Battle Royale

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes (desde abril de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Battle Royale
バトル・ロワイアル
(Batalha Real)
Gênero Aventura, Drama, Horror, Ficção científica
Mangá
Autor Koushun Takami (história)
Masayuki Taguchi (arte)
Editora(s) Japão Akita Shoten
Estados UnidosCanadá Tokyopop
França Soleil, Vegetal Soleil
Espanha Editorial Ivréa
Itália Play Press
Brasil Conrad
Revista Japão Young Champion Magazine
Data de publicação Novembro de 2000 – Janeiro de 2006
Volumes 15
Filme
Batalha Real (BR)
Battle Royale (PT)
Lançamento 2000
Cor cor
Duração 114 minutos
122 minutos (Versão do diretor)
Diretor Kinji Fukasaku
Estúdio Toei Company
Elenco Mostrar lista
Roteiro Kenta Fukasaku
Gênero Drama, Thriller, Ação, Terror
Projeto Animangá  · Portal Animangá

Battle Royale (バトル・ロワイアル Batoru Rowaiaru) é um livro de Koushun Takami publicado no Japão em Abril de 1999, tornando-se um dos mais vendidos e controversos romances no país. O livro foi mais tarde adaptado ao cinema num filme igualmente popular e controverso (originando ainda uma continuação: Batoru Rowaiaru 2: Chinkonka / Battle Royale II) realizado por Kinji Fukasaku e estreado a 16 de dezembro de 2000. Foi ainda criada uma adaptação para mangá em 15 tomos. Em 2009 o diretor e roteirista Quentin Tarantino elegeu o filme como o melhor que viu desde o início de sua carreira de cineasta. No ano de 2014, Battle Royale ganhou uma versão brasileira publicada pela editora Globo Livros.

O livro soma um total de mais de 1 milhão de cópias vendidas apenas no Japão.

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Tanto no Livro, Mangá e no Filme a história básica é a mesma:

Num futuro não muito distante, os rebeldes, devido à recessão econômica na Grande República do Leste Asiático e seus danos sociais, obrigando o governo a aprovar uma lei conhecida como ATO BR, a lei consiste em sortear uma classe de estudantes para participar de um jogo onde a principal regra é matar uns aos outros até restar apenas um. O governo diz que o motivo do jogo é cumprir uma demanda social, mas a verdade ninguém sabe.

São escolhidos jovens entre 15 e 16 anos para serem levados ao local onde ocorrerá o jogo (uma ilha (chamada Okishima e aparentemente baseada em um lugar real, uma ilha da prefeitura de Kagawa a sudoeste de Shodoshima. A ilha é o local onde acontece a história relatada no mangá, porém o local não era fixo, tendo outros locais sendo utilizados para a execução do programa). Logo no inicio do mangá, já vemos a vencedora de um jogo anterior - uma garota que enlouqueceu logo depois de concluir o jogo.

A premissa, por si só, já é impressionante. O desenvolvimento da história é ainda mais.

Logo que o "jogo" começa, podemos verificar os mais variados tipos de comportamento. Muitos dos jovens, pressionados pelo terror psicológico imposto pelas circunstâncias do programa, deixam de lado muitos de seus princípios e partem para a mais básica forma de preservação da vida; a violência. No entanto, alguns deles conseguiram manter seu lado "racional" ativo, controlando seus impulsos bestiais e tentando pensar em maneiras de superar aquela situação desesperadora. Alguns tentam fazer sozinhos, outros pensam no próximo e buscam a união dos alunos como meio de sobrevivência e superação das adversidades.

Observando-se a variação de sentimentos e atitudes da própria raça humana, muito bem apresentada e desenvolvida por Takami, podemos esperar os mais variados desfechos possíveis para a trama, tornando-a irresistivelmente imprevisível. Cada personagem tem uma peculiaridade que o torna único e, ao mesmo tempo, muito próximo de qualquer um que venha a ler a obra. Esta variação permite a identificação do leitor com qualquer uma das personagens, o que aumenta ainda mais a vida-útil de sua trama.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Alunos: 9 ano B

Alunas: 9 ano B

Shuya Nanahara é um garoto comum que está no 9° ano. Ele vive em um orfanato, junto com seu melhor amigo, Yoshitoki Kuninobu. Eles têm uma vida normal, estudam na mesma escola, conversam com os amigos, resumindo, tudo o que qualquer outra pessoa faça.

O dia da "Viagem dos Sonhos" está chegando e Shuya e Yoshitoki estão muito empolgados com a viagem. Até que o tão esperado dia chega.

A viagem prossegue normal, até certo ponto. De repente, todos os alunos dentro do ônibus começam a dormir.

Quando eles acordam, estão em uma sala de aula e percebem que estão com uma espécie de coleira no pescoço.

Quando percebe que os alunos acordaram, um homem chamado Yonemi Kamon (no mangá - personagens similares com outros nomes ocupam o mesmo papel no livro e no filme) diz que todos irão participar de um jogo legal. Um jogo onde alguns formarão bandos, outros preferirão ficar sozinhos, alguns desconfiarão de todos, outros continuarão acreditando nas pessoas e alguns ficarão loucos. A sala do 9ºano B foi escolhida para "O Programa".

A coleira que eles usam possui um localizador e os alunos não conseguem retirá-la. Portanto, se eles tentarem fugir da ilha, o governo saberá.

Se em 72 horas sobrar mais de um aluno vivo, a coleira de todos explodirá, e assim, O Programa não terá nenhum vencedor.

Como os habitantes da ilha foram expulsos, os alunos tem a ilha inteira só para eles, ou seja, eles podem ficar em casas, apartamentos, lojas, mas os telefones estão desligados. Logicamente, muitos pensaram em se esconder nas casas e ficar lá para não ter que matar e muito menos morrer. Mas isso não é possível, pois a ilha foi dividida em Quadrantes. A qualquer momento pode acontecer de um ou mais quadrantes serem designados como áreas proibidas, obrigado os alunos lá localizados a saírem rapidamente. Yonemi Kamon informará os alunos por um alto-falante quando um quadrante se tornar proibido. Se o aluno não sair da área proibida, sua coleira vai explodir. A única coisa que os alunos recebem é um kit de sobrevivência que contém água, um pouco de comida e uma arma. As armas recebidas têm a ver com a capacidade de sobrevivência de cada um: para gerar equilíbrio, os mais cotados para ganhar o jogo recebem armas piores. Porém, como Yonemi Kamon falou, isso de nada adianta, pois os melhores invariavelmente ganham o jogo. Como exemplo, temos Kazuo Kiriyama, que recebe uma faca pequena no início, mas pouco depois mata membros de sua gangue e assim consegue uma arma automática.

Shuya promete a si mesmo proteger Noriko Nakagawa, a garota por quem Yoshitoki é apaixonado e luta em impedir que ela morra enquanto também tenta convencer os demais alunos a não jogar o jogo. Outros personagens são: Kazuo Kiriyama, um líder de gangues impiedoso que se entregou ao jogo, Shogo Kawada, um aluno misterioso que se transferiu para a classe de Shuya e Shinji Mimura um aluno rebelde que arma um plano para fugir da ilha prejudicando o governo. Dentre outros vários estudantes que são mostrados na ilha.

Filme[editar | editar código-fonte]

Existem dois filmes de Battle Royale: Battle Royale I : Survival Program e Battle Royale II: Requiem.

Battle Royale I: Survival Program

"No início do milênio a nação entrou em colapso. Com uma taxa de desemprego de 15%, dez milhões não tinham emprego. 800 mil estudantes boicotaram a escola. Os adultos perderam a confiança e, temendo os jovens, aprovaram, conseqüentemente, a Lei da Reforma Educacional do Milênio, também conhecida como Lei Battle Royale"

A Turma B é levada para uma ilha e obrigada matar uns aos outros com um tempo de 3 dias. Diferente do mangá, o responsável pelo Battle Royale é Kitano, que foi o professor que deu aula para a Turma B há um ano atrás.

Battle Royale II: Requiem

"O mundo agora está na época do terrorismo. O líder, Shuya Nanahara, da organização anti-BR Wild Seven' é procurado por seus atos. Os adultos começaram um novo jogo por 'justiça'. 'Nova medida contra-terrorista alternativa' Codinome BR II."

"O sinal foi dado. Nós nunca esqueceremos dos adultos, que nos fizeram matarmos uns aos outros. Deixe-nos levantar, e lutarmos juntos. Nós estamos declarando guerra contra todos os adultos." - Shuya Nanahara.

A história acontece 3 anos depois do primeiro filme. Em Battle Royale II, alunos de uma turma da escola de ensino médio Shikanotoride (dentre esses alunos, Shiori Kitano, a filha do professor Kitano, que foi o responsável pelo último BR) são mandados para o BR II. O objetivo não é os alunos matarem uns aos outros, e sim matar o líder da organização anti-BR, Shuya Nanahara. O jogo é feito em duplas: garoto n° 1 e garota n° 1, garoto n°2 e garota n°2,e por aí vai. Só que, um parceiro não pode ficar mais de 50 metros longe do outro, se não a coleira dos dois explode. E também, quando um da dupla morre, a coleira de seu parceiro automaticamente explode.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O mangá começou a ser publicado no Brasil pela Conrad no final de 2006. Pelo menos 12 volumes (de um total previsto de 15) foram publicados. No entanto, em novembro de 2007 foi interrompido o lançamento de novas edições- o que persistiu até julho de 2011, quando a Conrad surpreendeu com o lançamento do volume 13 da obra. O volume 15, e último, foi lançado em Novembro de 2011 concluindo de vez a publicação do mangá no Brasil.

O filme foi rebatizado como Batalha Real e lançado no início de 2007 pela Visual Filmes.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.

Chiaki Kuriyama, umas das atrizes que aparece em Battle Royale, aparece em Kill Bill como Gogo Yubari.

Takeshi Kitano faz o papel do "Professor Kitano", o equivalente no filme a Yonemi Kamon no mangá e Kinpatsu Sakamochi no livro.

O ator que interpreta Nanahara, também foi Light Yagami no filme baseado no mangá "Death Note".

Na continuação do filme, Kinji Fukasaku, faleceu e quem concluiu seu trabalho foi seu filho, Kenta Fusaku.

Sequências[editar | editar código-fonte]

O livro original foi adaptado para um filme (produzido em 2000) e depois para uma série de mangá. Além dessas três versões do que é essencialmente a mesma história com leves mudanças, foram feitas duas sequências.

  • Battle Royale 2: Chinkonka (Requiém), o segundo filme, não foi bem aceito pela crítica como o primeiro. A história é uma sequência dos eventos do primeiro filme Battle Royale e se passa anos depois, com situações novas envolvendo alguns personagens do primeiro filme.
  • Battle Royale 2: Blitz Royalle é uma obra muito recente em mangá que conta uma nova história com a mesma premissa básica de Battle Royale, mas personagens e situações diferentes. Os criadores são Koushun Takami e Hitoshi Tomizawa, que cuida da arte.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre mangá e anime é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ícone de esboço Este artigo sobre um filme é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ícone de esboço Este artigo sobre um livro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.