Violência no trabalho

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Considerada como toda ação voluntária de um indivíduo ou grupo contra outro indivíduo ou grupo que venha a causar danos físicos ou psicológicos, ocorrida no ambiente de trabalho, ou que envolva relações estabelecidas no trabalho. Também se considera violência relacionada ao trabalho toda forma de privação e infração de princípios fundamentais e direitos trabalhistas e previdenciários, a negligência em relação às condições de trabalho e a omissão de cuidados, socorro e solidariedade diante de algum infortúnio, caracterizados pela naturalização da morte e do adoecimento relacionados ao trabalho.

Tradicionalmente considerava-se agravos relacionados ao trabalho aqueles que pudessem ser relacionados a agentes químicos, físicos, biológicos ou ainda à organização e intensidade do trabalho. A partir da década de 1980, contudo, a violência no trabalho passa a receber maior atenção enquanto risco para a saúde dos trabalhadores, não relacionada somente quanto à saúde física, mas também psicológica. Abrange normalmente insultos, ameaças ou agressão física ou psicológica entre pessoas em uma organização. A violência pode conter uma vertente racial ou sexual.

Tipos de violência no trabalho[editar | editar código-fonte]

  • Violência nas relações de trabalho: situações de conversão da autoridade em relação hierárquica de desigualdade, explícitas em agressões físicas, repreensões, constrangimentos e humilhações de superiores hierárquicos para com seus subordinados, com fins de dominação, exploração e opressão, tratando o ser humano não como sujeito, mas como coisa.
  • Violência na organização do trabalho: o modo como é organizado o trabalho, como divisão do trabalho, controle de ritmo e produtividade, modo operatório, contrato e jornada de trabalho, rotatividade da força de trabalho, sistema de gestão de segurança e saúde, colocando os trabalhadores em situações de risco à saúde.
  • Violência nas condições de trabalho: quando as condições de trabalho são insalubres e inseguras, expondo o trabalhador a riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes.

Outros estudos e pesquisas[editar | editar código-fonte]

Estudos nos Estados Unidos apontam os homicídios entre as principais causas de mortes relacionadas ao trabalho [1] [2] , mostra que os homicídios foram responsáveis pela maior parte dos óbitos por acidente de trabalho (28,4%) entre 1991 e 1992. Dados do Bureau of Justice Statistics revelam, contudo, que os casos fatais representam apenas 0,1% das violências no trabalho [3] .

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, considera-se Violência no trabalho situações em que o trabalhador é agredido física, psicológica ou moralmente em circunstâncias relacionadas ao trabalho, implicando em risco para a sua segurança, bem-estar ou saúde.

A OMS reconhece que a violência no trabalho afeta milhões de trabalhadores no mundo todo, tornando-se cada vez mais uma questão de direitos humanos e afetando de forma relevante a eficiência e o sucesso das organizações. [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ferreira, João Batista (2009). Perdi um jeito de sorrir que eu tinha: violência, assédio moral e servidão voluntária no trabalho. Editora 7Letras.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]