Tucker Carlson

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Tucker Carlson
Carlson em 2020
Conhecido(a) por Causas conservadoras
Apresentador do Tucker Carlson Tonight
Nascimento 16 de maio de 1969 (52 anos)
São Francisco, Califórnia, Estados Unidos
Nacionalidade norte-americano
Cônjuge Susan Andrews (desde 1991)
Filho(a)(s) 4
Alma mater Trinity College (BA)
Ocupação Apresentador, especialista político, comentador, colunista, autor

Tucker Swanson McNear Carlson (São Francisco, 16 de maio de 1969) é um apresentador de televisão e comentarista e analista político paleoconservador[1] norte-americano.

Carlson começou sua carreira no começo da década de 1990, escrevendo para o The Weekly Standard. Ele então passou para a televisão, conseguindo trabalhar como comentarista político na CNN de 2000 a 2005 e foi um dos apresentadores do bem sucedido programa de debates Crossfire de 2001 a 2005. De 2005 a 2008, ele estreou o programa chamado Tucker na MSNBC. Em 2009, Tucker foi contratado como analista político na Fox News, onde trabalha até os dias atuais, fazendo aparições e comandando vários programas, como o Tucker Carlson Tonight que atualmente é um dos programas mais assistido da televisão a cabo nos Estados Unidos.[2] Em 2010, Carlson co-fundou e serviu como o primeiro editor-chefe do website conservador opinativo de notícias chamado The Daily Caller, até deixar o site em 2020.[3] Ele já escreveu dois livros, um de memórias chamado Politicians, Partisans, and Parasites (2003) e um político, intitulado Ship of Fools (2018).

Como um dos mais fervorosos defensores do ex-presidente Donald Trump, Carlson foi descrito pelo site Politico como "talvez o proponente de maior perfil do Trumpismo e disposto a criticar Trump se ele se desviasse disso."[4] É dito que ele influenciou diretamente em várias decisões de Estado e de política do governo Trump.[5][6] Em 2020, Tucker Carlson Tonight se tornou o programa televisivo sobre política mais assistidos dos Estados Unidos, com Tucker se tornando um dos comentaristas conservadores americanos mais influentes do país.[7] Seu programa, contudo, foi alvo de várias críticas e boicotes, após comentários dele a respeito de assuntos como raça, imigração e assuntos sobre gênero.[8]

Um oponente do progressivismo, Carlson é descrito como nacionalista e paleoconservador.[9][10] Inicialmente um defensor do libertarianismo, especialmente na área econômica, e apoiador de Ron Paul, Carlson viria a criticar esta ideologia como sendo "controlada pelos bancos" e se tornaria um adepto do protecionismo.[11] Inicialmente ele apoiou a invasão do Iraque, mas posteriormente mudou sua posição para uma não-intervencionista em assuntos de relações exteriores.[12]

Atualmente muitos o associam a extrema-direita nos Estados Unidos e como um defensor da supremacia branca.[13][14] Embora ele negue estes rótulos, Tucker Carlson frequentemente convida ultraconservadores para os seus programas e afirmou várias vezes que a "cultura ocidental" era superior as outras e que diversidade cultural iria "destruir" os Estados Unidos.[15]

Início[editar | editar código-fonte]

Tucker Swanson McNear Carlson nasceu em São Francisco, Califórnia, filho mais velho de Richard Warner Carlson, um jornalista atuante em Los Angeles e embaixador dos EUA em Seychelles, que também foi presidente da Corporation for Public Broadcasting e diretor da Voice of America.[16] Sua mãe é Lisa McNear Lombardi,[17] e sua madrasta é Patricia Caroline Swanson, uma herdeira da milionaria família Swanson que fez fortuna com a indústria de comida-congelada (filha de Gilbert Carl Swanson, neta de Carl A. Swanson e sobrinha do senador J. William Fulbright).[18] Ele tem um irmão, Buckley Swanson Peck Carlson. Segundo o seu perfil descrito na revista People "Tucker e seu irmão mais novo Buckley cresceram em La Jolla, Califórnia, criados por seu pai e sua madrasta Patricia, depois que sua mãe se divorciou de seu pai e deixou o seu lar quando Tucker tinha 6 anos de idade."[19] Enquanto viviam em La Jolla, na California, Tucker frequentou brevemente a La Jolla Country Day School antes de se mudar para a costa leste dos Estados Unidos.

Mais tarde, ele frequentou a St. George's School Newport, uma escola internato em Middletown, Rhode Island. Depois sua graduação no ensino médio, ele estudou na Trinity Collegeem Hartford, Connecticut, e se graduou em 1992 com um B.A. em história.

Em 1991, ele se casou com Susan Carlson com quem teve quatro filhos, três meninas e um menino.[19][20]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Carlson começou a sua carreira no jornalismo como um membro da equipe editorial Policy Review, um jornal conservador nacional então publicado pela The Heritage Foundation, que foi em 2001 adquirida pela Hoover Institution. Mais tarde, trabalhou como repórter na Arkansas Democrat-Gazette um jornal de Little Rock, no Arkansas, e também na The Weekly Standard.

Trabalhou também na revista de notícias, em que Carlson era repórter de assuntos internacionais. Ele ainda atuou como colunista para as revistas New York e Reader's Digest. Escreveu para as revistas Esquire, The Weekly Standard, The New Republic, The New York Times Magazine, e The Daily Beast.

No início da década de 2000, Carlson foi contratado pela emissora de TV CNN, na época era um dos mais jovens ancoras da emissora. Na CNN, Carlson teve sua estreia em 2000 como co-apresentador do programa The Spin Room como contraponto do também apresentador Bill Press. Em 2001, foi designado para assumir como co-participante do programa Crossfire, em que representava nos debates por vezes acalorados posições conservadoras ou de direita. Durante aquele período, Carlson também apresentou um programa semanal na PBS, cujo nome foi Tucker Carlson: Unfiltered. Contudo, se desligou do veículo de notícias em fevereiro de 2005.[21][22][23][24]

Em 2005, Carlson foi contratado pela MSNBC com um programa de início de noite chamado Tucker cuja estreia ocorreu em 13 de junho (originalmente intitulado de The Situation With Tucker Carlson). O show durou menos de três temporadas, quando então a emissora anunciou o seu cancelamento supostamente devido a baixas audiências, em 10 de março de 2008.[25]

Em maio de 2009, foi anunciado que Carlson foi contratado como um contribuidor da Fox News. Desde então, ele frequentemente figurava como convidado em debates televisivos da emissora no programa noturno Red Eye w/ Greg Gutfeld, também fazia frequentes aparições no segmento de painel de convidados do programa Special Report with Bret Baier, além de substituto do apresentador da Fox News Sean Hannity no programa Hannity em suas ausências, e produziu o especial da Fox News intitulado "Fighting for Our Children's Minds".

Em março de 2013, foi anunciado que Carlson seria contratado como co-apresentador, com participação semanal, no programa Fox & Friends.[26] No início de abril, Carlson, um contribuidor da Fox News e frequente convidado de programas da emissora, assumiria o posto integralmente como co-apresentador junto de Alisyn Camerota e de Clayton Morris nos sábados e domingos de manhã. Ele havia substituído o jornalista Dave Briggs, que deixou a emissora para se juntar a NBC Sports Network no final de 2013.

Em 14 de novembro de 2016, Carlson estreou o seu novo programa na Fox News, o Tucker Carlson Tonight, que tem ostentado desde então o posto de um dos programas mais assistidos no horário nos EUA.[27] O programa foi inicialmente exibido às 19:00 (ET) até 9 de janeiro de 2017, quando então veio a substituir o programa de Megyn Kelly (extinto por conta da saída desta da emissora) e transferindo para o horário das 21:00 (ET). Apesar da mudança, o Tucker Carlson Tonight continuou ostentando o título de programa mais assistido no horário ao longo de 2017. Carlson também tomou o posto de Brit Hume, que apresentava o On the Record na emissora, no horário das 19:00 (ET), este que por sua vez substituía Greta Van Susteren que saiu da Fox News em setembro de 2016. A sua substituição no Fox & Friends Weekend ainda não foi anunciada desde sua saída. Em 19 de abril de 2017, foi anunciado que Tucker Carlson Tonight assumiria definitivamente o horário nobre das 20:00 (ET) na Fox News, após o cancelamento de The O'Reilly Factor devido a saída de Bill O'Reilly da emissora por alegações contra ele ter praticado assédio sexual.[28][29]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Matthew Continetti (1 de junho de 2019). National Review, ed. «Making sense of the new American right». Consultado em 28 de agosto de 2021 
  2. «Fox News Q2 2020 Ratings: Tucker Carlson Averaged 4.33 Million Viewers at 8 p.m., the Largest Audience in Cable News History». www.adweek.com. 30 de junho de 2020. Consultado em 15 de março de 2021 
  3. Hagey, Keach (10 de junho de 2020). «Fox News Host Tucker Carlson Leaves the Daily Caller». The Wall Street Journal. Consultado em 11 de julho de 2020. Cópia arquivada em 10 de junho de 2020 
  4. Thompson, Alex (2 de julho de 2020). «Tucker Carlson 2024? The GOP is buzzing». POLITICO. Cópia arquivada em 3 de julho de 2020 
  5. Lenz, Lyz. 5 de setembro de 2018. "The mystery of Tucker Carlson." Columbia Journalism Review. Arquivado em 8 de setembro de 2018 no Wayback Machine.. Acessado em 23 de junho de 2020.
  6. Costa, Robert (17 de março de 2020). «As much of America takes drastic action, some Republicans remain skeptical of the severity of the coronavirus pandemic». The Washington Post. Consultado em 30 de março de 2020. Cópia arquivada em 29 de março de 2020 
  7. Joyella, Mark. «Tucker Carlson Has Highest-Rated Program In Cable News History». Forbes (em inglês). Consultado em 31 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2020 
  8. Stelter, Brian. «Tucker Carlson ad boycott causes headaches for Fox News». CNN. Consultado em 31 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2020 
  9. «New American Right Schools of Thought». National Review. Consultado em 8 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 11 de dezembro de 2020 
  10. Green, Emma (17 de julho de 2019). «The Nationalists Take Washington». The Atlantic. Consultado em 23 de julho de 2020. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2020 
  11. «Tucker Carlson thinks libertarians run the economy. That's news to Ron Paul». Washington Examiner. Associated Press. 7 de junho de 2019 
  12. «Republican Convention: Tucker Carlson». The Washington Post. 30 de agosto de 2004. Consultado em 5 de agosto de 2009. Cópia arquivada em 4 de novembro de 2012 
  13. «"There's no evidence that white supremacists were responsible for what happened on Jan. 6. That's a lie."». Politifact.com. Consultado em 15 de março de 2021 
  14. «Fox News is moving further to the right». CNN. Consultado em 15 de março de 2021 
  15. «John Oliver on Tucker Carlson: 'The most prominent vessel for white supremacist talking points'». The Guardian. Consultado em 15 de março de 2021 
  16. «Person Details for Tucker M Carlson, "California Birth Index, 1905-1995"». Familysearch.org. Consultado em 3 de fevereiro de 2016 
  17. National Social Directory, National Social Register Company, 1959, page 86
  18. Harris, David (9 de setembro de 1979). «Swanson Saga: End of a Dream». The New York Times 
  19. a b Dougherty, Steve (6 de novembro de 2000). «Meet Mister Right - volume 54 - nº 19». People 
  20. Carlson, Tucker (15 de maio de 2005). «Off the Hook». The New York Times 
  21. «Jon Stewart's Wish Fulfilled; 'Crossfire' to Stop 'Hurting America'». Politicalhumor.about.com. 7 de janeiro de 2005. Consultado em 5 de agosto de 2009 
  22. «"CNN Will Cancel 'Crossfire' and Cut Ties to Commentator"». www.nytimes.com , The New York Times. January 6, 2005. Retrieved March 16, 2009.
  23. «Tucker Blasts CNN's 'Racial Demagoguery' After NFL Anthem Protests». Fox News. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  24. «A Week in Review : If You Interview Kissinger, Are You Still a Comedian?» (PDF). Msl1.mit.edu. Consultado em 3 de fevereiro de 2016. Arquivado do original (PDF) em 5 de abril de 2013 
  25. Associated Press (10 de março de 2008). «David Gregory Replaces Tucker Carlson on MSNBC Evening Shift». Fox News. Consultado em 20 de janeiro de 2018. Arquivado do original em 25 de outubro de 2012 
  26. Byers, Dylan. «Tucker Carlson to Fox & Friends Weekends». Politico.com 
  27. Oliver Darcy (15 de novembro de 2016). «Tucker Carlson's Fox News show debuts to phenomenal ratings, beats both CNN and MSNBC combined». Business Insider. Consultado em 22 de dezembro de 2016 
  28. Steinberg, Brian (24 de abril de 2017). «Advertisers Return to Fox News' 8 P.M. Slot As Tucker Carlson Starts New Run». Variety. Consultado em 20 de janeiro de 2018 
  29. Joyella, Mark (20 de abril de 2017). «Why Fox News Didn't Hesitate To Replace Bill O'Reilly With Tucker Carlson». Forbes. Consultado em 20 de janeiro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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