Bouba

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Bouba
Nódulos resultantes de infecção por Treponema pertenue.
Classificação e recursos externos
CID-10 A66
CID-9 102
Star of life caution.svg Aviso médico

Bouba (também conhecida como frambesia, parangi, patek, piã) é uma doença tropical infecciosa da pele, ossos e cartilagens causada pela bactéria espiroqueta Treponema pertenue[1] . Outras doenças causadas por treponemas diferentes são bejel (Treponema endemicum), pinta (Treponema carateum), sífilis (Treponema pallidum), e Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi). A origem do nome frambesia origina-se do termo "framboesa" já que algumas lesões da pele assemelham-se à sua forma, com pápulas agrupadas em forma de cacho, seguidas de prurido.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

A doença é transmitida através do contato da pele com pessoas infectadas. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível pois não há necessidade de relações sexuais para a transmissão da doença. Acredita-se que seja mais comum em mulheres, talvez devido ao costume ocidental das mulheres trocarem mais "beijos de face". O ciclo de desenvolvimento da doença é semelhante a do Treponema pallidum (Sífilis) tendo um estágio primário ("bouba mãe") por onde o organismo penetrou na pele, algumas vezes associado à formação de quelóides na região, um estágio secundário onde lesões surgem e regridem na pele, algumas vezes acompanhadas de pus, e um estágio terciário onde regiões da pele, ossos e cartilagens são progressivamente afetados.

O maior grupo de pessoas afligidas pela bouba são crianças com idade entre 6 e 10 anos nas regiões tropicais da América, África, Ásia e Oceania. Durante o período de 1954 a 1963 a Organização Mundial da Saúde lançou campanhas mundiais para a redução da enfermidade, alcançando resultados significativos, embora alguns casos passaram a surgir novamente.

Os principais fármacos utilizados para tratar a doença são a penicilina, a eritromicina ou a tetraciclina, com raras recorrências após o tratamento.

Ocorrências[editar | editar código-fonte]

A bouba, assim como a sífilis, foram quase erradicadas com o programa conduzido pela Organização Mundial da Saúde na década de 1950. No caso da bouba estima-se que os casos da doença foram reduzidos de 50 milhões para praticamente zero. Recentemente, entretanto, a Organização Mundial da Saúde reportou um aumento dos casos para algo em torno de meio milhão de pessoas afligidas pela bouba, principalmente pobres e de áreas rurais[2] .

References[editar | editar código-fonte]

  1. Bouba. Página visitada em 2008-01-19.
  2. WHO: Flesh-Eating Disease Making Comeback Associated Press (January 25, 2007). Página visitada em 2007-01-25.
  • McNeill, Katie H. "Plagues and People." Bantam Doubleday Dell Publishing Group, Inc., New York, NY, 1976, ISBN 0-385-12122-9.