António Pedro

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António Pedro da Costa (Cidade da Praia, 9 de Dezembro de 1909Moledo, Caminha, 17 de Agosto de 1966) foi um encenador, escritor e artista plástico português[1].

Mudou-se aos 4 anos para Portugal. Frequentou o Liceu Pedro Nunes em Lisboa até ao 2.º ano, mudando-se depois para o Instituto Nuno Álvares, da Companhia de Jesus, em La Guardia - Galiza, onde foi membro do grupo de teatro tendo participado em várias dezenas de pecas. O 6.º ano acabou-o em Santarém e o 7.º ano em letras no Liceal de Coimbra, onde dirigiu o jornal O Bicho. Ingressou na Universidade de Lisboa, tendo frequentado a Faculdade de Direito[1] e a Faculdade de Letras, não concluindo nenhum dos cursos. Viveu em Paris entre 1933 e 1935 onde chegou a estudar no Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Sorbonne e onde assinou o Manifeste Dimensioniste.

Em 1932 cria a galeria UP e em 1935 organiza a primeira exposição de Maria Helena Vieira da Silva em Portugal. Em 1940 organiza na Casa Repe a Ex Poem, considerada a primeira exposição surrealista em Portugal. Em 1942 escreve a Apenas uma narrativa, romance surrealista. Nesse mesmo ano cria a revista Variante. Entre 1944 e 1945 vive e trabalha em Londres na British Broadcasting Corporation (B.B.C.), tendo feito parte do grupo surrealista de Londres.

Percursor do movimento surrealista português, fez parte do Grupo Surrealista de Lisboa, criado em 1947 resultante de reuniões ocorridas na Pastelaria Mexicana, tendo participado na I Exposição Surrealista em Lisboa (1949).

Com uma forte ligação ao teatro, foi diretor do Teatro Apolo (Lisboa) em 1949 e diretor, figurinista e encenador do Teatro Experimental do Porto entre 1953 e 1961. Entre 1944 e 1945, foi crítico de arte e cronista da BBC[1] em Londres.

Viveu os últimos anos em Moledo, uma praia junto a Caminha.

Grande parte da sua obra como pintor perdeu-se em 1944 aquando dum incêndio no seu atelier onde ficara a viver o seu amigo António Dacosta.

Índice

[editar] Obra poética

  • 1926 - Os meus 7 pecados Capitais, Coimbra.
  • 1927 - Ledo Encanto, Lisboa, J. Rodrigues & Cª.
  • 1928 - Distância Canções de António Pedro, Lisboa, Gomes & Rodrigues, Lda.
  • 1928 - Devagar, Lisboa, Edição de autor
  • 1929 - Diário. Espécie de Confidências, Praia, Imprensa Nacional de Cabo Verde.
  • 1931 - Máquina ne Vidro. Canções, Lisboa, Bertrand
  • 1932 - A Cidade, Oficinas gráficas UP, Separata da "Página Literária" de Revolução, 16 de Junho.
  • 1935 - 15 Poèmes au hasard, Paris, Édition UP.
  • 1936 - Primeiro Volume. Canções e outros poemas / 1927 - 1935, Lisboa, Edições Revelação.
  • 1938 - Onze poemas líricos de exaltação e o folhetim.
  • 1938 - Casa de campo, Lisboa, Edição do autor.
  • 1949 - Protopoema da Serra d'Arga, Ed. Cadernos Surrealistas, Lisboa
  • 1951 - "Invocação para um poema marítimo", Unicórnio, Lisboa, Maio

[editar] Outras obras escritas

  • 1931 - Esboço para uma revisão de valores, Lisboa, Gráficas U.P.
  • 1939 - Grandeza e virtudes da Arte Moderna, resposta à agressão do sr. Ressano Garcia, Lisboa, Sociedade Industrial de Tipografia.
  • 1942 - Apenas uma narrativa, Lisboa, Editorial Minerva.
  • 1948 - Introdução a uma história da arte: génese e características do fenómeno estético, Lisboa, Revista Horizonte.
  • 1950 - O Teatro e a sua verdade, Lisboa, Editora Confluência.
  • 1952 - Martírios de fingimento, Lisboa, Maranus.
  • 1962 - Pequeno tratado de encenação, Porto, Editoral Confluência.
  • 1981 - Teatro, Introdução por Luiz Francisco Rebello, Lisboa, Biblioteca Nacional.

[editar] Obras plásticas

  • 1934 - Le Crachat Embelli.
  • 1935 - Poema no espaço (objecto); Aparelho metafísico de meditação (objecto); Transmissão.
  • 1936 - Dança de roda (sabat).
  • 1939 - O Anjo da guarda; O Avejão lírico; Transmissão.
  • 1940 - Ilha do cão; Intervenção romântica; Madrugada (cena com um enforcado).
  • 1941 - Nós dois no Brasil
  • 1943 - Tríptico solto de Moledo.
  • 1944 - A Fantastic Figure and Animal in a Interior.
  • 1946 - Rapto na paisagem povoada.
  • 1948 - O Amanhecer das virgens.
  • 1952 - Duas esculturas de bronze (sem título).
  • 1955 - Três esculturas de cerâmica (sem título).

[editar] Ligações externas

Referências

  1. a b c Luís Miguel Queirós (22 de setembro de 2010). António Pedro Um experimentador compulsivo (em português). Página visitada em 21 de outubro de 2010.
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