Wikipédia:Humor/Pkislópodos

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPkislópodos
Taxocaixa sem imagem
Classificação científica
Reino: Anormalia
Filo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Superordem: Decapoda
Ordem: Pleocyemata
Subordem: Astacidea
Família: Syrenmidae
Gêneros

Os pkislópodos (Brasil), pkislopodos (Portugal) ou lagosta-de-dante, como são conhecidos popularmente são uns seres notáveis, deveras. Encontrados principalmente no litoral nordeste da Austrália em recifes coralíficos e nas restingas da Nova Guiné (conhecidos como "ekniama", na língua dos povos nativos australianos). Alguns esqueletos foram encontrados também no remoto estado brasileiro do Piauí. Mas os especialistas ainda não sabem como isso pode ter acontecido, causando furor no mundo científico, pois a Teoria da Deriva Continental de Alfred Wegener entraria em colapso se as espécies diferentes forem encontradas - comprovadamente - em ambientes sem ligação continental passada.

Livre-natantes, os pkislópodos possuem uma migração sazonal em que deslocam-se para regiões mais quentes como as praias de Mindanao nas Filipinas, especialmente no verão.

Características

Muito confundido com seu suposto parente mais conhecido, a lagosta, o pkislópodo distingue-se por algumas características peculiares:

  • Respiração branquial e filotraqueal
  • Presença de glândulas verdes
  • Ausência de antênulas
  • Presença de aguilhão e télson
  • Glândula excretora de neurotoxinas
  • Presença de ossos no exoesqueleto
  • Iluminação fluorescente

Ocupando o posto dos artrópodes mais evoluídos, os pkislópodos são muito pouco vulneráveis às variações de temperatura, podendo suportar temperaturas de -20ºC até 82ºC sem apresentarem graves lesões corporais, isso graças ao seu exoesqueleto isolante. A cada novo exoesqueleto formado, mais resistente o animal se torna.

Estes fantásticos animais podem ainda ser criados em ambientes artificiais. Porém a criação bem sucedida deve atender a alguns padrões formulados pela Cia. de Artrópodes Marinhos da Oceania:

  • Aquários de 10 litros iniciais e 1,5 l a mais pra Cada Pkislópodo adicional.
  • Ambientes com cobertura vegetal e incidência direta de luminosidade (artificial ou solar)
  • A ração deve se basear em pequenos animais marinhos, como a cavala (Scomberomorus cavalla) e o molusco do gênero Tegula. Porém, uma ração complementar contendo raspas de cenoura, abóbora e caqui são úteis para o crescimento do cefalotórax.
  • Alimentação 2 vezes ao dia. De preferência a primeira refeição logo ao primeiro raiar do sol, e a segunda quando o sol estiver perpendicular à superfície terrestre (teoricamente ao meio dia).
  • Aumentar 3 vezes a ração diária em períodos de lua cheia. A desnutrição pode acarretar em fúria incontrolável dos animais.

Apesar de economicamente inviável, um pkislópodo bem alimentado pode viver cerca de 230 anos. Mas raramente chegam aos 30 devido a sua tendência ao canibalismo.

Organização

  • Obs: As características tratadas em "Organização" referem-se apenas ao subgênero Pholeneses, pois esses constituem as únicas espécies que vivem em sociedade.

Em vida social, os pkislópodos caraterizam-se pela organização em sociedades patriarcais, onde o indivíduo mais velho é o líder, e chamado pelos estudiosos como "Pkinglópodo". Estima-se que no mundo existem cerca de 1 milhão dessas sociedades e que a idade média dos líderes variem entre 100 a 120 anos.

O Pkinglópodo só é destituído do seu cargo de soberania em casos extremos. Os especialistas em pkislópodos afirmam que em sociedades muito grandes, durante a escassez de alimentos, os pkislópodos ficam transtornados e apelam para golpes de estado. O actual pkinglópodo é decapitado (sua cabeça permanece intacta como espólio, representando as gerações passadas) e o segundo representante mais velho da sociedade é eleito como monarca, e passará por um ritual de alimentação forçada para que aumente significativamente de tamanho.

Estes animais organizam-se de forma semelhante às abelhas. O líder possui aproximadamente vinte recém-nascidos como soldados de elite particulares. Se algum pkislópodo aproximar-se demais, cinco soldados atacam e retalham o intruso em dezenas de partes e, caso o intruso consiga de alguma forma sobreviver ao primeiro ataque, outros dez logo atrás se alimentam dele ainda vivo deixando apenas as partes mais nobres da carne, as quais são servidas como banquete ao Pkinglópodo. É realmente um show da natureza, digno de um especial de dia inteiro no Discovery Channel.

Luta de pkislópodos

É importante ressaltar que os pkislópodos são seres pouco amistosos e preferem a vida solitária (exceto o subgênero Pholeneses), agrupando-se somente durante os períodos de acasalamento. Portadores de armas naturais de valor, como a glândula excretora de toxinas, o télson e as pinças, os pkislópodos são reconhecidos pela sua belisculosidade. Durante a vida adulta os machos da espécie travam combates que só se finalizam com a morte do mais fraco, o que ocasionam grandes perdas para os criadores.

Há indícios de que o homem tem se aproveitado dessa vocação para a guerra por parte dos pkislópodos. Certos clubes na Indonésia e Nova Guiné criaram a desumana "Guerra de Lagostas" (onde na verdade são utilizados os pkislópodos), em que esses artrópodes são pintados e enfeitados, e depois induzidos a lutar entre si até que só reste um. Os golpes de luta mais populares são:

  • Esmagamento de olhos
  • Arremesso lateral
  • Pinças infernais
  • Beijo da morte
  • Agulha escarlate
  • Cotovelada venenosa

Mas o que mais chama a atenção nesses seres pouco amigáveis é a capacidade de crescer sem limitação de tamanho. Um esqueleto datado de 140 milhões de anos atrás encontrado no Piauí chega no inacreditável comprimento de 15 metros. Os adultos chegam facilmente aos 5 metros em apenas alguns anos de vida. Outra característica importante é o fato desses seres terem sido originados, na ramificação da árvore evolutiva, da aranha e não do camarão como a suposta prima lagosta.

Lendas e mitos

Vale acrescentar que os pkislópodos são uma constante nos mitos e no imaginário de povos nativos das regiões em que habitam. Há histórias de pkislópodos gigantes que destruíram embarcações, alimentaram-se de humanos e afeiçoaram-se à tal atividade. De fato, tal evento pode ter acontecido, já que os cientistas imaginam que o maior pkislópodo tenha chegado a cerca de 40 metros, há aproximadamente 380 milhões de anos atrás.

Na cultura piauiense, conta-se a história de um pkislópodo que através de truques de ilusionismo, atraía as jovens donzelas para o alto mar, onde o pkislópodo as desflorava e então devolvia-as à terra firme. A origem desta lenda remonta a época em que as mulheres do Piauí tinham que dar muitas explicações aos maridos quando estes voltavam do trabalho. Ainda hoje, algumas cidades comemoram o carnaval enfeitando as meninas de pkislópodos e os meninos com chifres de touro.

Há outra lenda de que os pkislópodos emitem, uma vez na vida, um ruído tão agudo que danifica o ouvido humano, mas isso nunca foi comprovado pelos biólogos. Alguns criadores já ficaram surdos mas a relação não está comprovadamente ligada ao animal. Exames indicam apenas falta de higiene.

Culinária

Os pkislópodos são uma iguaria na gastronomia fina de países onde eles são encontrados. De acordo com seus apreciadores, esses animais possuem carne mais tenra que a das lagostas e mais saborosa que a do camarão. A textura lembra um pouco a do javali, do gnu e da lhama.

É bom de comer com feijão. Um pouquinho de pimenta também vai bem. É geralmente servido com vinho, mas pode ser com cerveja também. Há quem goste de comer cru, mas não se recomenda pois pode causar a doença de filiodes agudus, uma doença de origem genética e sem cura actualmente. Estima-se que cinco mil pessoas morram de filiodes por ano no mundo.

Quando servido com batatinhas, o prato fica realmente uma delícia. É bom lembrar que fica ainda melhor se for comido no começo de abril, pois dia 1° de abril é a época em que os pkislopodos se reproduzem e portanto a sua carne fica mais suculenta e saborosa, sendo que os ovos igualam ou são até melhor que o caviar.

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