O Senhor das Moscas

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Lord of the Flies
O Senhor das Moscas
O Senhor das Moscas (BR)
Autor (es) William Golding
Idioma inglês
País  Reino Unido
Género romance
Editora Faber and Faber
Lançamento 17 de setembro de 1954
Páginas 248
ISBN ISBN 0-571-05686-5
Edição portuguesa
Edição brasileira
Tradução Geraldo Galvão Ferraz
Editora Nova Fronteira

O Senhor das Moscas (Lord of the Flies, em inglês) é um livro de alegoria escrito por William Golding, vencedor do Prêmio Nobel em 1983. Foi publicado em 1954. Embora não tenha sido um grande sucesso à época – vendendo menos de 3000 cópias nos Estados Unidos em 1955 antes de sair de catálogo – com o tempo tornou-se um grande sucesso, e leitura obrigatória em muitas escolas e colégios. Foi adaptado para o cinema em 1963 por Peter Brook, e novamente em 1990, filme estes que também passaram a ser exibidos em diversas instituições educacionais. O título é uma referência a Belzebu (do nome hebraico Ba’al Zebub, בעל זבו&#1489), um sinônimo para o Diabo. É geralmente lembrado como um clássico da literatura do pós-guerra, ao lado de A Revolução dos Bichos e O Apanhador no Campo de Centeio.

O livro retrata a regressão à selvageria de um grupo de crianças inglesas de um colégio interno, presos em uma ilha deserta sem a supervisão de adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra.

Resumo da trama[editar | editar código-fonte]

Análises[editar | editar código-fonte]

Muitos interpretaram "O Senhor das Moscas " como um trabalho de filosofia moral. O cenário da ilha, um paraíso com toda a comida e a água necessários, pode ser visto como uma metáfora para o Jardim do Éden. Assim, a primeira aparição do “Bicho” seria o surgimento da serpente, como o mal surge no livro de Gênesis.

Um dos principais temas do livro é a natureza do Mal. Isto pode ser claramente visto na conversa que Simon mantem com o crânio do porco, que se refere a si mesmo como “O Senhor das Moscas” (uma tradução literal do nome hebraico de Ba'alzevuv, ou Beelzebub em grego). O nome, enquanto se refere aos enxames de moscas sobre si, claramente refere-se ao personagem bíblico.

Temas[editar | editar código-fonte]

“O Senhor das Moscas” contém inúmeros temas e simbolismos. Qualquer um dos personagens pode representar diferentes papéis na sociedade.

  • Ralph pode representar a democracia, uma vez que ele é o líder por escolha da maioria e tenta tomar as decisões que sejam melhores para todos.
  • Jack pode representar o fascismo, uma vez que é cruel e tenciona controlar a todos na ilha.
  • Porquinho pode representar a ciência, uma vez que ele age de modo lógico e é impopular, mas necessário a longo prazo.
  • O coral de meninos que se transforma no grupo de caçadores representaria o exército: eles fazem o que Jack determina porque é melhor para eles estarem inseridos no grupo do que contra ele.
  • Sam e Eric representariam as pessoas que são impressionáveis, e que tendem a não pensar por si próprias. Em diversas partes do livro, seu comportamento imita o dos cães.
  • O "Bicho" representa a propaganda, causando medo por um inimigo nunca visto e usada para unir os meninos ao redor de Jack.
  • Simon representaria a fé e a religião, por ter visões e revelações místicas. Também poderia ser caracterizado como tendo esquizofrenia.
  • Os óculos representariam a razão e a habilidade de se ver com clareza.
  • A concha representa ordem e democracia na ilha.

Outras interpretações consideram não tanto uma alegoria política, mas uma alegoria social. Esta linha de pensamento indicaria que:

  • Ralph representa o governo, a ordem e a responsabilidade
  • Porquinho representa a inteligência e a razão, não importando o quão impopular a verdade possa ser
  • Jack representa a barbárie, o lado negro da humanidade.
  • A concha representa a civilização, e quando Jack a abandona, ele rompe as amarras que o prendem ao mundo moderno.
  • O fogo representa a utilidade, um meio para um fim, o qual, quando usado de modo incorreto, se torna um fim em si mesmo
  • O Senhor das Moscas representa o Mal escondido no coração de todos. [carece de fontes?]

Notas[editar | editar código-fonte]

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  • O livro foi escrito enquanto Golding lecionava na Bishop Wordsworths School, uma escola católica para meninos, em Salisbury, na Inglaterra. Ele ensinou Língua Inglesa de 1945 a 1962.
  • O Senhor das Moscas teve duas adaptações para o cinema. A primeira é em preto-e-branco e foi lançada em 1963, sendo considerada bastante fiel ao livro. A segunda versão, lançada em 1990, embora possuísse um visual mais atualizado, difere em partes do original.
  • A banda inglesa de heavy metal Iron Maiden compôs uma música sobre o livro. A música "Lord of the Flies" pode ser encontrada no disco The X Factor (1995) e também foi lançada como single.
  • A banda de punk rock Gatsby's American Dream tem uma música completamente inspirada por O Senhor das Moscas, entitualda "Fable".
  • Há uma incoerência física no livro. Porquinho é retratado como sendo extremamente míope e por isso deveria usar lentes côncavas em seus óculos. No entanto, são necessárias lentes convexas para focalizar a luz do sol e iniciar uma fogueira. Lentes côncavas dissipam a luz.
  • Pessoas têm apontado inúmeras semelhanças entre O Senhor das Moscas e a série de televisão Lost − além da ilha, dos porcos, dos grupos divididos e da presença de um monstro, os personagens Sawyer and Charlie fazem referências a O Senhor das Moscas.
  • Diz-se que o “reality show’’ Survivor foi inspirado pelo livro.
  • Há uma música da banda Hardcore que tem como nome "Senhor das Moscas"
  • A banda americana de Heavy Metal Lizzy Borden compôs uma música sobre a obra, também chamada de 'Lord Of The Flies'.
  • A banda norte-americana The Offspring faz recorrentes referências à estória na sua música 'You're gonna go far, kid'.
  • A banda cascadura tem uma música, que tem uma versão com a cantora Pitty, chamada Senhor das Moscas
  • A banda estadunidense Bad Religion faz referência ao título do livro na música "1000 more fools".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]