Aranha (família)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Brasão de armas moderno da família Aranha

Aranha é um apelido de família (sobrenome), da língua portuguesa. O Armorial Lusitano diz que se desconhece a origem desta família, que pode ter vindo de Espanha, onde existe o mesmo apelido, ou de França, como dizem Dom João Ribeiro Gaio e Manuel de Sousa da Silva nos seus versos. O apelido deve vir de 'alcunha', por falta de preposição.

Um dos mais antigos indivíduos que dele se conhecem é Gonçalo Aranha (* c. 1365), que vivia em Viana do Castelo, na ocasião em que D.João I a tomou aos partidários de Castela. Era tão valoroso, que se atreveu a sair em desafio a qualquer cavaleiro que com êle quisesse se bater. D.João I estimou-o muito e entre algumas mercês que lhe fez se conta a de Vila Nova de Foz Coa, por Carta de 10-III-1384.

Casou-se com Aldonça Anes de Alvelos, que lhe levou em dote a quinta de Serzedelo, que era couto e honra, e D.João I lha confirmou e deu carta de privilégio, de cujo documento consta que Gonçalo Aranha era seu vassalo. Aldonça Anes era filha de João Gil de Alvelos, e dela e de seu marido ficaram filhos que continuaram aquele apelido e tomaram a Quinta de Serzedelo por solar.

Em tempo de D.João I houve mais pessoas de apelido Aranha, cujo parentesco com Gonçalo Aranha se desconhece.

O Bispo de Malaca, D.João Ribeiro Gaio, a seu respeito, escreveu a seguinte quintilha:

"Gente é que não se acanha

com espada nem com lança;

nas letras a todos ganha;

linhagem vinda de França

assim chamada de Aranha."

E Manuel de Sousa da Silva dedicou-lhe esta:

"Dizem que veio de França

para esta nossa Espanha

Esse primeiro Aranha

E lá no Porto descansa

E seus vindouros estrenha."

Brasão de Armas[editar | editar código-fonte]

  • As armas antigas dos Aranhas são: de blau (azul), com asna de goles (vermelho), perfilada de argente (prata), carregada em chefe de um escudete do mesmo (prata), com uma banda de goles (vermelho), sobrecarregada de três aranhas de sable (negro), a asna acompanhada de três-flores-de-lis de jalde (ouro). Timbre: uma flor-de-lis do escudo.
  • Modernamente, usam as seguintes: de blau (azul), com asna de argente (prata), carregada em chefe de um escudete de goles (vermelho), com banda de argente (prata) sobrecarregada de três aranhas de sable (negro), a asna acompanhada de três flores-de-lis de jalde (ouro). Timbre: a asna do escudo com o escudete.

Observação: O brasão tradicional continua a ser respeitado pela família, pois o mesmo se encontra gravado em seus pertences recebidos por herança.

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ZUQUETE, Afonso Eduardo, Armorial Lusitano - Genealogia e Heráldica - Famílias Nobres, Suas Origens e suas Armas, pgs.58,59 - Editorial Enciclopédia Ltda., Lisboa, Portugal, 1961.
  • CUNHA BUENO, Antônio Henrique Bittencourt, BARATA, Carlos Eduardo, Dicionário das Famílias Brasileiras, Editora Ibero Americanas, dois tomos e quatro volumes, São Paulo, 1999.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]