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Oryx dammah

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaÓrix-de-cimitarra
Órix-de-cimitarra no Parque Nacional de Dghoumes, na Tunísia
Órix-de-cimitarra no Parque Nacional de Dghoumes, na Tunísia
Estado de conservação
Espécie em perigo
Em perigo (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Antilopinae
Tribo: Hippotragini
Gênero: Oryx
Espécie: O. dammah
Nome binomial
Oryx dammah
(Cretzschmar, 1827)
O Wikispecies tem informações relacionadas a Oryx dammah.
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Oryx dammah

O órix-de-cimitarra[2] (Oryx dammah), também conhecido como órix-branco[3] ou órix-do-saara, é uma espécie de antílope originalmente encontrada através do Deserto do Saara, no Norte da África. É um mamífero artiodáctilo do gênero Oryx, que pertence à tribo Hippotragini, da subfamília Antilopinae, da família dos bovídeos.[4]

Em 2000, a IUCN declarou a espécie como extinta na natureza, porém esforços de conservação e reprodução em cativeiro levaram a espécie a ser reclassificada como em perigo em 2022.[1] A Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA) coordenou o esforço de reintrodução a nível europeu, com participação do Jardim Zoológico de Lisboa na reintrodução do órix-de-cimitarra na Tunísia.[5]

Tentativas de clonagem do animal obtiveram sucesso, lideradas pelo cientista David Chapra.[carece de fontes?]

Podem atingir 1,75 metros de comprimento, medir 1,25 metros de altura e pesar entre 180 a 200 kg, com chifres longos e curvados para trás, que podem chegar a 1,20 metro.[6]

Distribuição geográfica, habitat e ecologia

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A espécie historicamente estava distribuída pelo norte da África, sendo registrada no Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Senegal, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade e Sudão. Atualmente, uma população selvagem de 140 a 160 indivíduos maduros é encontrada no Chade, além de algumas populações existirem na Tunísia e no Senegal, porém não são consideradas selvagens.[1] Em Portugal, a espécie é encontrada em cativeiro no Jardim Zoológico de Lisboa e no Badoca Safari Park.

O órix é adaptado ao ambiente árido, habitando primariamente em áreas semi-desérticas, estepes anuais, dunas e depressões arborizadas inter-dunas, raramente adentrando o deserto propriamente dito ou os arbustais do Sahel.[1]

É um ruminante e alimenta-se principalmente de herbáceas e bebe água sempre que a encontra, mas pode passar longos períodos sem beber. Vive em manadas com mais de 10 indivíduos numa hierarquia com um macho dominante. As fêmeas geralmente originam 1 cria por ano, entre março e outubro. Aos 4 meses de idade, a cria se torna independente da progenitora. A gestação dura 8,5 meses. Atingem a maturidade sexual com 1 ano de idade.[6]

Conservação

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A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) classificou a espécie como extinta na natureza em 2000, mas graças a esforços de conservação internacionais a espécie foi reintroduzido na natureza e atualmente é classificada como em perigo.[1]

O primeiro grupo de órix-de-cimitarra foi libertado na natureza no Chade, em agosto de 2016, em um local que não possui cercas, onde os animais vivem em total liberdade. Mais oito grupos, com um total de 285 indivíduos, foram reintroduzidos no mesmo local, entre 2016 e 2022. Como já se passaram mais de 5 anos desde a reintrodução, e indivíduos saudáveis foram gerados, a espécie foi reclassificada como em perigo. A população reintroduzida no Chade está sujeita a monitoramento regular e, se os números continuarem a aumentar e as estimativas populacionais atingirem maior precisão e exatidão, poderá ser demonstrado que a espécie atende ao limiar para uma categoria de ameaça inferior.[1]

A espécie também foi reintroduzida em duas áreas protegidas cercadas e duas parcialmente cercadas na Tunísia, além de duas no Senegal, como parte de programas de reintrodução de longo prazo. Porém, nenhuma dessas populações é atualmente considerada totalmente elegível para avaliação na Lista Vermelha, de acordo com os critérios estabelecidos nas Diretrizes da Lista Vermelha da IUCN.[1]

A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES) classifica a espécie no "Apêndice I".[7]

A espécie está ameaçada pela caça ilegal, a perda de habitat e a competição com o gado doméstico.[1][5]

Referências

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  1. a b c d e f g h IUCN SSC Antelope Specialist Group (1 de novembro de 2022). «Oryx dammah (Scimitar-horned Oryx)». The IUCN Red List of Threatened Species (em inglês). doi:10.2305/iucn.uk.2023-1.rlts.t15568a197393805.en. Consultado em 24 de novembro de 2025 
  2. «órix-de-cimitarra». Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa. Consultado em 24 de novembro de 2025 
  3. «órix-branco». Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa. Consultado em 24 de novembro de 2025 
  4. «Oryx dammah • Scimitar-horned Oryx». www.mammaldiversity.org. Consultado em 24 de novembro de 2025 
  5. a b «De "Extinto na Natureza" para "Em Perigo": Jardim Zoológico dá vida à Natureza!». Jardim Zoológico. Consultado em 24 de novembro de 2025 
  6. a b «Órix-de-cimitarra». Jardim Zoológico. Consultado em 24 de novembro de 2025 
  7. «Appendices I, II and III». CITES. Consultado em 24 de novembro de 2025 
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