Lhama

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Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Subordem: Tylopoda
Família: Camelidae
Género: Lama
Espécie: L. glama
Nome binomial
Lama glama
(Linnaeus, 1758)
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A lhama (português brasileiro) ou o lama (português europeu) (Lama glama), do quíchua llama, é um mamífero ruminante da América do Sul, da família dos camelídeos, género Lama. É um animal de pelagem longa e lanosa, domesticado para a utilização no transporte de carga e na produção de , carne e couro.

A lhama é relacionada com o guanaco, a vicunha e a alpaca. Foram domesticadas pelo povo inca, tendo sido muito importantes para o desenvolvimento desse povo.[1]

As lhamas vivem na cordilheira dos Andes, onde as temperaturas são baixas. Assim, as pelagens servem para protegê-las do frio, além de arranhões e outros ferimentos. A lhama é conhecida pelo seu estilo calmo, muitas vezes andando devagar, porém pode se irritar facilmente: por este motivo, foi considerada o oitavo animal mais irritável do mundo segundo o canal Animal Planet.[2] Quando irritada ou para chamar a atenção, espirra seu muco na direção do objeto de sua irritação.

As palavras lama e lhama são substantivos uniformes, comuns de dois gêneros, portanto tanto se pode dizer a lhama, o lhama, a lama ou o lama.

A Bolívia é o país em que se concentra o maior número de lhamas, com mais de 2 milhões de indivíduos. Estes animais conseguem sobreviver em locais onde não são encontrados outros animais. Muitas vezes os lhamas são associados a ovelhas e com elas são colocados para pastar em locais onde não é possível haver agricultura. Além disso, os lhamas são usados para transporte de mercadorias, e também são utilizadas a sua carne, o couro, as fibras e o estrume para cozinhar alimentos e como fertilizante natural.

O uso têxtil das fibras retiradas desses animais é cultural e acredita-se que se iniciou há 2.500 anos. Os produtos deste mamífero doméstico constituem o principal meio de apoio para produtores e com a escassez de recursos nos países centrais da América do Sul incluindo Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile, tornou-se uma fonte de sobrevivência. O uso de fibras produzidas pelos espécimes selvagens ainda é limitado, mas é potencialmente importante para a sobrevivência de algumas populações. Estima-se que a produção de lhamas beneficia 37.000-50.000 famílias de produtores em locais escassos de recursos. No entanto, esta produção ainda não representa uma forma direta de reduzir a pobreza e marginalização dos seus produtores.

O lhama tem pelagem longa e lanosa, a coloração varia bastante indo desde o branco, marrom e chegando a tons mais escuros, alimenta-se de capim e mato. Estes animais medem de 1,40 m a 2,40 m contando com a cauda de 25 cm e chegam a pesar 150 Kg. A gestação dura 11 meses e nasce normalmente 1 filhote chegando a pesar 11 kg. Os adultos chegam a viver até 24 anos.

Usos na medicina[editar | editar código-fonte]

Médicos e pesquisadores determinaram que os lhamas possuem anticorpos que seriam adequados para o tratamento de certas doenças.[3] Cientistas vem estudando de que forma os lhamas poderiam contribuir na luta contra os coronavírus, incluindo MERS e o SARS-CoV-2 que causa o COVID-19. [4][5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. InfoEscola. «Lhama». Consultado em 23 de janeiro de 2010 
  2. Animal Planet. «Llama : Top 10 Animal Hissy Fits» (em inglês). Consultado em 19 de junho de 2009 
  3. Kramer, Jillian (6 de maio de 2020). «Hoping Llamas Will Become Coronavirus Heroes». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  4. Cantor, Matthew (17 de maio de 2020). «Llama antibodies could help fight coronavirus, study finds». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077 
  5. «Here's How Llamas Could Help Scientists Get Closer to Stopping the Coronavirus Pandemic». Health.com (em inglês). Consultado em 10 de julho de 2020 
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