aos cinemas em 29 de julho de 1994. O filme é estrelado por Jim Carrey como Stanley Ipkiss (também conhecido como The Mask) e Cameron Diaz como Tina Carlyle, em sua estreia como atriz. Carrey foi nomeado para um Globo de Ouro por seu papel. O filme foi indicado para o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, perdendo para Forrest Gump.

Inicialmente a ideia do diretor Charles Russell, era de adaptar a história original em um filme de terror e humor negro, mais fiel aos quadrinhos. Os produtores porém, chegaram à conclusão de que talvez o público não aceitasse muito bem o tema, e decidiram remover a violência presente nos quadrinhos, deixando somente o conceito básico da máscara, que é transformar o usuário em uma criatura insana, livre de suas inibições. O filme tem muitas cenas inspiradas em situações que acontecem nos quadrinhos, porém com menos violência. Em 1995 o filme ganhou com um spin-off: a série animada de televisão The Mask: The Animated Series, e em 2005 uma sequência chamada Son of the Mask.

O filme conta a história de um funcionário bancário chamado Stanley Ipkiss, um desprezado fracassado que tem uma vida de azar e sem sorte e vive brigando com uma dona da pensão em que mora junto com o seu cachorro Milo. Certo dia então ele acaba encontrando uma misteriosa máscara viquingue no rio e o leva-o para casa. Ao chegar em seu apartamento Ipkiss coloca a máscara no rosto e de repente se transforma em um ser de cabeça verde completamente louco, com poderes fantásticos, com uma habilidade incrível de realizar seus desejos mais íntimos, sejam eles bons ou ruins, e isso mudaria a vida de Ipkiss drasticamente, sendo perseguido pela polícia e criminosos de Edge City.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Stanley Ipkiss, um funcionário bancário inseguro que trabalha no banco local de Edge City, é frequentemente ridicularizado por todos ao seu redor, exceto por seu colega de trabalho e melhor amigo Charlie Schumaker. Enquanto isso, o gângster Dorian Tyrell, dono da boate Coco Bongo, planeja derrubar seu chefe Niko. Um dia, Tyrell envia sua deslumbrante namorada cantora Tina Carlyle para o banco onde Stanley trabalha para estudar o interior da agência, em preparação para um assalto. Stanley sente-se atraído romanticamente por Tina, a qual parece retribuir.[3]

Incapaz de entrar no Coco Bongo para assistir à uma apresentação de Tina, Stanley encontra uma máscara de madeira perto do porto da cidade. Ao colocá-la em seu rosto ele se transforma em um malandro de face verde completamente louco, vestindo um estilo zoot suit, passando a se auto-denominar como "The Mask", sendo capaz de realizar seus desejos mais íntimos, sejam eles bons ou ruins, à vontade. Como "The Mask", Stanley se entrega em uma aventura cômica pela cidade, humilhando vários de seus atormentadores.[3]

Na manhã seguinte, Stanley encontra o detetive Mitch Kellaway e a repórter de jornal Peggy Brandt, que estão investigando as atividades do "The Mask" na noite anterior. Para obter dinheiro suficiente para assistir à uma apresentação de Tina, Stanley novamente veste a máscara e rouba o banco, frustrando inadvertidamente o plano de Tyrell durante processo. No Coco Bongo, Stanley dança exuberantemente com Tina, a quem ele acaba beijando; após um confronto com Tyrell pelo assalto falhado e roubar sua namorada, Stanley foge, deixando para trás um pedaço de pano de seu terno. Tyrell e seus homens são presos por Kellaway e seu parceiro Doyle.[3]

Baseado no pedaço de tecido achado, que voltou a ser um pedaço do pijama característico de Stanley, Kellaway suspeita que Stanley seja o ladrão de bancos por trás da máscara. Mais tarde, Stanley consulta um psiquiatra que publicou recentemente um livro sobre máscaras e descobre que o objeto pode ser uma criação de Loki, o deus nórdico das trevas e do mal. Na mesma noite, Stanley encontra Tina em um parque da cidade como "The Mask", mas eles são interrompidos por Kellaway, que tenta capturar Stanley. Stanley, posteriormente se encontra com a repórter Peggy e foge com ela depois de distrair a polícia com uma performance em massa da canção "Cuban Pete" de Desi Arnaz; ela, contudo, trai sua confiança entregando-o para Tyrell por uma recompensa de US$ 50.000. Usando a máscara, Tyrell se torna um monstro maléfico de rosto verde; os capangas de Tyrell forçam Stanley a revelar a localização do dinheiro roubado, que foi levado para sua casa quando ele era o "The Mask" durante o roubo do banco, antes de entregá-lo à polícia.[3]

Quando Tina visita Stanley na prisão, ele a pede para fugir da cidade. Tina agradece a Stanley por demonstrar sua gentileza e preocupação que ela não estava acostumada a ter com Tyrell e diz a ele que ele não precisaria da máscara pois Stanley era muito especial para ela. Após sair da cadeia onde está Stanley, ela tenta deixar a cidade, mas é capturada pelos capangas de Tyrell e levada à força para um baile de caridade no Coco Bongo, organizado por Niko e desfrutado pela elite da cidade, incluindo o Prefeito Tilton. Na chegada, o mascarado Tyrell mata Niko e se prepara para destruir o clube com dinamite, prendendo Tina próxima da bomba. Milo, o cachorro de Stanley, ajuda seu dono a escapar da estação, recuperando escondido as chaves de um guarda; Stanley então encontra o detetive Kellaway durante sua figa e o mantém como refém, obrigando-o a fingir uma soltura de Stanley e levá-lo para o Coco Bongo em seu carro, em uma tentativa desesperada de deter Tyrell.[3]

Depois de trancar Kellaway no veículo, Stanley entra no clube e consegue pedir ajuda de Charlie, mas logo é descoberto e capturado pelos bandidos. Tina engana Tyrell pedindo-lhe um beijo e ela chuta a máscara da mão dele em direção à Milo; o animal, então, veste a máscara, se livrando dos homens de Tyrell que estavam atrás deles, enquanto Stanley briga contra Tyrell sozinho. Depois de recuperar a máscara, Stanley, novamente como "The Mask" usa seus poderes para salvar Tina, engolindo a bomba de dinamite no último minuto e jogando Tyrell pelo ralo da fonte ornamental do clube; a polícia chega e prende os capangas restantes de Tyrell. Kellaway tenta prender Stanley mais uma vez, mas o prefeito Tilton diz a Kellaway para libertar Stanley, acreditando que Tyrell era o homem por trás da máscara que roubou o banco. Tilton chama Stanley de herói por suas ações e avisa ao detetive que ele terá uma "reunião" com o prefeito ao amanhecer. Todas as acusações contra Stanley são enfim removidas[3]

Quando o sol nasce no dia seguinte, Stanley, Tina e Charlie vão até a ponte do porto da cidade. Não querendo se envolver com a polícia novamente, Stanley decide jogar a máscara nas águas do porto; após Stanley perguntar à Tina se ela não irá sentir falta do "The Mask", ela toma a máscara das mãos dele e a joga na água, beijando-o logo em seguida. Charlie, em seguida, pula na água para recuperar a máscara para si mesmo, mas encontra Milo nadando com ela.[3]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 1989, Mike Richardson e Todd Moyer, que era vice-presidente executivo da Dark Horse Comics, abordaram a New Line Cinema sobre a adaptação da história em quadrinhos 'The Mask para um filme, depois de terem visto outras ofertas. O personagem principal passou por várias transformações, e o projeto foi paralisado algumas vezes.

Uma idéia não utilizada de The Mask, de acordo com Mike Richardson, era transformar a história em uma sobre um criador de máscaras que tirava rostos de cadáveres para colocá-los em adolescentes e transformá-los em zumbis.[6]

Inicialmente planejado para se tornar uma nova franquia de terror, a New Line Cinema ofereceu a tarefa de dirigir o filme para Chuck Russell. No entanto, Russell considerou a violência dos quadrinhos desanimadora, e queria que o filme fosse menos sombrio e mais divertido do que o material original.

Roteiro[editar | editar código-fonte]

Mike Werb disse que Chuck Russell o chamou depois de ler seu roteiro de Curious George, da Imagine Entertainment. Os dois decidiram transformar The Mask em uma comédia romântica selvagem. Mike Werb escreveu seu primeiro rascunho de The Mask em menos de seis semanas, e menos de dois meses depois, ele recebeu sinal verde.

De acordo com Mike Verheiden, eles fizeram um roteiro preliminar para uma versão cinematográfica em 1990. Verheiden então escreveu o segundo rascunho no início de 1991, adicionando mais humor, e isso acabou sendo o único trabalho que ele fez em The Mask. Depois disso, o filme entrou em desenvolvimento.[7]

Efeitos visuais[editar | editar código-fonte]

Os efeitos visuais de The Mask foram produzidos pela Industrial Light & Magic (ILM) e Dream Quest Images. As cenas do filme que envolviam animação computadorizada foram supervisionadas pelo diretor de animação da ILM, Wes Takahashi. Houve muitas cenas de efeitos visuais que tiveram que ser cortadas por causa do orçamento.[8]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 119 milhões no mercado interno e mais de US$ 350 milhões em todo o mundo,[5] tornando-se o segundo filme de "super-herói" de maior bilheteria da época, atrás de Batman.

The Mask é um dos três filmes com Carrey (os outros sendo Ace Ventura: Pet Detective e Dumb & Dumber) lançados em 1994 que o ajudou a lança-lo ao estrelato; The Mask foi o mais bem sucedido destes três filmes, tanto criticamente como comercialmente. O filme também é notável por estabelecer a atriz Cameron Diaz como uma grande estrela de Hollywood.

Recepção crítica[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o filme detém 77% de resenhas positivas no agregador Rotten Tomatoes (com uma classificação média de 6,4/10), sendo classificado como "fresco".[9] No Metacritic, o filme possui a pontuação 56/100, indicando "revisões mistas ou médias", com base em 12 críticas.

O filme recebeu críticas positivas dos críticos, incluindo Roger Ebert, do jornal Chicago Sun-Times, que deu ao filme 3 de 4 estrelas, destacando Jim Carrey por seu "desempenho alegre".[10] No programa de televisão Siskel & Ebert & the Movies, os críticos deram ao filme "dois polegares para cima".

O filme foi indicado para receber a estueta de Melhores Efeitos Visuais durante 67ª cerimônia do Óscar, mas perdeu para Forrest Gump. Além disso, Carrey foi indicado para um Globo de Ouro. Por outro lado, ele também foi indicado ao prêmio Framboesa de Ouro na categoria de "Pior revelação".

Sequências[editar | editar código-fonte]

Após o sucesso de The Mask, uma sequência foi planejada com a revista Nintendo Power oferecendo aos leitores uma chance, via sorteio, de ganhar uma participação especial no filme;[11] no entanto, Jim Carrey acabou desistindo do projeto, forçando, entre outras coisas, a Nintendo Power a dar ao vencedor do concurso um valor em dinheiro.[12] Uma sequência independente, Son of the Mask, sem o casal Carrey e Diaz, foi lançada em 2005, mas foi um fracasso crítico e comercial, tornando-se uma bomba de bilheteria.

Sobre a possibilidade de um terceiro filme, Mike Richardson disse: "Temos conversado sobre reviver The Mask, tanto no cinema quanto nos quadrinhos. Tivemos alguns falsos inícios de projeto".[13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A Máscara no SapoMag (Portugal)
  2. A Máscara (em português) no CineCartaz (Portugal)
  3. a b c d e f g h «O Máskara (1994)». Adorocinema. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  4. «'O Máskara' esquenta estreias de Natal». Folha de São Paulo. 23 de dezembro de 1994. Consultado em 12 de fevereiro de 2018 
  5. a b c «The Mask (1994)». Box Office Mojo. Consultado em 27 de março de 2013 
  6. Albert Ching (20 de outubro de 2013). «NYCC: Palmiotti, Richie & Richardson Talk Comics and Hollywood». Comic Book Resources. Consultado em 9 de setembro de 2017 
  7. Pat Jankiewicz (9 de setembro de 1994). «Masks of Time». Starlog 206 ed. pp. 40–45. Consultado em 9 de setembro de 2017 
  8. Mac Shapiro (agosto de 1994). «Mask Maker». Starlog 205 ed. pp. 32–35. Consultado em 9 de setembro de 2017 
  9. «The Mask (1994)». Rotten Tomatoes. Consultado em 27 de março de 2013 
  10. Ebert, Roger (29 de julho de 1994). «The Mask». rogerebert.com. Consultado em 1 de agosto de 2006 
  11. «Player's Poll Contest». Nintendo Power (77): 82–83. Outubro de 1995 
  12. Ponce, Tony. «Meet the winner of Nintendo Power's The Mask II contest». Destructoid. Consultado em 8 de setembro de 2016 
  13. Sunu, Steve (7 de agosto de 2014). «EXCLUSIVE: Richardson Details Dark Horse's "Itty Bitty Mask" Plans». Comic Book Resources. Consultado em 9 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]