Amós

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Amós (aquele que ajuda a carregar o fardo ou nome que em hebraico significa "levar" e que parece ser uma forma abreviada da expressão Amosiá, que significa Deus levou[1] ) foi um Profeta do Antigo Testamento, autor do Livro de Amós.

Ele é um dos doze Profetas Menores.

Ele era nativo de Tekua, uma cidade a cerca de 20 km [Nota 1] , nos limites do deserto de Judá (1:1), a sudeste de Belém.

Ele era um homem de família humilde. Era um vaqueiro e cultivador de sicómoros (7:14)[2] .

Aproximadamente em 760 AC, deixou sua vida tranquila e foi anunciar e denunciar no Reino de Israel Setentrional, durante o reinado de Jeroboão II (1:1)[3] .

Ele profetizou durante os reinados de Uzias, rei de Judá, e foi contemporâneo de Isaías e Oseias, que viveram alguns anos a mais que ele. Sob Jeroboão II, o reino de Israel atingiu o máximo de sua prosperidade, mas isto foi acompanhado do aumento da luxúria, do vício e da idolatria. Nesse contexto, o luxo dos ricos insultava a miséria dos oprimidos e o esplendor do culto disfarçava a ausência de uma religião verdadeira. Nesse momento, Amós foi convocado por Deus para lembrar ao povo da sua Lei, da retribuição da sua justiça e para chamar o povo ao arrependimento.[4] Ele fê-lo, denunciava essa situação, com a rudeza simples e altiva e com a riqueza de imagens típica de um homem do campo[5] .

A palavra de Amós incomodava porque ele anunciava que o julgamento de Deus iria atingir não só as nações pagãs, mas também, e principalmente, o povo escolhido; este já se considerava salvo, mas na prática era pior do que os pagãos (1:3-2:16). Amós não se contentava em denunciar genericamente a injustiça social, ele denunciava especificamente:

  • os ricos que acumulavam cada vez mais, para viverem em mansões e palácios (3:13-15; 6:1-7), criando um regime de opressão (3:10);

as mulheres ricas que, para viverem no luxo, estimulavam seus maridos a explorar os fracos (4:1-3);

  • os que roubavam e exploravam e depois iam ao santuário rezar, pagar dízimo, dar esmolas para aplacar a própria consciência (4:4-12; 5:21-27);
  • os juízes que julgavam de acordo com o dinheiro que recebiam dos subornos (2:6-7; 4:1; 5:7.10-13);

os comerciantes ladrões sem escrúpulo que deixavam os pobres sem possibilidades de comprar e vender as mercadorias por preço justo (8:4-8)

Notas e referências

Notas

  1. No original, 12 milhas.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Amós. ecclesia.com.br (31 de março de 2000). Página visitada em 27 de maio de 2012.
  • A-B-C Biblico. liderancapreparada.no.comunidades.net. Página visitada em 27 de maio de 2012.