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Valentín Lamas Carvajal

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Valentín Lamas Carvajal
Nascimento1849
Ourense
Morte1906 (56–57 anos)
Ourense
SepultamentoCemetery of San Francisco, Ourense
CidadaniaEspanha
Etniagalegos
Filho(a)(s)Modesto Lamas Sánchez
Alma mater
Ocupaçãojornalista, poeta
Distinções
Lamas Carvajal.

Valentín Lamas Carvajal (Ourense, 1 de novembro de 1849 - Ourense, 4 de setembro de 1906) foi um autor e jornalista galego, um dos precursores do Rexurdimento.

Biografia

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Lamas Carvajal era filho de José Francisco Lamas e de María Manuela Carvajales. Ficou órfão de pai com dois anos e com uma mãe de dezessete anos. Foi ajudado por um tio seu, irmão da sua mãe, Pedro Carvajales, pintor de certo nome naquela altura, e a quem Lamas lhe dedicará o seu primeiro livro, La monja de San Payo (1871).

Estudou segundo grau na sua cidade natal e, em 1870 deslocou-se a Santiago de Compostela para cursar medicina na Universidade de Santiago de Compostela, estudos que não chegaria a acabar por uma afeição ocular que com o tempo o deixaria cego. A andaina universitária compostelana de Lamas ficou patente na sua escrita e na sua visão da Galiza, pois nesta cidade entrou em contato com a intelectualidade galega. Sabe-se, por uma carta sua publicada em El Heraldo Gallego, que em 1871 dirigiu nesta cidade a revista La Aurora de Galicia e que aqui também publicou as suas primeiras obras, que apresentam influências românticas.

Em 1874 casou com Amalia Rosina Sánchez, natural da Guarda, com a qual teve numerosa descendência

Os seus problemas com a vista não lhe impediram ser um autor prolífico. Fundou jornais populares naquela altura, como El Heraldo Gallego, publicado até 1880, e o primeiro semanário escrito integramente em galego, que se publica de 1876 até 1890, O Tio Marcos da Portela, onde publicou Catecismo do labrego em sete entregas em 1888 [1], um dos livros mais vendidos em galego, com seis edições no prazo de um ano desde a sua publicação. Foi também diretor do jornal El Eco de Orense.

Em 1887 publicou Gallegada. Tradiciós, costumes, tipos e contos da terrinha, conjunto de 19 narrações, todas elas publicadas antes em O tio Marcos da Portela. No conjunto dos textos de Gallegada observa-se a vontade populista e comprometida com a defesa dos camponeses por parte de Lamas, assim como a descrição de quadros de costumes imbuídos de acenos pitorescos, picarescos e cômicos.

Foi um dos membros fundadores da Real Academia Galega. Morreu em 4 de setembro de 1906 em Ourense. Foi soterrado no cemitério de São Francisco na cidade em que nasceu.

Obra poética

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  • Dez Cartas ôs Gallegos (1875)
  • Espinhas, Follas e Froles. Colección de Versiños Gallegos (Raminho Primeiro) (1875)
  • Espinhas, Folla e Froles. Colección de Versiños Gallegos (Raminho Segundo) (1876)
  • Saudades Gallegas (1880)
  • A Musa das Aldeas (1890)

Obra narrativa

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Referências

  1. ↑ Parrafeo nº 250, de 21.10.1888, ao nº 256, de 2.12.1888.

Bibliografia

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  • ADÁN, Rafael: Gallegada e outros textos em prosa. ISBN (13): 978-84-453-3756-1 / ISBN (10): 84-453-3756-4
  • VV. AA.: Actas das Jornadas sobre Lamas Carvajal, celebradas em Ourense entre 21 e 22 de outubro de 1999.
  • VV. AA.: Raigame: revista de arte, cultura e tradições populares, n.º 24, 2006.

Ligaçoes externas

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