Bryan Herta

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Bryan Herta
Bryan Herta 2004 Indianapolis 500 Third Qual Day.JPG
Herta durante o terceiro dia de treinos
da Indy 500 de 2004.
Nome completo Bryan John Herta
Nacionalidade    Estados Unidos Norte-americano
Data de nascimento 23 de Maio de 1970 (44 anos)
Registros na IndyCar Series
Anos 2003-2006
Times 1 (Andretti-Green)
Voltas mais rápidas 2
Primeira corrida Indy 500 de 2003 (não correu por estar lesionado)
Primeira vitória GP do Kansas de 2003
Última vitória GP de Michigan de 2003
Última corrida GP de Chicago de 2006
GPs Poles Pódios Vitórias
58 3 6 2
Registros na CART/Champ Car
Anos 1994-2001, 2003
Times 7 (Foyt, Ganassi, Team Rahal, Walker,
Mo-Nunn, Forsythe, Zakspeed/Forsythe e
PK Racing
Voltas mais rápidas 1
Primeira corrida Indy 500 de 1994
Primeira vitória GP de Laguna Seca, 1998
Última vitória GP de Laguna Seca, 1999
Última corrida GP de Laguna Seca, 2003
GPs Poles Pódios Vitórias
121 7 10 2
Outros campeonatos
2005-2006
1992-1993
1990-1991
A1 GP
Indy Lights
Barber Saab Pro Series

Bryan John Herta (Warren, 23 de maio de 1970) é um ex-piloto de automobilismo dos Estados Unidos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

A carreira de Herta no automobilismo começou em categorias de pequeno porte dos EUA, se sagrando campeão da Barber Saab Pro Series em 1991, repetindo a façanha em 1993, na Indy Lights.

Em 1994, estreou na Champ Car (então unificada), pela equipe Foyt, logo na Indy 500 de 1994, onde chegou em nono lugar - um resultado satisfatório para um piloto que nunca havia guiado um carro da categoria.

Ainda disputaria as etapas de Milwaukee, Detroit, Portland e Cleveland, mas um acidente em Toronto minou a temporada do jovem piloto, que se encerraria naquele momento. Terminou-a na vigésima-terceira posição, com onze pontos.

Visto como um piloto de grande talento, Herta foi contratado pela Ganassi para a temporada de 1995. Jimmy Vasser, seu companheiro de equipe, ganhou a disputa interna (oitavo lugar), mas Herta provou estar mais amadurecido ao marcar trinta pontos, e terminar em vigésimo lugar. Saiu da Ganassi ao final da temporada, com um pódio como melhor resultado. Como consolo, uma pole-position em Phoenix.

Em 1996, Herta foi contratado para correr ao lado do tricampeão Bobby Rahal, que seria também dono de equipe, agora sem a parceria com a Hogan, que havia terminado. Começava uma parceria que durou até 1999 (em 1998, Bobby Rahal se aposentaria como piloto). Os resultados começavam a aparecer com maior frequência, e o grande momento aconteceria no GP de Laguna Seca, em 1998. Herta, que largou na pole, venceu praticamente de ponta a ponta. Conquistou sua segunda vitória novamente em Laguna Seca, no ano seguinte. Foi sua última vitória na Champ Car. Na s quatro temporadas em que correu pela Rahal (três com Bobby Rahal, uma com Max Papis), Herta terminou em 8º em 1996, 11º em 1997, 8º em 1998 e 11º novamente em 1999.

A carreira de Herta na Champ Car entrou em declínio em 2000, quando ficou sem equipe para correr depois que seu contrato com a Rahal se encerrou. Algumas equipes mostravam interesse nele, mas ele não arranjou contrato com nenhuma para a prova de Miami. Estreou apenas no GP de Long Beach, pela Walker, como substituto de Gil de Ferran, contratado pela Penske. Terminou a prova em quinto lugar. Disputou também o GP do Rio de Janeiro pela mesma equipe, mas abandonou. Disputou três corridas pela Mo-Nunn, substituindo o brasileiro Tony Kanaan, mas sem convencer. Realizou ainda uma corrida pela Forsythe, em Laguna Seca, pista onde ele gostava mais de correr.

Voltou a disputar uma temporada completa em 2001, pela Zakspeed/Forsythe, correndo com o carro de número 77. Seu companheiro seria o alemão Marcel Tiemann, mas ele acabou não acertando os detalhes do contrato, deixando Herta sozinho na equipe.

Extraindo o máximo de seu carro, o norte-americano angariou ainda um quinto lugar e um pódio (seu último na Champ Car) em Cleveland. Terminou em 22º lugar, com 27 pontos.

Em 2002, Herta ficou afastado da Champ Car após nenhuma equipe ter conseguido contratá-lo. Retornou em 2003, pela equipe PK Racing. Participou de um único GP pela equipe (novamente em Laguna Seca). Poderia ter disputado ainda o GP de Fontana, mas os incêndios na Califórnia forçaram o cancelamento da prova, e a carreira de Herta na Champ Car terminaria de forma melancólica: fechou a temporada em 25º lugar, com apenas dois pontos.

Momentos marcantes de Herta na Champ Car[editar | editar código-fonte]

Durante seus nove anos na Champ Car, Herta protagonizou momentos marcantes na categoria.

  • No GP de Laguna Seca de 1996, Herta estava prestes a conquistar sua primeira vitória, e tentava conter os ataques do italiano Alessandro Zanardi, da Chip-Ganassi. Resistiu até a última volta, quando Zanardi protagonizou uma espetacular ultrapassagem sobre o Reynard-Mercedes do norte-americano, na famosa curva do "Saca-Rolhas" do circuito de Laguna Seca.
  • No GP de Elkhart Lake, Herta, novamente ao serviço da equipe Rahal, tenta ultrapassar seu patrão e companheiro de equipe Bobby Rahal, mas acaba tocando na traseira do monoposto azul e branco do veterano piloto e roda em seguida. A câmera focaliza Herta desapontado com o erro, mas se afasta bruscamente quando ele faz uma expressão de medo, após o compatriota Alex Barron subir em seu carro. Ambos saíram ilesos, mas Bryan disse que o carro de Barron realmente tinha tocado de raspão as suas mãos, sem gravidade.

A1 GP[editar | editar código-fonte]

Entre 2005 e 2006, Herta competiu na extinta A1 GP, pilotando o carro dos EUA.

IRL[editar | editar código-fonte]

Herta disputou quatro temporadas da IndyCar (2003-2006), tendo alcançado uma trinca de terceiros lugares (Kentucky, Nazareth e Chicago) e uma vitória na temporada de estreia. Entretanto, ele terminou em 13º lugar, com 227 pontos.

Em 2004 e 2005, Bryan ficou em 9º e 8º lugares (362 pontos em 2004 e 397 em 2005, respectivamente). Despediu-se da IRL em 2006, após terminar em 15º lugar no GP de Chicago.

Mudança para os protótipos[editar | editar código-fonte]

Com a temporada encerrada, ele anunciou que se mudaria para a American Le Mans Series, novamente ao serviço da Andretti. Ele dividiu o carro com Marino Franchitti, irmão de Dario Franchitti, que passou a formar um trio com os dois em 2007. Herta terminou em 7º lugar na classificação geral.

Carreira como dono de equipe[editar | editar código-fonte]

Após parar de competir, Herta virou treinador de pilotos na equipe Vision e fundou uma equipe com seu nome, a Bryan Herta Autosport, que era uma aliança esportiva com a mesma Vision. Em 2009, ingressou na Indy Lights com Daniel Herrington, mas seu companheiro de time, Sebastian Saavedra, faturou o título da temporada de 2010, sendo a primeira conquista de Bryan como dono de equipe. O próprio Saavedra chegou a disputar as 500 Milhas de Indianápolis de 2010 com a BHA, mas não chegou a completá-las.

Na edição de 2011, a equipe aliou-se à CURB e à Agajanian para a disputa, contratando o inglês Dan Wheldon, ex-companheiro de Herta na Andretti e campeão da Indy em 2005.

Sem estar entre os favoritos, a Herta/CURB/Agajanian conquistou uma surpreendente vitória com Wheldon, depois de J.R. Hildebrand ter batido na última curva quando estava prestes a se sagrar vencedor da prova.

A quase ida à Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Bryan Herta pilotava pela primeira vez um carro de Fórmula 1, já aos 32 anos. Pilotou uma Minardi no "Thunder in the Park", evento realizado no circuito de Donington Park.

Isto fez com que o norte-americano fosse fortemente especulado para correr na mesma Minardi em 2003, como companheiro de equipe de Jos Verstappen. Entretanto, as negociações com a equipe italiana esfriaram.


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