Ação (filosofia)

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Uma ação (AO 1945: acção), tal como os filósofos usam o termo, é um certo tipo de coisa que uma pessoa pode fazer. Atirar uma bola, que requer uma intenção e um movimento corporal coordenado, é uma acção. Apanhar uma constipação não é normalmente considerado uma acção, porque é algo que acontece a uma pessoa, e não alguma coisa feita por ela. Mas há eventos mais difíceis de classificar como sendo acções ou não. Tomar uma decisão pode ser considerado como uma acção por alguns, mas para outros só será uma acção se essa decisão for concretizada. Tentar fazer algo sem o conseguir pode também não ser considerado uma acção, uma vez que a intenção não foi realizada. Acreditar, ter uma intenção, ou pensar também podem ser considerados como acções, no entanto, devido ao facto de se referirem a estados puramente internos, nem todos concordam com essa classificação. De facto, alguns filósofos preferem definir acção como algo que exige um movimento corporal (ver behaviorismo). Por outro lado, até a mera existência pode ser considerada como uma acção por alguns filósofos.

Os efeitos das acções também podem ser considerados como acções em certas circunstâncias. Por exemplo, envenenar um poço é uma acção. Se a água envenenada resultar numa morte, essa morte pode ser considerada uma acção por parte da pessoa que envenenou o poço, quer seja considerada como um único acto ou dois actos. A classificação das acções pode tornar-se ainda menos clara quando o efeito da acção é contrário à intenção, como por exemplo, curar acidentalmente uma pessoa de uma doença desconhecida, quando o intuito era matá-la envenenando o poço.

Alguns objectivos básicos da filosofia da acção são: distinguir as acções de outros tipos de fenómenos semelhantes; explicar a relação entre as acções e os seus efeitos; individuar as acções relativamente a outras acções; explicar a relação entre a acção e as crenças e desejos que estão na sua origem, e as intenções com que é executada. Em geral não se considera que haja acções feitas por objectos inanimados, como o sol, que brilha, mas sem intenção. Por outro lado, pode-se considerar que um ser humano está a agir mesmo quando não tem uma intenção específica. As acções podem ainda ser consideradas como compatíveis ou incompatíveis com o determinismo).

A acção tem sido uma preocupação dos filósofos desde Aristóteles, que escreveu sobre ela no seu livro Ética a Nicómaco. Esteve quase sempre ligada à Ética, o estudo das acções que devem ser feitas. Alguns dos filósofos contemporâneos mais proeminentes que trabalharam nesta área são Ludwig Wittgenstein, Elizabeth Anscombe, Donald Davidson, e Jennifer Hornsby.

Muitas versões do Budismo rejeitam a noção de agente em graus diferentes. Nestas escolas de pensamento, existe acção, mas nenhum agente.