Abraham Ortelius

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Abraham Ortelius.

Abraham Ortelius (Abraham Ortels) (Antuérpia, 2 de abril de 1527 - 28 de junho, 1598) foi um cartógrafo e geógrafo flamengo, considerado o criador do primeiro Atlas moderno, o Theatrum Orbis Terrarum.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ortelius nasceu em Antuérpia, que à epoca pertencia às Dezessete Províncias governadas pela dinastia dos Habsburg, atualmente Reino da Bélgica. Membro da influente família Ortelius da cidade de Augsburg, ele viajou extensamente pela Europa. Ficou especialmente conhecido por ter viajado por todas as Dezessete Províncias; Sul, Oeste, Norte e Leste da Alemanha (p.ex., 1560, 1575–1576); França (1559–1560); Reino Unido e Irlanda (1576), e Itália (1578, e talvez duas ou três vezes entre 1550 e 1558). Iniciando-se como um desenhador de mapas, em 1547 ele entrou para a guilda de São Lucas em Antuérpia na função de afsetter van Karten. Sua carreira inicial foi a de comerciante e a maioria de suas viagens antes de 1560 foram com propósitos comerciais (tais como suas primeiras visitas à feira de imprensa e de livros de Frankfurt-am-Main, Alemanha. Em 1560, contudo, enquanto viajava com Mercator para [[Trier]g]] e Poitiers, parece que Ortelius foi atraído, em grande parte por influência de Mercator, para a carreira de geógrafo científico; em particular ele dedicou-se – por sugestão do amigo – à compilação do atlas pelo qual ficou famoso, que recebeu o nome em latim de Theatrum Orbis Terrarum (Teatro do Mundo).

Em 1575, Ortelius foi designado geógrafo do rei de Espanha, Filipe II, por recomendação de Arias Montanus, que deu testemunho da ortodoxia religiosa de Ortelius (a família dele, desde 1535, era suspeita de ter-se convertido ao protestantismo). Em 1578, ele lançou a base para o tratamento crítico da antiga geografia com o seu Synonymia geographica, editado por Plantin Press em Antuérpia e republicado em formato expandido como Thesaurus geographicus em 1587 e novamente expandido em 1596. Na última edição, Ortelius considerou a possibilidade da existência da deriva continental, hipótese que foi comprovada somente séculos mais tarde. Em 1596, ele recebeu uma condecoração da cidade de Antuérpia, similar àquela que mais tarde seria concedida ao pintor Rubens. Sua morte, em 4 de julho de 1598 e seu sepultamento, na igreja da Abadia Præmonstratensian de São Miguel em Antuérpia, foram marcados por luto público. Quietis cultor sine lite, uxore, prole é a inscrição em sua lápide funerária.

Mapas[editar | editar código-fonte]

Em 1564 ele completou um "mappemonde", um mapa-mundo de oito folhas, que mais tarde apareceu em formato reduzido no Theatrum. A única cópia remanescente desse grande mapa está na biblioteca da Universidade de Basileia (cf. Bernoulli, Ein Karteninkunabelnband, Basle, 1905, p. 5). Ele também publicou um mapa em duas folhas do Egito em 1565, uma planta do Castelo de Brittenburg na costa da Holanda em 1568, um mapa de oito folhas da Ásia em 1567, e um mapa de seis folhas da Espanha antes do surgimento de seu atlas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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