Arbovírus

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Um arbovírus é um vírus que é essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos. O termo arbovírus não é incluído na classificação taxonômica de vírus, isto é, vírus de diferentes famílias e mesmo ordens poderão ser arbovírus. São algumas vezes patogénicos para os humanos (mais de 50 identificados). Ficam armazenados no corpo de artrópodes e por vezes proliferam, sem efectuar dano ao animal. Podem ter morfologia esférica ou em bastonete e o seu tamanho varia (30-180 nm). Geralmente têm genomas de RNA.

Foram identificados até à data cerca de 500 arbovírus.

Exemplos de doenças causadas por Arbovírus são as encefalites virais, a Dengue, a Febre amarela, o Mayaro e a Meningite.

O termo arbovirose deriva da expressão inglesa ARthropod BOrne VIRUSES, adotada em 1942, para designar grupo de infecções virais, cujos agentes foram isolados de animais que tinham participação na etiologia das encefalites.

Os arbovírus multiplicam-se nos tecidos dos organismos dos artrópodes, que se infectam, tornando-se vetores depois de sugarem sangue de hospedeiros, em período de viremia.

O período de desenvolvimento do arbovírus, que ocorre dentro do organismo do artrópode, é denominado "período de incubação extrínseco", após o qual o vírus poderá ser transmitido a novos hospedeiros suscetíveis, através da picada daqueles animais.

No organismo do hospedeiro vertebrado, esse é denominado "período de incubação intrínseco".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) ampliou a definição de arbovírus, assinalando a importância da transmissão transovariana e venérea desses agentes.

Os arbovírus são encontrados em todo o mundo. Atualmente, são conhecidos ao redor de quinhentos, entre os quais, mais de duzentos são veiculados por mosquitos. Entre os mais importantes para a saúde pública, podem-se citar o vírus da febre amarela, os da dengue (tipos 1 a 4), das encefalites japonesa, St. Louis, eqüina venezuelana, eqüina do leste, eqüina do oeste, entre outros.

Os arbovírus são causadores de infecções clínicas e subclínicas, que se manifestam sob a forma de quatro síndromes: encefalites, febres benignas de curta duração, febres hemorrágicas e poliartrite acompanhada de erupção cutânea. Os quadros são de gravidade variada e podem apresentar sintomas intermediários a dois extremos clínicos.

Os arbovírus são isolados e identificados por meio de provas de inibição de hemaglutinação (IH), fixação de complemento (FC) e neutralização em culturas de tecidos de camundongos recém-nascidos (N). Dessa maneira, foram agrupados em famílias, sendo as principais a família Togaviridae (Alfavírus), grupo A; Flaviviridae Flavivírus), grupo B; Bunyaviridae (Bunyavírus), grupo C e as famílias Reoviridae, Rhabdoviridae e Iridoviridae. Estas duas últimas causam infecção somente em animais[1] [2] .

Referência bibliográfica[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Mucha-Macias J. Arbovírus In Veronesi R. Doenças Infecciosas e Parasitárias. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 1972, Cap. 2; p. 210-6.
  2. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Departamento de Operações. Coordenação de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores. Manual de dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente, 2ª edição, Brasília (DF); 1996.
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